Follow-on na área! Eneva (ENEV3) pretende levantar até R$ 4,2 bilhões em oferta primária garantida pelo BTG
Também foram assinados memorandos de entendimentos para aquisição de usinas termelétricas de geração de energia

O segmento de geração de energia é apontado como um dos mais descontados da bolsa brasileira, mas o apetite por crescimento não parece ter diminuído. Em fato relevante enviado à CVM nesta terça-feira, a Eneva (ENEV3) anunciou uma oferta pública primária de ações, também chamada de follow-on. A operação pode alcançar R$ 4,2 bilhões.
O coordenador líder da oferta será o BTG Pactual, que também é o maior acionista da empresa, com 23,33% das ações. Ao lado dele, o Itaú BBA e o Bradesco BBI também auxiliam na nova emissão.
A companhia estabeleceu o montante mínimo inicial da oferta em R$ 3,2 bilhões, com a possibilidade de um lote adicional de R$ 1 bilhão, podendo atingir o número de R$ 4,2 bilhões.
O BTG Pactual vai garantir 100% da oferta-base a R$ 14,00 por ENEV3 por intermédio do Partners Alpha.
Vale dizer que o valor corresponde à média das cotações de fechamento dos últimos 60 dias, anteriores ao pregão de ontem (15) e com um ágio de 10,7%.
Em relação ao fechamento do pregão da segunda-feira, as novas ações têm um prêmio de 5,67%. A ação da Eneva encerrou a sessão de ontem cotada a R$ 13,25.
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Por fim, os acionistas da companhia ainda poderão exercer o direito de prioridade na oferta. A Partners Alpha, que detém 15,02% dos papéis da empresa, assumiu o compromisso de garantir a oferta-base, desde que a precificação da operação ocorra até 31 de dezembro de 2024.
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O que a Eneva (ENEV3) fará com esse dinheiro?
No mesmo comunicado, a Eneva afirma que o montante será utilizado para otimizar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem da empresa.
Mas não será apenas isso. Foram assinados também memorandos de entendimento para aquisição de usinas termelétricas, ampliando a base de geração de energia da Eneva.
Cerca de R$ 1,2 bilhão será usado para comprar duas térmicas do próprio BTG, a Gera Maranhão e a Linhares, com pagamento em espécie.
Outras duas — Tevisa e Povoação — serão adquiridas com pagamento em ações, que podem chegar a R$ 1,7 bilhão.
Do mesmo modo, “o BTG também assumiu o compromisso de que a Eneva será a plataforma de seus investimentos em participações societárias em ativos de geração de energia elétrica e gás natural no Brasil”, esclarece o comunicado.
Em tempo, a operação ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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