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Os papéis da companhia chegaram a liderar os ganhos do Ibovespa no início do dia — o mercado vem reagindo bem desde o anúncio dos resultados do primeiro trimestre de 2024
Mais um bancão passou a recomendar a compra de Gerdau (GGBR4). Depois do BTG Pactual na semana passada, nesta segunda-feira (6) foi a vez de o Itaú BBA melhorar a indicação para as ações da companhia.
O BBA elevou Gerdau de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 24 — o que representa um potencial de valorização de 40% com relação ao fechamento da última sexta-feira (3).
Por volta de 13h15, os papéis GGBR4 subiam 0,92%, cotados a R$ 19,83. No início do pregão, as ações chegaram a liderar os ganhos do Ibovespa, mas terminaram o dia em queda: -0,15%, a R$ 19,63. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
A melhora na recomendação da Gerdau pelo Itaú BBA acompanha a melhora do momento operacional da empresa e também o valuation considerado atraente pelo banco.
E tem mais: as perspectivas otimistas para o Brasil e a resiliência da rentabilidade nos EUA são vistos como pontos positivos para a Gerdau, que é a top pick do BBA no setor.
“Acreditamos que uma presença e uma reorganização de pessoal no Brasil poderiam render até R$ 1 bilhão em economias de custos, o que poderá começar a ser visto até o final de 2024”, diz o BBA em relatório.
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A Gerdau reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2024. O número é 48% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, mas representa uma alta de 70,1% ante o trimestre imediatamente anterior.
“Aproveitamos a oportunidade para incorporar os resultados do 1T24 ao nosso modelo. Embora continuemos cautelosos no setor de siderurgia e mineração na América Latina, a Gerdau é nossa nova top pick”, diz o BBA em relatório.
Segundo os analistas, a recente teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2024 enfatizou os ambientes operacionais do Brasil e dos EUA, bem como os impactos do novo esquema de tarifas de importação, fornecendo uma visão abrangente para os investidores interessados no mercado siderúrgico.
“A administração está otimista quanto à melhoria das margens em 2024, apoiada principalmente por um melhor cenário competitivo e maior eficiência (otimização de custos”, diz o BBA.
No primeiro caso, a Gerdau saudou o recentemente anunciado esquema de cotas e tarifas de importação no Brasil, que poderia levar a ganhos de participação de mercado em relação aos produtos importados.
Sobre o último, a Gerdau destacou que está prosseguindo com a otimização de ativos, incluindo fechamento de capacidade em plantas menores e maior utilização de capacidade em usinas maiores.
Outra notícia que anima analistas e investidores é o pagamento de dividendos. Na semana passada, a Gerdau e a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciaram juntas a distribuição de mais de R$ 700 milhões em proventos aos acionistas.
A maior fatia desse bolo fica com a Gerdau, que pagará R$ 588,9 milhões como antecipação de dividendos mínimos obrigatórios, ou o equivalente a R$ 0,28 por ação. Já a Metalúrgica Gerdau distribuirá R$ 196,2 milhões, ou R$ 0,19 por ação. Saiba mais sobre a data de corte e quem tem direito a receber esses dividendos.
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Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
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