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O banco reduziu o preço-alvo para os papéis da varejista de alimentos em relação à 2024, mas mantém otimismo com crescimento e parceria estratégica
Para o Grupo Mateus (GMAT3), 2024 tem sido um ano e tanto. Além de fechar um acordo para assumir a aquisição do Novo Atacarejo no Nordeste, a rede de supermercados tem superado concorrentes como Carrefour (CRFB3) e o Assaí (ASAI3) em projeções sobre alta em faturamento, segundo o Santander, em relatório divulgado nesta segunda-feira (18).
No documento assinado pelos analistas Ruben Couto, Eric Huang e Vitor Fuziharo, o banco estabeleceu um novo preço-alvo para as ações GMAT3 em 2025.
O valor é de R$ 9,60, um potencial de valorização de 33% sobre o último fechamento da ação e uma redução de 4% ante o preço-alvo anterior para 2024, de R$10,10.
Apesar da revisão, o Santander reitera a classificação “outperform” para as ações do Grupo Mateus, equivalente a compra. A expectativa dos analistas é de que a rede de atacado e varejo alimentar continuará a apresentar fortes números operacionais, superando os pares.
A instituição também ressaltou que o Grupo Mateus é a ação favorita (top pick) do banco para o setor de varejo alimentar brasileiro devido ao forte crescimento projetado de receita.
Segundo o Santander, as perspectivas são positivas para a aquisição do Novo Atacarejo, que prevê a criação de uma joint venture com 50 lojas em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
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O banco estima que o acordo pode adicionar R$ 0,50 ao preço-alvo para as ações GMAT3. Em um cenário mais otimista, o impacto poderia chegar a R$ 1,30 por ação, o que pode ser um gatilho positivo para o valor das ações, afirmam os analistas da instituição.
No relatório, o Santander afirma que a alavancagem financeira tem sido um grande desafio para varejistas no Brasil, especialmente em cenários de juros elevados. Porém, o Grupo Mateus está em uma posição mais favorável devido à baixa alavancagem financeira, que atualmente está em 0,6x, bem inferior a concorrentes como Assaí (3,5x) e Carrefour (2,6x).
A empresa também tem uma exposição limitada à Selic, com menos de 20% da dívida total indexada à taxa básica de juros, o que reduz o impacto dos juros altos no resultado líquido.
Embora o Grupo Mateus seja a top pick do Santander no setor, o banco fez uma leve redução nas estimativas operacionais devido ao ambiente macroeconômico desafiador.
Por outro lado, os analistas revisaram o lucro líquido para cima em 19%, incorporando medidas da empresa para mitigar impactos da Lei 14.789/2023 (como o escudo fiscal de Juros sobre Capital Próprio e créditos tributários de prejuízos acumulados).
O banco também reduziu em cerca de 4% as estimativas de receita, prevendo crescimento mais lento no formato de atacarejo, e cortou em 5% as projeções de lucro líquido. Segundo os analistas, o avanço mais lento da alavancagem operacional e o impacto de juros mais altos podem limitar os resultados futuros da varejista.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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