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No mesmo horário, o dólar à vista era negociado próximo da estabilidade, ainda na faixa de R$ 5,40, reagindo ao cenário internacional
Mesmo com severas críticas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não se acuou. Na decisão da última quarta-feira (19), a autoridade monetária interrompeu os cortes da Selic e manteve a taxa básica de juros brasileira em 10,5% ao ano.
Entidades ligadas à indústria, varejo e aliados do presidente Lula criticaram a decisão, alegando que não há justificativa para manter as taxas tão elevadas.
Porém, o mercado financeiro gostou não apenas da decisão — unânime, com os nove membros do Comitê votando pela manutenção dos juros — como também do comunicado mais halkish (agressivo, no jargão do mercado) após a decisão.
O documento diz que o cenário global é incerto, com dúvidas principais recaindo sobre o afrouxamento monetário nos Estados Unidos. Além disso, é destacado que o quadro doméstico está marcado por "expectativas desancoradas" que demandam mais cautela.
Veja como estavam bolsa e dólar por volta das 11h30:
“A manutenção da taxa Selic em 10,5% é suficiente para levar o IPCA à meta até o fim de 2025. Em nosso cenário, projetamos que a taxa Selic seguirá em 10,5% até o fim de 2024 e termine 2025 em 10%”, comenta Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.
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Além dele, alguns integrantes do mercado entendem que o comunicado do BC poderia ter sido mais ainda duro, em meio a críticas à autarquia.
Contudo, para o estrategista-chefe da BGC Liquidez, Daniel Cunha, isso poderia fazer a autoridade monetária antecipar riscos — “por ora, desnecessários”, na visão dele.
Cunha cita que um comunicado ainda mais duro do que o que foi feito poderia gerar falta de consenso entre os integrantes do Banco Central, aumentando os ruídos na sucessão da instituição.
Vale lembrar que Roberto Campos Neto, atual presidente do BC, fica no cargo até o fim do ano. O mais cotado para assumir sua posição é Gabriel Galípolo, atual diretor de política monetária, mais alinhado com o pensamento do presidente Lula sobre juros.
Assim, Cunha explica que “ter que” subir juros para, de fato, manter a credibilidade da condução da política monetária atual poderia gerar um loop de deterioração das expectativas, o que levaria a outra falta de consenso e, finalmente, novos questionamentos à instituição.
O dólar à vista começou o dia próximo da estabilidade, mas começou a cair no fim da manhã desta quinta-feira (20).
Vale lembrar que a moeda norte-americana vinha escalando nos últimos dias, com o cenário fiscal em foco e fuga para investimentos de menor risco e maior segurança.
Também contribuiu para a força do dólar na véspera o feriado dos Estados Unidos, que reduziu a liquidez global. Esse cenário tende a aumentar a volatilidade global.
| Mercado | Índice | Valor | Variação (%) |
| Nova York | S&P 500 | 5.495 | +0,15% |
| Dow Jones | 38.982 | +0,38% | |
| Nasdaq | 17.859 | +0,01% | |
| Europa | DAX (Frankfurt) | 18.209 | +0,79% |
| FTSE 100 (Londres) | 8.262 | +0,70% | |
| CAC 40 (Paris) | 7.662 | +1,22% | |
| Stoxx 600 | 517,55 | +0,61% |
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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