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Marcelo Labuto, que havia assumido a companhia em outubro de 2023, pediu para deixar o cargo na companhia; Ricardo Doebeli substitui
A Pernambucanas terá uma nova troca de comando em menos de um ano. Por motivos pessoais não revelados, Marcelo Labuto, que havia assumido a companhia em outubro de 2023, pediu para deixar o cargo na varejista.
Quem assume agora a cadeira é Ricardo Doebeli, que, nos últimos seis anos foi sócio da Mckinsey & Company na área de transformação de empresas. Entre outras experiências, ele carrega 13 anos na consultoria Galeazzi & Associados.
O Broadcast/Estadão apurou que o comunicado de Labuto ao Conselho de Administração sobre sua saída da companhia se deu há cerca de dois meses, quando a empresa ainda trabalhava no acordo de acionistas tornado público no início deste mês.
A varejista, então, concluiu esse processo, e a contratação de um novo diretor financeiro (CFO) para então encaminhar a troca do posto executivo mais alto.
O acordo que estava em andamento promoveu a criação de oito classes de ações ordinárias, com direitos políticos e econômicos iguais.
Assim, os sócios passaram a ter poder de voto igual na empresa, mesmo com posições acionárias diferentes.
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O CFO escolhido durante esse processo foi Mauricio Hasson, com 25 anos de experiência em finanças. O profissional liderou a maior emissão de dívida da Vero/Americanet, companhia controlada pela Vinci Partners e Warburg Pincus.
Ele também foi o responsável pela renovação de linhas de crédito obtendo vencimentos mais longos e compatíveis com a atividade da empresa, segundo informou a própria Pernambucanas.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Pernambucanas, Martin Mitteldorf, Labuto, agora ex-CEO, deixa um legado positivo, com contribuição decisiva para o processo de inovação na operação de varejo e expansão da rede Pefisa (braço financeiro da companhia), que dobrou o número de lojas durante sua gestão.
Atualmente, a Pefisa conta com 16 unidades. A Pernambucanas conta com 13 mil funcionários e mais de 500 lojas físicas.
"Compreendemos e respeitamos seu momento. Ele contribuiu com o alcance de resultados consistentes", diz Mitteldorf.
"Agradecemos pelo valor que trouxe à operação com sua visão e, desde já, por sua colaboração irrestrita com o processo de transição que acontecerá de forma gradual e transparente, respeitando as necessidades da companhia e de seus stakeholders (públicos de interesse)", afirma.
A empresa afirma que a missão dos novos CEO e CFO é de continuidade. A empresa, como todo o setor de vestuário, enfrenta desafios de vendas, com custos que ou se mantiveram ou subiram, como é o caso dos salários, reajustados.
Assim, o perfil de Doebeli, voltado a eficiência operacional, é uma das características reforçadas pela administração da companhia nos bastidores.
Além disso, a companhia busca se transformar em um momento de novas entrantes asiáticas e digitais no setor.
Os novos executivos também devem buscar novas propostas para lidar com o cenário.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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