Rodolfo Amstalden: Qual é a exata distância entre 25 e 50 bps?
Em mais uma Super Quarta, os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam hoje o futuro das taxas básicas de juros

Bem-vindos à eminência da Super Quarta, uma data quântica em nossos humildes calendários newtonianos.
Seria ela uma partícula ou uma onda?
Os financistas mais pragmáticos dizem que ela está pontualmente marcada para hoje, às 15h, mediante o anúncio formal da nova taxa básica de juros nos EUA.
Outros argumentam que ela vem oscilando e ganhando momentum desde novembro de 2023, quando o Fed sinalizou pela primeira vez um caminho para a flexibilização monetária.
Em tom conciliatório, talvez seja mesmo uma onda especulativa, prestes a convergir em uma única particularidade factual: estaríamos diante de um corte de 25 bps ou de 50 bps?
A decisão de juros nos EUA
Por um lado, os núcleos da inflação americana cederam para perto da meta de 2% ao ano, e o mercado de trabalho começa a dar sinais de resfriamento.
Leia Também
O Casamento Vermelho dos mercados: o que fazer com os fundos imobiliários (FIIs) depois das urnas
O preço da oportunidade: bolsa em queda, dólar em alta e leilões de imóveis antes do feriado
Por outro, foi um dos processos mais desafiadores de controle inflacionário da história dos EUA, ainda incompreendido pelos modelos macro de livro-texto. Se ninguém sabe exatamente o que aconteceu de 2021 até hoje, como afirmar que os próximos passos são seguros?
O consenso de mercado está mais para os 50 bps, o que exige um cuidado especial com o cenário de 25 bps.
De acordo com o pensamento de 1ª ordem, devemos respeitar a moda estatística dos 50 bps.
Contudo, isso não implica que a aposta em 25 bps seja imediatamente descartada por completo.
Suponha que o mercado trabalhe com uma probabilidade de 30% para o corte mínimo, mas que essa probabilidade na verdade esteja mais próxima de 40%.
Esse tipo de desvio, por si só, pode já justificar uma zona racional de interesse de hedge em torno da aposta "perdedora".
O Copom e o Fed
Preparar-se para o que vai acontecer é fácil; as verdadeiras nuances de mercado ocorrem poucos centímetros além das fronteiras dos mapas de significado que desenhamos consensualmente.
Aliás, em vista da data contígua, não lhe parece curioso que a decisão do Bacen brasileiro (a partir das 18h30) possa depender sobremaneira da exata medida do corte do Fed, apenas três horas antes?
Alta de 25 bps aqui casada com corte de 50 bps lá seria bem mais confortável, mas falta combinar com o zagueiro.
Ainda que seja o caso, os membros do Copom dificilmente vão admitir tamanha falta de autonomia.
Não se trata apenas de terceirizar a decisão para o Fed, mas sim de terceirizá-la para a própria aleatoriedade, já que nem o Fed sabe a resposta certa neste momento.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Rota de fuga: investidores repercutem decisão do Fed, balanços, imposto sobre dividendos, formação do governo e paradeiro de Flávio Bolsonaro
28 de outubro de 2026 - 8:54O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Não precisa ser assim: Ibovespa junta os cacos da ressaca eleitoral
27 de outubro de 2026 - 8:59INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
O choque passou pela bolsa, mas o veredito virá do fiscal
27 de outubro de 2026 - 7:10O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Nunca antes: bolsa, dólar e juros reagem à reeleição de Lula com circuit-breaker no radar dos investidores
26 de outubro de 2026 - 8:21O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O jogo só termina quando acaba: WEG em queda, IPCA-15 e cautela na bolsa no último pregão antes do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
23 de outubro de 2026 - 7:51SEXTOU COM O RUY
A bolsa tem bons motivos para continuar subindo, mas a WEG (WEGE3) serve como alerta
23 de outubro de 2026 - 6:03O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Uma nova aposentadoria complementar: novas pesquisas eleitorais e início da temporada de balanços movimentam os mercados
22 de outubro de 2026 - 8:27EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Na média, continua tudo meio igual
21 de outubro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Um passo de cada vez: início da temporada de balanços e pesquisa Quaest mexem com os mercados hoje
21 de outubro de 2026 - 8:44O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O joio, o trigo e os inadimplentes: eleições, temporada de balanços, revolta na França e petróleo em alta movimentam os mercados hoje
20 de outubro de 2026 - 8:23INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
Protestos na França: quando a dívida cobra a conta das economias desenvolvidas
20 de outubro de 2026 - 7:33O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Temporada de balanços do 3T26, visão de dono para empreender e eleições: o que movimenta os mercados hoje
19 de outubro de 2026 - 8:28VISÃO DE DONO
Antes de abrir uma empresa, experimente um estágio de dono
19 de outubro de 2026 - 6:45PLANO A
Caça às bruxas: os fundos de previdência caros e pouco rentáveis que nós não recomendamos
18 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Em busca do eletroposto mais próximo e das ações que vão se dar bem na temporada de balanços; veja o que mexe com seu bolso hoje
16 de outubro de 2026 - 8:16SEXTOU COM O RUY
A bolsa subiu na expectativa, mas a realidade segue difícil. O que esperar da temporada de resultados?
16 de outubro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A volta do fantasma dos distratos, o peso dos juros para o desempenho da bolsa e tudo o que mexe com o seu bolso hoje
15 de outubro de 2026 - 8:35EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: O empurrão que faltava para o Novo Keynesianismo
14 de outubro de 2026 - 19:45O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Brasileiros à prova da teoria financeira, ‘Pix MEI’, o renascimento do Magalu e o que mais mexe com o seu bolso hoje
14 de outubro de 2026 - 8:28O MELHOR DO SEU DINHEIRO