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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Qual ação de energia vai brilhar no 3T24? O JP Morgan aponta a Eletrobras (ELET3) como a ‘vencedora’ em meio ao clima seco e bandeira vermelha na tarifa 

Para os analistas, as perspectivas ainda são fortes para a distribuição de energia, com uma melhora de cenário para o segmento de geração de eletricidade

Camille Lima
Camille Lima
21 de outubro de 2024
14:15 - atualizado às 11:42
Eletrobras, Axia
Logo da Axia, antiga Eletrobras. - Imagem: Canva/Divulgação / Montagem: Bruna Martins

Como de costume, com a chegada de mais uma safra de balanços, o setor elétrico volta aos holofotes dos investidores em busca de sinais de quais “vacas leiteiras de dividendos” vão se sair bem nos resultados. Nesse sentido, o JP Morgan já traçou as apostas de qual ação de energia deve brilhar no terceiro trimestre (3T24).

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Em meio a perspectivas ainda fortes para a distribuição de energia e à melhora de cenário para o segmento de geração, a Eletrobras (ELET3) deve ser a vencedora da temporada de resultados do 3T24, segundo os analistas.

Para o banco norte-americano, o vento parece ter virado a favor das empresas de geração de energia. Enquanto o Brasil vivenciou condições mais secas e um desempenho misto do segmento eólico, os preços de energia à vista (spot) se tornaram cada vez mais voláteis. 

Na avaliação dos analistas, como a Eletrobras é uma vendedora líquida no mercado à vista, a ex-estatal federal deve sair vencedora nesse cenário.

Vale lembrar que a companhia se beneficia do aumento dos preços longos de energia no Brasil. Recentemente, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acionou a bandeira vermelha 1 para o mês de setembro, em meio à escassez de chuvas e ao clima seco com temperaturas elevadas no país. 

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“Embora os volumes eólicos estivessem dentro das expectativas, o problema de redução deve persistir e pode ser um potencial obstáculo para a AES Brasil (AESB3), Copel (CPLE6) e CPFL Energia (CPFE3)”, afirmaram os analistas.

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Outra geradora de energia além da Eletrobras (ELET6) chama a atenção dos analistas

Além da Eletrobras, a Eneva (ENEV3) é outra geradora que pode se sair bem no terceiro trimestre, segundo as projeções do JP Morgan. 

Diante de temperaturas elevadas no país e condições hidrológicas deterioradas, a empresa pode surfar o potencial impulso do aumento dos preços à vista (spot) e do despacho térmico.

Como a matriz energética do Brasil tem se tornado cada vez mais volátil e, portanto, complexa de operar, os preços à vista foram afetados, impulsionando o despacho térmico para cima. 

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A alta volatilidade nos preços spot intradiários reflete a crescente necessidade de capacidade térmica para atender à demanda de pico, após décadas de investimentos majoritariamente em fontes de energia intermitentes, como solar e eólica.

Distribuição de energia robusta

Do lado da distribuição de energia, os analistas preveem números trimestrais robustos de duas principais empresas: Energisa (ENGI11) e Equatorial (EQTL3).

Para o banco norte-americano, as distribuidoras de energia devem ser beneficiadas pelo aumento do consumo de eletricidade no Brasil, que chegou a 5,6% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2023.

No entanto, segundo os analistas, a forte receita líquida entre julho e setembro pode ser parcialmente compensada por custos mais altos para melhorar os padrões de qualidade antes das renovações de concessão. 

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De olho no saneamento básico

Para além da energia, o JP Morgan também revelou as previsões para outro segmento dentro do setor de utilidades públicas: o saneamento básico.

Para os analistas, a Sabesp (SBSP3) e a Copasa (CSMG3) devem registrar um “crescimento sequencial”.

No caso da companhia paulista recém-privatizada, a expectativa é que o lucro por ação e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subam acima do esperado pelo consenso de mercado, enquanto os custos sigam em trajetória de queda em meio à nova estratégia pós desestatização.

Já a mineira Copasa deve registrar um crescimento de Ebitda e lucro por ação menor em relação à Sabesp.

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