🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

A VISÃO DO GESTOR

Onde Investir em 2024: Bolsa tem espaço para subir mais e juros podem cair a 8,5% ao ano — se fiscal permitir, diz CEO da Bradesco Asset

Para Bruno Funchal, CEO da Bram e ex-secretário do Tesouro, com a queda dos juros será inevitável ver uma migração de recursos da renda fixa para a bolsa em 2024

Camille Lima
Camille Lima
2 de janeiro de 2024
6:53 - atualizado às 8:45
Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management
Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management - Imagem: Divulgação

Ex-secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal fala com propriedade ao ser questionado sobre o cenário para 2024 nos fundos que comanda hoje como CEO da Bradesco Asset Management (Bram).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto aqui quanto no exterior, o risco fiscal deve permanecer no centro das atenções dos investidores neste ano, de acordo com o executivo, responsável por um patrimônio de quase R$ 550 bilhões na gestora.

Lá fora, temos a dívida norte-americana e um déficit elevado pressionando os juros de longo prazo. Enquanto isso, o Brasil tem seus próprios desafios para colocar de pé o novo arcabouço fiscal.

Mas o tema dos riscos ocupou pouco tempo da entrevista de quase uma hora que Funchal concedeu ao Seu Dinheiro na sede da gestora de fundos do Bradesco. Ao contrário, o executivo se revelou até mais animado do que a média do mercado.

No caso da Selic, por exemplo, a expectativa da Bram é que o Banco Central só interrompa o ciclo de cortes quando a taxa básica de juros chegar aos 8,5% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O mercado está na casa de 9% ao ano de projeção para a Selic no fim de 2024, mas a gente está ainda mais otimista”, afirmou Funchal.

Leia Também

A queda da Selic deve provocar outro movimento que é praticamente inevitável, na visão do CEO da Bram: a migração de recursos que hoje estão na renda fixa para a bolsa.

Esta matéria faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir em 2024. Eis a lista completa:

  • Investimentos no exterior
  • Cenário macro: a visão do gestor (você está aqui)
  • Bolsa
  • Renda fixa
  • Bitcoin e criptomoedas
  • FII e imóveis
  • Dólar e ouro
  • 5 ideias de negócios e franquias de até R$ 50 mil para abrir em 2024

A bolsa vai voltar em 2024?

Para Funchal, com os cortes da Selic propostos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), haverá uma forte retomada do apetite ao risco em 2024.

Se nos anos de 2022 e 2023 os fundos DI e de crédito brilharam, neste ano a situação deve mudar. Assim, uma das classes de investimentos diretamente beneficiada é a renda variável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um estudo da Bram revelou que a bolsa tende a se valorizar cerca de dois dígitos em ciclos de queda de juros no Brasil.

“Quando você analisa os últimos cinco ciclos de queda, a valorização média da bolsa é de mais de 60%. Isso começa a ser um indicativo de que é possível ter um retorno acima do CDI. E, com CDI menor, é natural que o público comece a procurar ativos de risco”, disse Funchal.

Segundo a pesquisa da gestora do Bradesco, historicamente, a bolsa valorizou 64% na média, a partir do período de queda. Desse percentual, cerca de 40% de alta tende a acontecer no primeiro ano, enquanto o avanço no segundo ano chega a aproximadamente 20%.

Ou seja, os recordes sucessivos do Ibovespa em dezembro são um sinal de que podemos estar em um novo ciclo positivo para a bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De todo modo, a disparada recente ainda não afetou de forma significativa o comportamento do investidor, que nos últimos dois anos sacou bilhões de reais dos fundos multimercados e de renda variável.

Quem sobe?

Recentemente, porém, essa sangria diminuiu, e a tendência é que os fundos mais arrojados voltem às carteiras, segundo Funchal. E quem perdeu essa primeira "pernada" da bolsa ainda pode ganhar dinheiro com ações?

“Acredito que, em 2024, veremos uma queda dos juros também no exterior, e isso favorece muito os ativos de risco. Ou seja, ainda tem espaço para o investidor extrair valor tanto no curto quanto no médio prazo”, disse Funchal.

