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Corretora fechou o ano com R$ 1,1 trilhão em ativos, um avanço de 19% na comparação com dezembro passado, mas captação líquida recua 40% em relação ao quarto trimestre de 2022
Em um ano difícil para as plataformas de investimento independentes, a XP encerrou 2023 com uma marca importante: chegou a 4,531 milhões de clientes ativos.
Trata-se de um crescimento de 17% em relação ao fim de 2022, mas de apenas 3% em relação a setembro. Lembrando que a XP incorporou os clientes da Modalmais no terceiro trimestre, então a base de comparação trimestral é mais forte.
A corretora fechou o ano com R$ 1,1 trilhão em ativos de clientes, um avanço de 19% na comparação com dezembro passado e de 4% no trimestre. O número considera tanto a entrada de dinheiro novo como a valorização dos ativos — com a alta das ações, por exemplo — no período.
Olhando especificamente para a captação líquida, a XP diminuiu o ritmo no quarto trimestre, quando houve uma entrada de R$ 19 bilhões.
Trata-se de uma queda de 40% em relação ao mesmo período de 2022 e de 61% no trimestre. Você pode conferir a íntegra da prévia de resultados (em inglês) aqui.
Um dos desafios da corretora é expandir a rede de assessores de investimento, que atingiu 14,3 mil em dezembro. Apesar do crescimento anual de 16%, o número de profissionais que apresentam os produtos de investimento aos clientes ficou estável no trimestre.
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As ações da XP foram castigadas duramente durante o ciclo de alta da Selic pelo Banco Central. Isso porque os juros altos reduzem o estímulo dos investidores para saírem dos grandes bancos em busca de alternativas mais rentáveis de investimento.
Após atingirem as mínimas em março do ano passado, os papéis engrenaram uma forte alta com a perspectiva do início do ciclo de queda dos juros.
Desde então, o valor da XP — que possui ações listadas na bolsa norte-americana Nasdaq —mais do que triplicou. A corretora também possui recibos de ações (BDRs) na B3, com o código XPBR31.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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