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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DOS MERCADOS

S&P 500 e Nasdaq têm o pior desempenho em dois anos e arrastam a Nvidia (NVDC34) — quem é o culpado por esse tombo?

Os vilões das baixas foram duas gigantes norte-americanas, que causaram um efeito dominó e pressionaram todo um setor; por aqui, dólar renovou máxima e Ibovespa terminou o dia em baixa

Carolina Gama
24 de julho de 2024
17:08 - atualizado às 17:10
Tinta vermelha simula sangue na palavra Wall Street
O nome Wall Street sangrando. - Imagem: Shutterstock

O S&P 500 caiu mais de 2% e Nasdaq mais de 3% nesta quarta-feira (24), encerrando o dia com a pior performance desde 2022. O índice de tecnologia de Nova York tombou por conta de duas big techs, em um efeito dominó que pressionou outras gigantes do setor. 

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O primeiro empurrão veio da Alphabet (GOGL34), cujas ações caíram 5,03%. A holding do Google reportou lucro menor, enquanto a receita de publicidade do YouTube caiu abaixo da estimativa de consenso.

O solavanco mais forte, no entanto, veio da Tesla (TSLA34). As ações da fabricante de carros elétricos de Elon Musk despencaram 12,33% diante de resultados mais fracos do que o esperado e a uma queda de 7% na receita automotiva em relação ao ano anterior.

Os papéis de outras grandes empresas de tecnologia acompanharam as perdas da Alphabet e da Tesla: Nvidia (NVDC34) e Meta (M1TA34), por exemplo, perderam 6,80% e 5,61%, respectivamente, enquanto a Microsoft (MSFT34) recuou 3,59%.

Por aqui, o Ibovespa também acompanhou as perdas do exterior à medida que a temporada de balanços começa a ganhar tração. O Santander (SANB11) deu um pontapé no setor de bancos e reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,3 bilhões, alta de 44,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

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No mercado de câmbio, o dólar à vista chegou à máxima de R$ 5,6607 no dia e acabou encerrando cotado a R$ 5,6562, uma alta de 1,25%.

Leia Também

Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações de Nova York no fechamento:

  • Dow Jones: -1,25%, 39.853,87 pontos
  • S&P 500: -2,32%, 5.427,12 pontos
  • Nasdaq: -3,64%, 17.342,41 pontos
  • Você está preparado para ajustar sua carteira? Descobrimos as principais recomendações dos analistas da Empiricus Research no novo episódio do “Onde Investir”; confira aqui

Todo mundo de olho no Nasdaq

Os resultados de Alphabet e Tesla marcam a primeira visão dos investidores sobre o desempenho das empresas megacapitalizadas no segundo trimestre — este grupo é responsável pela maior parte dos ganhos em Wall Street deste ano.

Analistas acompanham se o entusiasmo com a inteligência artificial (IA) se transformará em decepção, para isso, as próximas duas semanas serão cruciais.

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Apesar do tombo dos titãs da tecnologia de megacapitalização, a temporada de lucros em geral teve um início forte nos EUA. 

Mais de 25% das empresas que fazem parte do S&P 500  divulgaram os resultados referentes ao segundo trimestre, com cerca de 80% delas superando as expectativas, de acordo com dados da FactSet.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É O INVESTIMENTO MAIS SEGURO DO MERCADO HOJE. ENTENDA

Indicadores também estão no foco

Além da performance das big techs, os investidores também concentraram parte das atenções no indicadores econômicos, em especial, os referentes à indústria norte-americana. 

A produção industrial medida pelo PMI (sigla para índice de gerentes de compras) dos EUA caiu para 49,5 em julho, entrando inesperadamente em território de contração à medida que novos pedidos, produção e estoques diminuíram. Os economistas previam uma leitura de 51,5, segundo o Dow Jones.

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Além do PMI industrial, um outro relatório também mostrou que as vendas de casas novas nos EUA foram mais brandas do que os economistas esperavam para o mês de junho.

As vendas de novas residências totalizaram 617.000 com ajuste sazonal, uma queda de 0,6% em relação à taxa revisada para cima de maio de 621.000. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam 640 mil.

Apesar da queda nas vendas, o preço médio de uma casa nova nos EUA aumentou para US$ 417.300, o mais alto desde março, enquanto o valor médio caiu para US$ 487.200, o mais baixo desde janeiro de 2023.

*Com informações do Money Times.

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