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Quando a empresa protocolou pedido de recuperação judicial, foi listado um passivo total de aproximadamente R$ 4,6 bilhões
O pedido de recuperação judicial da AgroGalaxy (AGXY3) aconteceu em setembro deste ano, mas foi apenas nesta terça-feira (3) que a empresa de insumos agrícolas publicou o plano em detalhes.
Com mais de 1.200 páginas, a publicação destaca tanto o histórico quanto a solidez das operações da empresa. Mas chama a atenção uma parte em específico do plano:
“O Plano prevê o pagamento integral, sem qualquer desconto, dos créditos devidos a credores fornecedores e credores trabalhistas e a produtores rurais que se enquadrem como parceiros do grupo AgroGalaxy, com prazos específicos para cada categoria”.
Quando a AgroGalaxy protocolou pedido de recuperação judicial, foi listado um passivo total de aproximadamente R$ 4,6 bilhões.
Além disso, a companhia encerrou o segundo trimestre com um prejuízo líquido ajustado de R$ 363,4 milhões, uma piora de cerca de 40% em relação às perdas de R$ 257,1 milhões vistas um ano antes.
Vale lembrar que a publicação dos resultados do terceiro trimestre de 2024 da empresa estava prevista para 13 de novembro, mas foi adiada para 19 de dezembro deste ano.
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A AgroGalaxy foi uma das empresas que estrearam na B3 na última safra de IPOs da bolsa brasileira, em 2021, mas o seu processo de expansão pelo agro começou lá em 2016, a partir da aquisição de diversas empresas.
No entanto, desde a abertura de capital, as ações da companhia de insumos agrícolas praticamente evaporaram, com desvalorização acumulada de 90%. Só em 2024, os papéis recuaram 78% na bolsa.
Vale dizer, contudo, que os papéis têm se recuperado após a perspectiva de reestruturação dos negócios. Na semana, a valorização das ações é de 92%.
No entanto, o banco norte-americano manteve na época a recomendação de compra/alto risco — justificada pela pequena capitalização de mercado e baixa liquidez — para as ações AGXY3.
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