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Segundo o grupo varejista de insumos agrícolas, mudança visa garantir a sustentabilidade de suas operações em meio a adversidades enfrentadas pelo agronegócio brasileiro
Após a Justiça de Goiânia (GO) aceitar o pedido de recuperação judicial da AgroGalaxy (AGXY3) e de suas subsidiárias no início deste mês, a varejista de insumos agrícolas anunciou nesta quarta-feira (16) novas medidas de reestruturação estratégica e operacional.
De acordo com o plano divulgado em comunicado ao mercado, a companhia reduziu o número de lojas, silos e pontos comerciais de 169 para 74 unidades localizadas nas regiões Sul, Sudeste, Cerrado Oeste e Cerrado Leste do país. Segundo a AgroGalaxy, as lojas remanescentes representam maior potencial de geração de caixa para a companhia.
“Além disso, houve uma otimização do portfólio de produtos e serviços, ajustando o mix de vendas para atender melhor às demandas do mercado e fortalecer a competitividade”.
A AgroGalaxy também reduziu seu número de funcionários diretamente ligados às unidades fechadas e ao suporte administrativo, restando 1.150 de 1.700 colaboradores na nova estrutura.
O atendimento aos clientes das localidades impactadas pela reestruturação será direcionado às unidades mais próximas, informou a companhia no comunicado.
Segundo a AgroGalaxy, as ações têm como foco a otimização de custos e sinergias operacionais, com o objetivo de gerar receitas suficientes para honrar compromissos da empresa com clientes, fornecedores, parceiros, credores, e os colaboradores.
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“O processo está sendo conduzido com transparência e respeito, garantindo todos os direitos trabalhistas dos colaboradores envolvidos, com o propósito de adequar os custos e as estruturas da companhia ao momento econômico-financeiro e ao pedido de recuperação judicial divulgado no Fato Relevante de 18 de setembro de 2024”, concluiu a empresa.
A AgroGalaxy (AGXY3) protocolou um pedido de recuperação judicial no dia 18 de setembro. O anúncio ocorreu pouco após a empresa ter comunicado a renúncia do diretor-presidente, Axel Jorge Labourt, e de cinco membros do conselho de administração.
Segundo a companhia, a crise de liquidez “impactou a capacidade de geração de caixa das empresas e as impediu de honrar suas obrigações nas condições originariamente acordadas com seus credores”.
O pedido de reestruturação de dívidas revelou um passivo total de R$ 3,7 bilhões e US$ 160 milhões. O valor inclui obrigações com instituições financeiras, produtores rurais e fornecedores.
No mês passado, a 19ª Vara Cível e Ambiental da Comarca de Goiânia (GO) aceitou o pedido de recuperação judicial da companhia, que também conseguiu o aval da Justiça para uma “blindagem” contra os credores.
A partir da decisão da Justiça, todas as ações de execução contra a empresa estão suspensas, como arrestos, penhora de bens, apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens ou outras ações que podem comprometer o patrimônio da AgroGalaxy.
Além disso, os credores da empresa não podem rescindir contratos com base no pedido de recuperação judicial ou em caso de inadimplência durante o período de stay period — prazo pelo qual as ações e execuções de dívida ficam suspensas durante a reestruturação.
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*Com informações do Broadcast
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