Empresa responsável por Congonhas investirá R$ 2 bilhões no aeroporto com obras que devem começar ainda em 2024
O projeto inclui também a disposição de 20 mil metros quadrados para espaços comerciais. Com isso, será ampliada a oferta de lojas, serviços, salas VIP e áreas para escritórios

A espanhola Aena anunciou nesta segunda-feira (25) um investimento de R$ 4,5 bilhões no Brasil. O montante será distribuído entre os 11 aeroportos arrematados pela companhia na sétima rodada de concessões, realizada em 2022. A maior fatia será destinada ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2 bilhões para ampliação e modernização.
Sem aumentar o número de pousos e decolagens, a Aena planeja ampliar a capacidade operacional do aeroporto paulista de 22 milhões passageiros por ano para 29,5 milhões.
Esse crescimento será baseado na ampliação das áreas operacionais e uso de equipamentos, tecnologias e sistemas mais modernos.
Depois de implementadas as melhorias, os pontos de parada de aeronaves poderão receber aviões de maior capacidade, como o Airbus A321neo.
Ampliação do aeroporto de Congonhas
Com um novo pátio de 215 mil metros quadrados para a aviação comercial, haverá aumento de 30 para 37 posições de parada de aeronaves, sendo 19 nas pontes e 18 remotas, com afastamentos adequados, pronto para receber o Airbus A321 em todas as posições.
Além disso, pistas e pátios receberão reforço estrutural, bem como a construção de novas pistas de rolagem, nova via de serviço para a aviação geral e uma saída rápida quando operando pela cabeceira 35L.
Leia Também
O projeto inclui também a disposição de 20 mil metros quadrados para espaços comerciais. Com isso, será ampliada a oferta de lojas, serviços, salas VIP e áreas para escritórios e salas empresariais.
- LEIA TAMBÉM: Governo quer usar fundo garantidor do Desenrola para tirar companhias aéreas da tempestade – BNDES também é acionado
Terminal de passageiros
Outro destaque é o novo terminal de passageiros, que vai dobrar de tamanho, chegando a 105 mil metros quadrados. As obras devem começar ainda em 2024, com a conclusão prevista até junho de 2028.
O terminal de embarque terá um novo salão de check-in com 72 posições, com possibilidade de chegar a 108, e novo píer com 36 metros de largura e 330 metros de comprimento.
Serão 19 novas pontes de embarque, em substituição às 12 atuais, garantindo 70% ou mais dos embarques diretos às aeronaves.
Além disso, haverá 10 portões de embarque remoto, dando novo uso ao hangar tombado, 13 leitores automáticos de cartão de embarque e aumento de 10 para até 17 canais de inspeção.
O projeto prevê ainda portões de embarque reversíveis, capazes de acomodar voos internacionais de acordo com a demanda das companhias aéreas.
No desembarque, será instalado um novo sistema de processamento de bagagens, com 10 carrosseis ante três atualmente, além do aumento de cinco para sete esteiras de restituição de bagagem, totalizando 228 metros de extensão.
- Análises aprofundadas, relatórios e recomendações de investimentos, entrevistas com grandes players do mercado: tenha tudo isso na palma da sua mão, entrando em nossa comunidade gratuita no WhatsApp. Basta clicar aqui.
Trânsito no aeroporto de Congonhas
Para melhorar a circulação viária e reduzir o trânsito no acesso ao aeroporto de Congonhas, a Aena irá criar um bolsão para carros de aplicativos e de locadoras e uma nova praça pick-up com 72 vagas para embarque em carros de aplicativos.
A área de meio-fio terá um incremento de 250 metros para embarque e desembarque dos passageiros e haverá um acesso direto à futura estação de metrô da linha Ouro.
Segurança
A segurança das operações de Congonhas será reforçada com o afastamento maior entre aeronaves e pistas, dentro da norma internacional.
O projeto prevê também a redução da circulação viária interna, com mais pontes de embarque e oferta de serviços nas posições de parada, além de novas áreas de escape (RESAs) na pista auxiliar e adequação de sinalização e balizamento.
Melhorias de curto prazo em Congonhas
De olho no curto prazo, a Aena conta com projetos a serem implementados ainda em 2024.
Entre as ações imediatas, estão o reordenamento das vias e meios-fios, implantação de bolsão para carros de aplicativo e praça pick-up para embarque de passageiros, retrofit do sistema de ar-condicionado do terminal atual, reforma dos banheiros, reordenamento e ampliação do Raio X, revitalização da fachada e ampliação da sala de embarque remoto.
- Os investimentos preferidos do mercado para março: saiba quais são as top picks dos maiores players do mercado em ações, dividendos, fundos imobiliários e BDRs.
Além do aeroporto de Congonhas
Os investimentos anunciados hoje irão contemplar mais 10 aeroportos localizados no Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais.
Esses receberão os demais R$ 2,5 bilhões dos R$ 4,5 bilhões totais a serem aportados pela concessionária espanhola.
A Aena não detalhou como esse montante será dividido entre os aeroportos de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Altamira (PA), Carajás (PA), Marabá (PA), Santarém (PA), Montes Claros (MG), Uberlândia (MG) e Uberaba (MG), arrematados na última rodada de leilões em 2022.
Enquanto as obras de Congonhas estão previstas para acabar em meados de 2028, por causa da maior complexidade, as melhorias nestes demais aeroportos devem estar prontas até metade de 2026.
O que será feito nessas unidades
No entanto, a concessionária informou que todos terão aumento da capacidade operacional, com ampliação da área construída dos terminais de passageiros, requalificação das pistas, implantação de faixas de segurança e de áreas de escape nas cabeceiras.
De acordo com as necessidades de cada aeródromo, haverá nova habilitação de aproximação de aeronaves e outros recursos para reforçar pousos e decolagens. Também estão previstas intervenções nos pátios, com novas posições para estacionamento de aeronaves, quando necessário.
Além das obras, a companhia também programa aportes em tecnologia, sistemas, novos equipamentos e num novo mix comercial, para melhorar as experiências de viagem.
*Com informações do Estadão Conteúdo
BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?