Com estoques altos e preços baixos no mercado de celulose, por que o BTG Pactual mantém a aposta nas ações de Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)?
Em um novo relatório divulgado nesta sexta-feira (20), o banco manteve as ações brasileiras do setor de celulose como favoritas, mesmo com as incertezas do mercado de commodities

O mercado de papel de celulose enfrenta um excesso de oferta em meio à demanda fraca, especialmente devido às exportações para a China estarem abaixo da média. Como resultado, analistas esperam que os preços da celulose permaneçam estáveis no curto prazo, sem grandes perspectivas de recuperação. Mas isso não é motivo para tirar as ações de empresas de celulose da carteira, de acordo com os analistas do BTG Pactual.
Em um novo relatório divulgado nesta sexta-feira (20), o banco manteve as ações brasileiras do setor como favoritas, mesmo com as incertezas do mercado de commodities.
“Mantemos a celulose como nossa opção preferida, já que a recente desvalorização do real mais do que compensa a queda nos preços ao longo do ano, e as empresas estão bem posicionadas para registrar um crescimento significativo de volumes e redução de custos até 2025”, afirmam os analistas do BTG Pactual, Leonardo Correa e Marcelo Arazi.
VEJA MAIS: ação que pagou dividendos de 14% em 2024 pode saltar na bolsa graças a pagamento extraordinário
Recomendação de compra para Suzano e Klabin
Nesse cenário, o banco manteve a recomendação de compra para as gigantes brasileiras Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Vale lembrar que o BTG Pactual voltou a recomendar a compra das ações da Klabin no mês passado com base em novas perspectivas positivas.
No início deste mês, o banco já havia recomendado os papéis das duas empresas em meio à expectativa de aumento nos volumes de produção até 2025 e custos de dívida baixos.
Leia Também
Além disso, na visão do BTG, as ações SUZB3 e KLBN11 também estão baratas, pois estão sendo negociadas a 0,6 vezes o valor presente líquido (VPL) “ou menos”. Ainda por cima, as duas multinacionais oferecem boas proteções contra a variação do dólar.
- “Preferimos estar concentrados em empresas de alta qualidade de execução”, diz a analista Larissa Quaresma; veja as 10 ações que compõem seu portfólio atual
Exportações de celulose e estoques em alta
De acordo com o BTG, os estoques de celulose estão aumentando e as exportações para a China seguem fracas.
No mês de novembro, por exemplo, os embarques globais totais de celulose somaram 4,63 milhões de toneladas, uma queda de 3,5% em relação ao ano passado, mas com um leve aumento de 0,3% em comparação com o mês anterior.
Considerando apenas a China, as exportações totalizaram 1.107 mil toneladas, com uma queda de 1,8% em relação ao ano passado. Enquanto isso, na Europa Ocidental, o número chegou a 572 mil toneladas, o equivalente a uma alta de 17% em relação ao ano passado.
Na visão dos analistas, os números indicam que os fornecedores estão redirecionando volumes de exportação para os países da Europa, em meio à fraca demanda chinesa.
“Com os preços de revenda na China já em torno de US$ 510 por tonelada e o sentimento negativo no mercado, acreditamos que os preços da celulose estão próximos dos níveis mínimos para o ciclo atual”, dizem os analistas da instituição financeira.
Ou seja, apesar do ambiente desfavorável, os preços de celulose na China já estão baixos e dificilmente vão cair mais, podendo até começar a se recuperar ou estabilizar.
Expectativas para Suzano e Klabin
“Nesse cenário, mantemos nossa recomendação de compra para Suzano, que está sendo negociada a um preço bastante atrativo em comparação com outras empresas do setor”.
O banco espera que a ação da Suzano seja negociada a 5,2 vezes o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2025, com uma geração de caixa livre (FCF) de dois dígitos para a companhia.
No caso da Suzano, o preço-alvo do BTG para a ação SUZB3 é de R$ 81 para 2025, o que indica um potencial de valorização de 34% ante o fechamento anterior. Para a Klabin, o preço-alvo é de R$ 30, com um potencial de alta de 30% sobre o último fechamento.
EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO