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“O PIOR JÁ PASSOU”

Após prejuízo bilionário, CEO da Casas Bahia está “confiante e animado” para 2024 — mas mercado não compra ideia e ação BHIA3 cai forte na B3

O presidente da varejista afirma que está satisfeito com a evolução da transição, mas destaca que existem desafios de curto prazo; veja o que ele disse

CEO da Casas Bahia, Renato Franklin
CEO da Casas Bahia, Renato Franklin - Imagem: Reprodução / Canva Pro / Montagem Seu Dinheiro

Mais uma sirene de alerta soou no setor de varejo nesta terça-feira após os resultados da Casas Bahia (BHIA3) do quarto trimestre de 2023, que se traduziram em um prejuízo líquido de R$ 1 bilhão e indicadores repletos de ajustes e fatores não recorrentes.

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Na tarde de hoje, a conferência de resultados foi pautada por palavras de otimismo, mesmo após os números aquém das expectativas no fim do ano passado. Você confere aqui os principais números e a visão do mercado sobre o balanço.

Para o CEO Renato Franklin, o “pior ficou para trás” para o grupo  — que agora encontra-se “mais leve” após as fases iniciais do processo de reestruturação e com novo foco na estratégia de varejo para “fazer o básico bem feito”. 

“Como falamos na apresentação do processo, em agosto, o terceiro e quarto trimestres deveriam sentir os maiores efeitos do plano de transformação, então a gente não enxerga esses níveis de impacto daqui para frente”, disse Franklin.

Em teleconferência com analistas, o presidente da Casas Bahia afirmou que 2023 foi um ano de transição, que possibilita novos frutos para colher em 2024.

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Mas os investidores não compraram a visão do CEO — pelo menos, não até agora. As ações até sinalizaram um movimento de recuperação às fortes perdas do início da sessão durante a conferência, mas voltaram a aprofundar as quedas durante a tarde de hoje. 

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O que disse o CEO da Casas Bahia (BHIA3)

Um dos pontos abordados pelo CEO da Casas Bahia (BHIA3) foi o custo do processo de reestruturação do grupo de varejo em 2023.

Relembrando, os custos de vendas, gerais e administrativos (SG&A) chegaram a R$ 1,94 bilhão no fim do quarto trimestre do ano passado. Já o indicador de “outras despesas” somou R$ 604 milhões nos últimos três meses de 2023.

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“Esses gastos foram necessários para conseguir ter uma companhia leve, eficiente e rentável em qualquer cenário de demanda, não ficar dependendo de crescimento e de uma escala muito maior que a atual para poder gerar valor”, disse o presidente da varejista.

Dentro da reestruturação, a varejista reduziu o número de lojas em mais 17 unidades no quarto trimestre, elevando a 55 o número de estabelecimentos desativados desde o início do processo. 

Durante a conferência, o CEO destacou que outras 20 unidades menores da Casas Bahia encontram-se “em situação de risco”, em meio à uma tentativa de recuperação da rentabilidade antes da decisão efetiva de um possível encerramento.

Segundo Franklin, o atual compromisso da Casas Bahia é a rentabilidade — o que levou a uma queda de volume bruto de vendas (GMV) nos últimos três meses de 2023 para readequação do negócio. 

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“A gente consegue agora ter uma companhia que vai gerar valor mesmo em cenários de mercado com demanda reprimida.”

De acordo com o presidente, a companhia ainda retomou a negociação de ativos considerados não estratégicos agora que “tem uma confiança melhor [do mercado] e menos desconto”.

O CEO da Casas Bahia afirma que a companhia está “satisfeita até aqui” com a evolução da transição, mas destaca que existem desafios de curto prazo e “muita execução para ainda ser feita”.

Já para 2024, a perspectiva é de que o primeiro trimestre mostre um resultado “muito mais limpo”, com redução dos impactos do processo de reestruturação da varejista a cada trimestre.

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“O início foi mais difícil. Entramos em uma nova fase para começar a mostrar boas notícias a cada trimestre, com melhoria gradativa.”

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