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Novo pedido deve adicionar US$ 240 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão no câmbio atual) à carteira de pedidos da Embraer
Na batalha pelo mercado de aviação militar, a Embraer (EMBR3) segue na conquista de novas fronteiras com seu C-390 Millennium. Em mais uma novidade nesse front, a fabricante brasileira assinou nesta sexta-feira (27) um contrato para a venda de mais duas aeronaves.
Desta vez, a empresa não revelou o cliente, que é o décimo país a encomendar o C-390. Ele se junta, portanto, a Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia e Eslováquia, que também adotaram o modelo.
“Essa aeronave está redefinindo os conceitos de aviação de transporte militar com uma combinação imbatível de tecnologia de ponta, confiabilidade e baixos custos operacionais, aliados a um desempenho excepcional”, disse Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.
O novo contrato inclui um abrangente pacote de treinamento e suporte, assim como o fornecimento de peças de reposição, de acordo com a Embraer.
As aeronaves serão configuradas para atender aos requisitos do cliente, que incluem transporte tático de tropas e veículos, ajuda humanitária, gestão de desastres e evacuação aeromédica.
O novo pedido deve adicionar US$ 240 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão no câmbio atual) à carteira de pedidos da Embraer, de acordo com o JP Morgan.
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Pelas estimativas dos analistas, os pedidos no segmento de defesa da companhia desde o fim do terceiro trimestre agora totalizam aproximadamente US$ 1,4 bilhão.
Aliás, a empresa como um todo vive um momento particularmente favorável. Não por acaso, as ações acumulam valorização de mais de 150% na bolsa neste ano.
Parte do otimismo do mercado vem da área de defesa, que se tornou um dos destaques da Embraer diante da demanda crescente com o envelhecimento das frotas atuais.
Na avaliação dos especialistas do setor, o C-390 é “incomparável em todos os sentidos”. A aeronave pode transportar mais carga útil (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves de transporte militar de médio porte.
Além disso, voa mais rápido (470 nós) e mais longe, sendo capaz de realizar uma ampla gama de missões, como transporte e lançamento de carga e tropas, evacuação aeromédica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias. O C-390 pode ainda operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, como terra batida, solo e cascalho.
A frota atual de aeronaves C-390 em operação já acumulou mais de 15.500 horas de voo. A taxa de capacidade de missão atingiu 93% e taxas de conclusão de missão ficaram acima de 99%, de acordo com a Embraer.
O grande rival do modelo da Embraer é o C-130K Hércules, da norte-americana Lockheed Martin. O avião brasileiro não deve quebrar a hegemonia do competidor até por questões geopolíticas, mas já vem se provando capaz de conquistar uma participação importante de mercado. O maior desafio da companhia é justamente emplacar alguma venda do C-390 Millennium para os Estados Unidos.
A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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