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Segundo o prefeito da capital fluminense, o retorno da Bolsa pode acontecer em 2025
A B3 (B3SA3), bolsa de valores de São Paulo, pode ganhar uma nova rival.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disse nesta quinta-feira (06) que enviou para a Câmara dos Vereadores um projeto de lei para a criação de uma nova Bolsa no país.
“Acabei de encaminhar à Câmara de Vereadores o projeto de lei que cria as condições para que tenhamos mais uma Bolsa de Valores no Brasil, o que é sempre uma saudável competição para quem defende o livre mercado“, escreveu o prefeito em sua conta oficial no X.
Na rede social, Eduardo Paes divulgou trechos do projeto. O documento afirma que a instalação de uma nova Bolsa de Valores seria um verdadeiro marco para a cidade, posicionando novamente o Rio de Janeiro no epicentro do setor financeiro.
De acordo com o projeto divulgado pelo prefeito, o setor financeiro foi o quarto maior pagador de impostos do Rio de Janeiro entre 2021 e 2023. Com a nova Bolsa de Valores, o estado poderia arrecadar mais dinheiro em tributos, segundo o documento.
Outro motivo para a criação da concorrente da B3 é que a nova Bolsa poderia impulsionar a economia local, com a criação de novos setores de serviços, incluindo bancos.
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A proposta também propõe a criação de uma alíquota de 2% do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. O imposto iria incidir sobre as “atividades a serem desempenhadas por uma bolsa de valores”.
Nos últimos meses, empresas também apresentaram iniciativas para abrir novas bolsas de valores no Brasil. A Americas Trading Group (ATG), que busca emplacar o projeto há mais de uma década, está em negociações com a Prefeitura do Rio de Janeiro.
A Bolsa de Valores do Rio foi criada ainda no Brasil imperial, em 1820.
O último pregão foi feito em abril de 2000, com a Bolsa encerrando suas atividades oficialmente em novembro de 2002. A partir daí, o mercado financeiro passou a se concentrar em São Paulo, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que posteriormente se transformou na B3.
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