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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

MERCADOS HOJE

Vale (VALE3) e IPCA-15 dão uma mãozinha para o Ibovespa alcançar a máxima no dia, mas índice perde força e fecha em queda; dólar escala a R$ 5,5027

O principal índice da bolsa brasileira chegou a passar os 137 mil no pico da sessão, mas voltou a operar perto da estabilidade no início da tarde, acompanhando a tendência de Nova York

Carolina Gama
27 de agosto de 2024
14:26 - atualizado às 14:24
Bandeira do Brasil e gráfico de ações representando o Ibovespa e as ações brasileiras
Imagem: Canva Pro / Montagem: Bruna Martins

O Ibovespa voltou a renovar máximas durante a sessão desta terça-feira (27), mas, dessa vez, os ganhos não foram patrocinados pela perspectiva de corte de juros nos EUA a partir de setembro. O anúncio do novo presidente da Vale (VALE3) e a desaceleração do IPCA-15 de agosto deram uma mãozinha para o principal índice da bolsa brasileira, que acabou terminando o dia em leve queda.

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Depois de passar dos 137 mil pontos no pico da sessão, o Ibovespa e as bolsas em Nova York perderam força e se afastaram das máximas do dia. 

O índice da bolsa brasileira encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,08%, aos 136.775,91 pontos, depois de chegar ao pico de 137.212,64 pontos durante o dia.

No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,18%, cotado a R$ 5,5027. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 5,5189.

Lá fora, Wall Street oscilou entre perdas e ganhos. O Dow Jones encerrou o dia com alta 0,02%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,16% cada.

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As bolsas da Europa fecharam sem uma direção comum: Londres subiu após as ações de mineradoras receberem apoio das commodities metálicas e do balanço da BHP. Em Paris, o dia foi de perdas em meio a impasses políticos para a formação de um governo. 

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Novo CEO da Vale e minério ajudam mineradoras na bolsa

Na noite de segunda-feira (26), a Vale encontrou uma solução interna para a troca de comando — que gerou polêmica com possíveis interferências do governo e listas de executivos para o posto que incluíam nomes como Gerdau, Embraer e Caoa

A partir de 1 de janeiro de 2025, o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Vae, Gustavo Pimenta, será o substituto de Eduardo Bartolomeo como CEO — que permanecerá na empresa como advisor até o fim do ano que vem.

Segundo a mineradora, Pimenta foi eleito por unanimidade pelo Conselho de Administração. O Seu Dinheiro fez uma análise da mudança e do impacto nas ações da mineradora e você pode conferir aqui

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O mercado recebeu bem a notícia: as ações VALE3 figuraram entre as maiores altas do Ibovespa hoje e terminaram o pregão cotadas a R$ 59,80 (+3,01%).

Mas não foi só a Vale a responsável pelo Ibovespa atingir a máxima durante a sessão. O avanço do minério de ferro também colaborou com as mineradoras hoje. 

O contrato mais negociado da commodity no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para janeiro de 2025, fechou em alta de 3,34%, cotado a 758 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 106,42.

Esse avanço ajudou, por exemplo, os papéis da CNS Mineração (CMIN3), que chegaram a liderar os ganhos do Ibovespa no início da tarde, e encerraram a sessão com alta de 2,15%, R$ 5,69. 

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OS RECORDES DO IBOVESPA: O QUE FARIA SUBIR MAIS E O QUE ACABARIA COM A FESTA?

IPCA-15 ajuda o dólar, mas nem tanto…

Em meio à desaceleração do IPCA-15, o dólar começou o dia em baixa, mas não demorou muito para ganhar força aqui e no exterior — tanto o dólar no mercado à vista como para setembro renovaram máximas durante a manhã de hoje. 

O IPCA-15 de agosto teve alta de 0,19%, em linha com as projeções do mercado, após subir 0,30% em julho. Com o resultado, o IPCA-15 acumula um aumento de 3,02% no ano e de 4,35% em 12 meses.

O dado que é considerado uma prévia da inflação está sendo acompanhado ainda mais de perto pelo mercado e pelo banco central, que decide a Selic em setembro. 

Na segunda-feira (26), o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que o BC segue dependente de dados para definir a política de juros. 

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A declaração veio depois de o próprio Galípolo manter sobre a mesa a possibilidade de aumento da Selic para controle da inflação na semana anterior.

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