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ALTA APÓS BALANÇO

Mercado Livre ultrapassa Petrobras e se torna a empresa mais valiosa da América Latina

A empresa de comércio eletrônico atingiu um valor de mercado de US$ 90,04 bilhões (R$ 513 bilhões), contra US$ 88,63 bilhões (cerca de R$ 502 bilhões) da petroleira

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2 de agosto de 2024
18:00 - atualizado às 17:42
Logo do Mercado Livre (MELI34) com fundo de gráfico e cotações
Logo do Mercado Livre (MELI34) com fundo de gráfico e cotações -

Após os números robustos do segundo trimestre superarem as principais estimativas do mercado, o Mercado Livre teve um novo dia de glória nesta sexta-feira (02).

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Com a disparada nas ações em Nova York, a gigante do comércio eletrônico fundada na Argentina conquistou o posto de empresa mais valiosa da América Latina.

A companhia superou a Petrobras, que agora ocupa o segundo lugar no ranking seleto.

Com base nas cotações das ações do Mercado Livre, a empresa atingiu um valor de mercado de US$ 90,04 bilhões (aproximadamente R$ 513 bilhões, na cotação atual), contra US$ 88,63 bilhões (cerca de R$ 502 bilhões) da petroleira. 

Os papéis do Mercado Livre fecharam com alta de 10,59% em Nova York, cotados a US$ US$ 1,776.14, em um dia de fortes quedas nos pregões norte-americanos. Já as ações da Petrobras caíram 2,72%, a US$ 13,59.

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Mercado Livre mais que dobra lucro no 2º trimestre

O pódio conquistado hoje pelo Mercado Livre vem na esteira do otimismo do mercado após a divulgação dos resultados financeiros bem acima das expectativas no 2º trimestre.

De acordo com o balanço, o Meli registrou lucro líquido de US$ 531 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 103% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita líquida da companhia foi de US$ 5,1 bilhões no período, aumento de 41,5% na base anual, e o Ebtida ajustado, que marca a capacidade de geração de caixa da empresa, ficou em US$ 880 milhões, variação positiva de 10% na comparação ano a ano.

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Resultados sólidos superam estimativas dos bancos

Com um desempenho direcionado principalmente pelo forte crescimento de vendas no Brasil e no México, o Mercado Livre superou as expectativas do mercado, que já eram altas. Com isso, as instituições financeiras mantiveram a recomendação de compra das ações. 

Os analistas do Goldman Sachs destacaram o bom desempenho do Volume Bruto de Mercadoria (GMV), que cresceu 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, grande parte puxado pelo crescimento da métrica apenas no Brasil, que foi de 36%.

Segundo o banco, esse desempenho pode continuar na segunda metade do ano, implicando em uma alta nas expectativas de GMV, receitas e margens.

O banco reiterou a recomendação de “compra” para a ação, com um preço-alvo de US$ 2,180 – o equivalente a uma alta de 36% em relação ao fechamento anterior (US$ 1,606). 

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O desempenho do GMV também foi mencionado como os principais pontos positivos no balanço do Mercado Livre pelo BTG Pactual. Na visão do banco, a companhia entregou resultados sólidos, superando as estimativas da instituição. 

O banco destacou o forte crescimento no Brasil em relação ao trimestre anterior, compensando o enfraquecimento do mercado argentino. 

Com recomendação de compra para a ação, o BTG estima um preço-alvo de US$2,040.00 para o papel, o equivalente a uma alta de 27% em relação ao fechamento anterior. 

Para Larissa Quaresma, analista de ações da Empiricus Research, apesar do forte crescimento do Mercado Livre, ainda existe uma longa avenida de expansão. Isso porque a penetração do e-commerce na América Latina continua baixa, segundo a analista. 

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“Com esse desempenho, seria difícil que a ação fosse uma barganha: múltiplo P/L 2025 está em 38,0x. Entretanto, entendemos que o prêmio se mostra, mais uma vez, justificado.“

Desse modo, a Empiricus manteve a recomendação de compra para o Mercado Livre.

*Com informações da CNBC

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