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O banco de investimentos estima que os papéis podem chegar a R$ 68,00, o que representa uma alta potencial de 20% em relação às cotações de fechamento
O balanço da Weg (WEGE3) surpreendeu mais uma vez o mercado na última quarta-feira (30). Na ocasião, alguns analistas observaram que as margens da empresa ficaram aquém do esperado, o que fez os papéis caírem no pregão daquele dia. Veja os números:
| Indicador | 3T24 | Var% (3T24 vs 3T23) |
| Lucro Líquido (R$) | R$ 1,578 bilhão | 20,40% |
| Receita Operacional Líquida (R$) | R$ 9,856 bilhões | 22,10% |
| EBITDA (R$) | R$ 2,224 bilhões | 27,90% |
| Margem EBITDA (%) | 22,60% | 1,1 p.p. |
| Margem Líquida (%) | 16,00% | -0,2 p.p. |
| Retorno Sobre o Capital Investido (%) | 37,10% | 1,7 p.p. |
Mas foi só na manhã desta sexta-feira (1º) que a poeira baixou e os analistas do BTG Pactual finalizaram a avaliação dos resultados para elevar a recomendação das ações WEGE3 de “neutra” para “compra”, além de atualizar o preço-alvo das ações da Weg.
Por volta das 13h30 de hoje, os papéis da Weg avançavam 1,87%, cotados a R$ 55,13, em um dia de queda de 0,69% do Ibovespa, que registrava 128.816,75 pontos no mesmo horário. No fechamento, as ações WEGE3 subiram 1,09%, a R$ 54,70.
O banco de investimentos estima que os papéis podem chegar a R$ 68,00, o que representa uma alta potencial de 20% em relação às cotações de fechamento da última quinta-feira (31).
“Os resultados do terceiro trimestre foram sólidos em comparação com o ano passado. Mas a Weg é vítima de seu próprio sucesso: as expectativas são sempre altas e alguns investidores esperavam margens ainda maiores neste trimestre”, destacam os analistas.
O banco ressalta ainda que, no segundo trimestre, as margens da Weg haviam batido um recorde, e que repetir ou superar o feito não é nada fácil. O valuation para a empresa em 2025 é de 30x — e se o problema é um valuation elevado, diz o BTG, isso não é um problema de fato.
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Vale dizer que os analistas do BTG rebaixaram as ações da Weg para “neutro” em março deste ano, destacando quatro pontos de atenção à época. A saber:
“Estávamos errados. Todas as nossas preocupações não se confirmaram”, escrevem os analistas.
Além disso, o real sofreu uma forte depreciação nos últimos meses, o que beneficia empresas com forte exposição cambial, como é o caso da Weg.
Outro ponto que pode beneficiar a empresa no futuro é o mercado de data centers — “uma das melhores histórias para no mercado de ações da América Latina”, escrevem os analistas.
Além da depreciação do real contra o dólar ter potencial de favorecer a Weg nos próximos meses, as eleições norte-americanas são um ponto de atenção dos analistas.
Kamala Harris e Donald Trump estão tecnicamente empatados na margem de erro das pesquisas eleitorais. Mas os candidatos expressam opiniões diferentes sobre o setor de energia — o que pode afetar o resultado da Weg.
O candidato republicano, por exemplo, revogou alguns acordos ambientais internacionais durante sua primeira passagem pela Casa Branca, incluindo aqueles que restringiam emissões de dióxido de carbono de usinas de energia e veículos.
Além disso, Trump pretende expandir a operação de óleo e gás no Ártico, bem como impor tarifas de importação contra a China, potencializando o custo de projetos de energia renovável — incluindo painéis solares e armazenamento.
Mas a Weg não deve sentir um impacto tão significativo. A empresa cresceu nos EUA principalmente nos ramos de motores elétricos de baixa tensão (LV) e transformadores de potência.
Assim, a demanda por esses dois tipos de equipamentos é relativamente pouco afetada por fatores políticos — mas é preciso ficar atento aos desdobramentos da corrida pela Casa Branca.
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