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Apesar do corte de 0,04% no valor por litro, os papéis da Gol (GOLL4 e da Azul (AZUL4) recuam com crise no setor no radar

Como todos os anos, a temporada de festas de fim de ano e de férias escolares está entre os períodos mais esperados pelas companhias aéreas, que ainda tentam recuperar as perdas arrastadas desde o auge da pandemia.
Ao contrário das expectativas de boas notícias, o setor aéreo voltou a ficar sob os holofotes dos investidores com o início da recuperação judicial da Gol (GOLL4) nos Estados Unidos em 25 de janeiro.
Não à toa, as ações GOLL4 tiveram a maior queda do principal índice da bolsa de valores, o Ibovespa, em janeiro — um recuo de 68,45%. A cautela também contaminou os papéis da Azul (AZUL4), que registrou baixa de 16,30% nos primeiros 31 dias do ano.
Hoje, porém, surgiu um pequeno oásis em meio ao deserto. A Petrobras anunciou a redução de 0,4% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir desta quinta-feira (1º), o que representa menos R$ 0,014 por litro.
Ainda segundo a estatal, o preço do QAV acumula queda de 30,3% em 12 meses.
Mas nem mesmo a redução dos preços do combustível foi capaz de “animar” os investidores. Por volta de 12h15 (horário de Brasília), as ações da Gol (GOLL4) caíam 4,24%, a R$ 2,71; e os papéis da Azul (AZUL4) tinham baixa de 2,91%, a 13,01. Siga os mercados.
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A redução dos preços do querosene acontece no mesmo dia da reunião entre representantes do governo federal e das companhias aéreas. Segundo a Petrobras, esses encontros são rotineiros.
"Não obstante, considerando que a participação da Petrobras nas reuniões mencionadas faz parte das atividades rotineiras da companhia e que não houve qualquer decisão com relação ao preço do QAV ou no modelo contratual de fornecimento para as distribuidoras, não há qualquer fato relevante a ser divulgado com relação ao tema", afirmou a companhia em comunicado ao mercado.
Vale lembrar que o "barateamento" do combustível faz parte da negociação do governo com as companhias aéreas para a redução dos preços das passagens.
Um dos programas em estudo é o “Voa Brasil”, que terá passagens de até R$ 200 e deve contemplar, de início, aposentados do INSS e estudantes do Programa Universidade Para Todos (Prouni) que não viajaram de avião nos últimos 12 meses.
Além disso, no final de janeiro, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a criação de um fundo de cerca de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões, para financiar a aviação civil.
Segundo o chefe da pasta, Silvio Costa Filho, o fundo faz parte de um plano estratégico do governo para fortalecer a aviação. Isso incluiria discussões sobre a judicialização do setor e entrada de novas companhias aéreas no mercado brasileiro.
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