Com a Enel vai indenizar moradores que ficaram sem luz em São Paulo? Presidente da empresa de energia responde
Região deve enfrentar novos vendavais de hoje (18) até domingo (20), de acordo com a Defesa Civil de São Paulo

Quase uma semana depois do vendaval que deixou São Paulo no escuro, cerca de 30 mil pessoas ainda seguem sem energia elétrica na cidade. Aqueles que já conseguiram a normalização dos serviços, contabilizam as perdas — muitos se organizando para pedir indenizações à Enel.
E, para isso, são vários os caminhos possíveis, do Procon-SP até a justiça. A própria companhia diz que os consumidores podem abrir uma solicitação pela internet ou por telefone, apresentando documentos que comprovem danos elétricos a equipamentos, até cinco anos depois do evento.
Nesta sexta-feira (18), o presidente da concessionária de energia elétrica, Guilherme Lencastre, sinalizou o ritmo das indenizações aos moradores da cidade de São Paulo e da região metropolitana.
Falando à GloboNews mais cedo, Lencastre disse que a situação será tratada “caso a caso”.
“Nós também estamos acelerando o processo de indenização com relação aos danos elétricos. A gente vai analisar caso a caso, depois, em relação a outras situações”, afirmou.
Ele reforçou que os clientes façam a solicitação por meio dos canais de comunicação da Enel.
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“Façam o requerimento, e aí a gente vai tratar caso a caso. A gente precisa identificar o cliente, saber o que aconteceu e fazer a análise”, acrescentou.
Lencastre não deu prazo para essa indenização ser realizada.
Governo concede linha de crédito para São Paulo
Independentemente da indenização da Enel, o governo federal oferecerá uma linha de crédito para os moradores de São Paulo afetados pelo apagão no estado.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o crédito será voltado apenas para comerciantes e empresários prejudicados e será operacionalizado dentro do Pronampe.
Esse crédito vai usar R$ 150 milhões dos recursos originalmente reservados no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para atender a população do Rio Grande do Sul afetada pelas chuvas.
Na prática, de acordo com o ministro, a garantia de R$ 150 milhões deve abrir espaço para R$ 1 bilhão em crédito para os comerciantes e empresários da capital paulista.
Haddad disse ainda que Lula deve assinar essa liberação de recursos até o fim de semana, antes de embarcar para a Cúpula do Brics+ em Kazan, na Rússia.
"Vamos fazer para a cidade de São Paulo o mesmo que nós fizemos para o Rio Grande do Sul. As pessoas que tiveram prejuízo por conta do apagão, que perderam geladeira, perderam inclusive a comida, o pequeno comerciante que perdeu alguma coisa”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu não quero saber de quem é a culpa. Eu quero saber quem é que vai dar a solução", acrescentou.
Os danos residenciais, segundo Haddad, deverão ser ressarcidos pela própria Enel.
- Veja mais: retorno de investimento em apartamentos tipo studio pode ser “fichinha” perto dessa outra estratégia
Vem mais chuva por aí
Se a previsão do tempo não errar, São Paulo ainda deve encarar vendavais nos próximos dias. A Defesa Civil Estadual prevê ventos de até 60 km/h entre hoje (18) e domingo (20).
“A gente está vivendo uma situação de normalidade agora, mas a gente também está muito preocupado com a chuva que vem pela frente. Essas são as principais prioridades nesse momento. Quando a gente sair dessa prioridade, a próxima vai ser em relação a esse assunto [de indenização]”, afirmou ele.
A Enel afirma que manterá o efetivo de profissionais reforçado como medida de prevenção para a nova tempestade.
“O que aconteceu, de fato, foi um evento de natureza extrema e não quero usar isso para isentar a gente de responsabilidade. Nós, como os clientes, estamos dando a maior prioridade àqueles que ainda estão sem energia, que a gente identifica por algum motivo que teve reincidência ou que ficaram mais tempo sem energia”, disse Lencastre.
No dia anterior, a Enel disse que o serviço não havia sido restabelecido para 36 mil clientes. Não há atualização desse balanço até o momento da publicação deste texto.
*Com informações do G1
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