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Balanço do Grupo Pão de Açúcar no segundo trimestre traz melhora operacional, mas alto endividamento ainda preocupa
Mesmo apresentando um prejuízo de R$ 332 milhões no segundo trimestre, o mercado gostou dos números apresentados pelo Grupo Pão de Açúcar (PCAR3).
Nesta quarta-feira, a ação fechou em R$ 3,13, alta de quase 10% em relação ao fechamento da última terça-feira (6).
Apesar do resultado negativo, o prejuízo foi menor do que o apresentado no mesmo período de 2023.
Além disso, a varejista de alimentos apresentou melhora no desempenho operacional e começou a ver os efeitos de iniciativas para a redução de suas dívidas.
Para o Itaú BBA, o balanço mostra que o Grupo Pão de Açúcar está “no caminho certo”. Com a melhora das margens e do Ebtida, o resultado só ficou abaixo do esperado pelo banco em função das despesas financeiras ainda altas. Nesse cenário, o BBA prefere não cravar uma recomendação e indica cautela.
Já o BTG Pactual sintetizou o balanço como “fraco”, mas reconheceu que a empresa está “melhorando”. Embora destaque a melhora operacional e as iniciativas de desalavancagem, o BTG ainda vê muito risco em PCAR3 e prefere permanecer neutro.
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Quem tomou a mesma posição foi o JP Morgan, que reforçou a preocupação com as despesas financeiras, oriundas do alto endividamento da companhia.
O Goldman Sachs, dentre os fatores que levaram à melhora operacional, destacou o aumento da receita líquida, mesmo em um cenário de inflação dos alimentos e com a antecipação da Páscoa para o primeiro trimestre, o que prejudica a base comparativa.
Confira abaixo o resumo dos indicadores mais importantes do segundo trimestre de PCAR3 e o comparativo com o mesmo período do ano passado:
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