Nesse sentido, as ações que ficaram para trás no rali mais recente da B3 e as empresas cíclicas e mais sensíveis aos juros estão entre as com maior potencial, ainda de acordo com o CEO da Bradesco Asset.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a queda da Selic ainda pode dar um gás extra para as companhias mais endividadas. “Existe um benefício da queda dos juros no balanço das empresas, especialmente para as mais alavancadas.”

Na prática, o juro menor deve melhorar o resultado dessas empresas e por consequência, provocar uma reprecificação dos papéis na B3, segundo Funchal.

É claro que esse caminho não será uma linha reta e não está livre de riscos. Por isso mesmo, ele recomenda prudência para o investidor mais conservador na hora de realocar a carteira.

Juros e dólar em 2024

No fim das contas, o que embasa a tese da Bradesco Asset Management para bolsa é a expectativa de queda da Selic em 2024. Esse otimismo se sustenta em dois principais pilares: a inflação no Brasil e os juros nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre o primeiro ponto, Funchal chama a atenção para uma métrica que parte do mercado tem deixado de lado ao avaliar a dinâmica dos preços: o núcleo da inflação — que exclui os itens mais voláteis do cálculo.

“A gente vê espaço para uma queda maior dos juros porque os núcleos dos índices de inflação apontam para uma desinflação muito forte, além de já estarem abaixo do centro da meta”, destaca Funchal.

Já em relação ao exterior, a expectativa mais controlada com os juros nos EUA ajuda nas previsões de cortes da Selic pelo Copom.

Apesar do discurso mais contido das autoridades, em particular do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, o mercado já dá o início do corte de juros nos Estados Unidos como favas contadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso dá impulso aos ativos de risco no mundo inteiro, incluindo a bolsa, e também aumenta a margem para o BC brasileiro cortar a Selic, segundo Funchal.

Por outro lado, ele afirma não ver espaço para o Copom acelerar o ritmo de cortes da Selic. Ele inclusive enxerga uma aceleração do afrouxamento monetário por Roberto Campos Neto como um possível “tiro no pé” para o futuro dos juros e da inflação no Brasil.

Câmbio comportado

Com a expectativa de bolsa para cima e juros para baixo, para onde vai o câmbio? Para nenhum lugar, de acordo com a expectativa do CEO da Bradesco Asset. 

Na visão de Funchal, o dólar é uma das variáveis econômicas mais bem precificadas para este ano e não deve passar por mudanças intensas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Bram defende que o real está protegido de novas desvalorizações — mas também não tem muitos gatilhos para subir contra o dólar.

A projeção de Bruno Funchal é que o dólar encerre 2024 próximo dos patamares atuais, entre R$ 4,90 e R$ 5,00.

Risco fiscal por todo lado em 2024

Responsável pela "chave do cofre" do governo federal entre 2020 e 2021, Bruno Funchal reforçou o discurso dos tempos em que atuou como secretário do Tesouro ao destacar a importância do controle fiscal para o cenário econômico e dos mercados neste ano.

E essa não é uma questão exclusiva do Brasil. O risco fiscal também promete dar dor de cabeça aos investidores nos Estados Unidos, onde não há uma previsão de uma redução de déficit no curto prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A dívida americana vai aumentar muito, podendo manter os juros [projetados pelos títulos de dívida do governo] de 10 anos altos. Isso é um risco porque tira liquidez do mundo, e pode ser um dificultador aqui para o Copom avançar nos cortes de juros no Brasil”, afirma Funchal.

No Brasil, o executivo destaca que a condução política em relação às metas fiscais é um dos principais riscos para 2024. Para ele, o país precisa lutar para manter a credibilidade, especialmente diante do novo arcabouço e da meta de déficit zero neste ano.

“O novo regime depende muito de expectativas. Se você tem um arcabouço que não tem credibilidade, o país começa a mexer nessa proposta para gastar mais, o que resulta em mais juros e na piora do crescimento da economia.” 

Funchal está no grupo dos que defendem o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Mas defende que o governo siga perseguindo a meta de déficit zero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Por enquanto, Haddad tem tido algumas vitórias nas batalhas, mas a guerra ainda não acabou.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar