Investidores em pânico: Mercados de ações derretem ao redor do mundo e dificultam a vida do Ibovespa
Desaceleração da economia dos EUA envia ondas de choque enquanto setor de tecnologia amplifica aversão ao risco
Os investidores amanheceram em pânico nesta segunda-feira (5). Os mercados de ações derretem enquanto a desaceleração da economia dos Estados Unidos envia ondas de choques ao redor do mundo.
A bolsa de Tóquio registrou uma das maiores quedas diárias de sua história. O índice Nikkei, que já havia caído 5,8% na sexta-feira, tombou 12,4% hoje. Em Nova York, os índices futuros sinalizam fortes perdas na abertura, com o Nasdaq caindo em torno de 4% nesta manhã.
Esse movimento é uma continuidade da queda observada nos mercados globais de ações ao longo da semana passada. Os indicadores mais recentes têm sugerido uma forte desaceleração da economia norte-americana.
Durante o fim de semana, duas notícias amplificaram a aversão ao risco entre os investidores.
Uma delas é a redução da exposição da Berkshire Hathaway à Apple em quase 50%.
A outra é o adiamento do lançamento da próxima geração de chips de inteligência artificial da Nvidia.
Leia Também
Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão
A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje
Não à toa, o setor de tecnologia é o mais impactado pelo pânico que toma conta do mercado.
A queda também é acentuada entre as criptomoedas. O bitcoin e o ethereum apresentam recuo de dois dígitos nas últimas 24 horas.
Na direção oposta às ações, as taxas projetadas dos títulos da dívida das economias desenvolvidas apresentam recuo acentuado, o que sinaliza uma forte alta nos preços desses ativos — com os investidores em busca de proteção.
Mas essa não é a única sinalização.
A alta acentuada dos contratos futuros dos Fed Funds para agosto indica que cada vez mais participantes do mercado acreditam que o Federal Reserve pode antecipar o corte da taxa básica de juros nos Estados Unidos sem esperar sua próxima reunião de política monetária, marcada para 18 de setembro.
Já há quem veja semelhanças entre os últimos acontecimentos e a Black Monday de 1987, quando os mercados de ações tombaram inesperadamente ao redor do mundo. E eles nem eram tão globais quanto hoje.
Em meio a tudo isso, é improvável que o Ibovespa passe incólume. No pré-mercado em Nova York, o principal ETF do mercado brasileiro de ações é negociado em queda de 3% hoje.
O que você precisa saber hoje
RESULTADO DO 2T24
Bradesco (BBDC4) lucra mais que o esperado no segundo trimestre e começa a elevar rentabilidade. De acordo com projeções de analistas compiladas pelo Seu Dinheiro, a expectativa era de que o resultado fosse de algo entre R$ 4,3 bilhões e R$ 4,4 bilhões.
ANOTE NO CALENDÁRIO
Agenda econômica: Balanços dos bancões são destaque no Brasil em semana marcada por dados de inflação. A ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária também chama a atenção dos investidores nos próximos dias.
PATRIMÔNIO ENCOLHEU
Por que Jeff Bezos e os nove maiores bilionários do planeta perderam R$ 249 bilhões em um só dia? Apesar da derrocada de suas riquezas no último pregão em meio à sangria em Wall Street, esse grupo seleto de ricaços ainda soma um patrimônio líquido de US$ 1,65 trilhão.
Uma boa segunda-feira e uma excelente semana para você!
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026
Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg
O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira
Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje
O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026
Como enterrar um projeto: você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?
Talvez você ou sua empresa já tenham sua lista de metas para 2026. Mas você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?