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De acordo com a corretora, a classe está em recuperação graças ao fim do ciclo de cortes na Selic e a queda do real

Depois de enfrentarem alguns meses difíceis no início do ano, os fundo de investimento em cadeias agroindustriais já começam a se recuperar na bolsa. Mas os fiagros, como é mais conhecida a classe, ainda apresentam preços atrativos para os investidores.
É o que diz um relatório publicado pela Guide nesta quarta-feira (14) e assinado pelo head de research da casa, Fernando Siqueira.
De acordo o analista, a melhora dos fundos agro reflete uma mudança de perspectiva com relação à evolução da taxa Selic e também a depreciação do real.
Vale destacar que a moeda norte-americana se valoriza mais de 12% em 2024 frente à divisa brasileira. Como a maioria dos produtores é exportador e negocia as commodities agrícolas em dólar, a queda do real implica em preços melhores.
Consequentemente, há um risco de inadimplência menor. "Até agora, a quantidade de fundos que apresentaram problemas de crédito é baixa. E, dado que os preços já começaram a se recuperar (pelo menos em reais), este risco está diminuindo em nossa visão", diz o analista da Guide.
Já em relação à Selic, Siqueira diz que a queda dos juros vinha atrapalhando o desempenho dos fiagros nos últimos 12 meses, pois as carteiras são majoritariamente indexadas ao CDI.
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"A queda da Selic representava uma redução no portencial de retorno desses fundos. O analista afirma que esse risco foi mitigado após o Banco Central interromper o ciclo de corte dos juros em junho.
Com a menor expectativa de cortes (e chances até mesmo de alta na taxa básica brasileira), Siqueira aponta que as taxas das carteiras dos fiagros estão "bem elevados".
"Como a maior parte dos fundos está negociando abaixo do valor patrimonial, a taxa efetiva atualmente é ainda mais alta", acrescenta o analista.

Além disso, a média dos dividendos dos fiagros está em 14% nos últimos 12 meses, nível que supera os fundos imobiliários e de infraestrutura e a própria Selic.

"Mesmo fundos mais consolidados como o Kinea Agro (KNCA11) distribuiu proventos elevados nos
últimos 12 meses."
Apesar de utilizar o KNCA11 como exemplo de fundo agro consolidado com dividendos altos, a Guide cita outro ativo como uma boa opção de investimento: o Ecoagro (EGAF11).
"Além de ter diversificação regional e por culturas, a taxa atual da carteira é elevada, o fundo está negociando abaixo do valor patrimonial e ainda possui liquidez elevada na bolsa e historicamente com baixo risco de mercado", afirma o analista.
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