Com estoques altos e preços baixos no mercado de celulose, por que o BTG Pactual mantém a aposta nas ações de Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)?
Em um novo relatório divulgado nesta sexta-feira (20), o banco manteve as ações brasileiras do setor de celulose como favoritas, mesmo com as incertezas do mercado de commodities

O mercado de papel de celulose enfrenta um excesso de oferta em meio à demanda fraca, especialmente devido às exportações para a China estarem abaixo da média. Como resultado, analistas esperam que os preços da celulose permaneçam estáveis no curto prazo, sem grandes perspectivas de recuperação. Mas isso não é motivo para tirar as ações de empresas de celulose da carteira, de acordo com os analistas do BTG Pactual.
Em um novo relatório divulgado nesta sexta-feira (20), o banco manteve as ações brasileiras do setor como favoritas, mesmo com as incertezas do mercado de commodities.
“Mantemos a celulose como nossa opção preferida, já que a recente desvalorização do real mais do que compensa a queda nos preços ao longo do ano, e as empresas estão bem posicionadas para registrar um crescimento significativo de volumes e redução de custos até 2025”, afirmam os analistas do BTG Pactual, Leonardo Correa e Marcelo Arazi.
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Recomendação de compra para Suzano e Klabin
Nesse cenário, o banco manteve a recomendação de compra para as gigantes brasileiras Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Vale lembrar que o BTG Pactual voltou a recomendar a compra das ações da Klabin no mês passado com base em novas perspectivas positivas.
No início deste mês, o banco já havia recomendado os papéis das duas empresas em meio à expectativa de aumento nos volumes de produção até 2025 e custos de dívida baixos.
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Além disso, na visão do BTG, as ações SUZB3 e KLBN11 também estão baratas, pois estão sendo negociadas a 0,6 vezes o valor presente líquido (VPL) “ou menos”. Ainda por cima, as duas multinacionais oferecem boas proteções contra a variação do dólar.
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Exportações de celulose e estoques em alta
De acordo com o BTG, os estoques de celulose estão aumentando e as exportações para a China seguem fracas.
No mês de novembro, por exemplo, os embarques globais totais de celulose somaram 4,63 milhões de toneladas, uma queda de 3,5% em relação ao ano passado, mas com um leve aumento de 0,3% em comparação com o mês anterior.
Considerando apenas a China, as exportações totalizaram 1.107 mil toneladas, com uma queda de 1,8% em relação ao ano passado. Enquanto isso, na Europa Ocidental, o número chegou a 572 mil toneladas, o equivalente a uma alta de 17% em relação ao ano passado.
Na visão dos analistas, os números indicam que os fornecedores estão redirecionando volumes de exportação para os países da Europa, em meio à fraca demanda chinesa.
“Com os preços de revenda na China já em torno de US$ 510 por tonelada e o sentimento negativo no mercado, acreditamos que os preços da celulose estão próximos dos níveis mínimos para o ciclo atual”, dizem os analistas da instituição financeira.
Ou seja, apesar do ambiente desfavorável, os preços de celulose na China já estão baixos e dificilmente vão cair mais, podendo até começar a se recuperar ou estabilizar.
Expectativas para Suzano e Klabin
“Nesse cenário, mantemos nossa recomendação de compra para Suzano, que está sendo negociada a um preço bastante atrativo em comparação com outras empresas do setor”.
O banco espera que a ação da Suzano seja negociada a 5,2 vezes o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2025, com uma geração de caixa livre (FCF) de dois dígitos para a companhia.
No caso da Suzano, o preço-alvo do BTG para a ação SUZB3 é de R$ 81 para 2025, o que indica um potencial de valorização de 34% ante o fechamento anterior. Para a Klabin, o preço-alvo é de R$ 30, com um potencial de alta de 30% sobre o último fechamento.
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