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Ibovespa acumula queda de mais de 1% com agenda agitada no exterior com Powell e payroll; dólar sobe a R$ 5,06
A semana foi mais uma daquelas agitada no mercado financeiro, principalmente nos Estados Unidos. O Ibovespa acompanhou o fraco desempenho dos índices de Wall Street na semana — mas sem deixar de repercutir o cenário doméstico.
Com a agenda mais escassa de dados econômicos — apenas com a produção industrial em fevereiro em destaque —, os balanços corporativas movimentaram os últimos dias de pregão, já na reta final da temporada.
Contudo, o grande destaque da semana envolveu a Petrobras (PETR4). Na última quinta-feira (4), rumores sobre a eventual saída do presidente da companhia, Jean Paul Prates, e a indicação de Aloizio Mercadante, atual presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o comando da estatal.
No mesmo dia, o descongelamento dos dividendos extraordinários referentes ao quarto trimestre de 2023 também entrou no radar — o que garantiu volatilidade nas ações da petroleira e, consequentemente do Ibovespa.
Lá fora, os Estados Unidos concentraram as atenções dos investidores. O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, discursou em evento na Universidade de Stanford.
O chefe do Banco Central norte-americano reiterou que os juros nos Estados Unidos já atingiram o pico do ciclo e que a maioria dos dirigentes considera apropriado a redução dos juros em algum momento deste ano.
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Mas, para ele, ainda é cedo para dizer se os dados recentes de inflação, mais fortes do que o esperado, são mais que só um "solavanco".
"Cenário econômico ainda é bem incerto e há riscos nos dois lados. Reduzir os juros cedo demais pode reverter os processos contra a inflação e pode exigir política mais apertada à frente. […] Já o corte tardio dos juros poderia enfraquecer a economia e o emprego", disse Powell.
Contudo, um dado econômico reverteu o otimismo dos investidores. O relatório mais importante do mercado de trabalho surpreendeu os mercados na última sexta-feira (5).
O payroll apontou a criação de 303 mil postos de trabalho em março, acima dos 200 mil esperados.
A taxa de desemprego recuou de 3,9% em fevereiro para 3,8% em março, enquanto a expectativa era de manutenção.
Com o payroll mais forte e queda na taxa de desemprego, as chances do Federal Reserve (Fed) cortar os juros a partir de junho recuaram, já que a economia tem se mostrado resiliente, apesar das taxas de juros no maior nível em mais de duas décadas.
Os traders veem 50,9% de chance de o banco central norte-americano manter os juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, de acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group. Na véspera do payroll, essa probabilidade era de 34,2%.
Em consequência, as apostas pela corte de 25 pontos-base, que colocaria os juros nos EUA no intervalo de 5,00% a 5,25% ao ano, recuaram de 59,1% (na quinta-feira) para 46,1% na sexta-feira pós-payroll.
Por fim, o Ibovespa acumulou queda de 1,03%, acumulado nos cinco pregões da semana, e encerrou aos 126.795,41 pontos.
Já o dólar comercial avançou 1,00% e fechou o última sessão a R$ 5,0654.
Na ponta positiva do Ibovespa, IRB Re (IRBR3) voltou a brilhar com os resultados do quarto trimestre e do acumulado de 2023.
A companhia registrou um ganho líquido de R$ 114 milhões em 2023, revertendo um prejuízo de R$ 630 milhões do ano anterior. O primeiro lucro anual da resseguradora.
O resultado do quarto trimestre também foi positivo — um lucro de R$ 37,9 milhões contra perda de R$ 38,8 milhões no 4T22 — consequência, principalmente, da queda das despesas com sinistros.
De olho nos números, o Citi elevou a recomendação de neutra para compra e aumentou o preço-alvo dos papéis de R$ 44 para R$ 47, uma potencial valorização de quase 11% em relação ao fechamento da última sexta-feira (5).
Hapvida (HAPV3) também avançou na semana com os resultados do quarto trimestre de 2023.
A empresa do setor de saúde registrou lucro líquido ajustado de R$ 330,5 milhões no quarto trimestre de 2023, alta de 104,8% em base anual. O Ebitda ajustado somou R$ 949,7 milhões, aumento de 85,7%, enquanto a receita líquida totalizou R$ 6,9 bilhões, um avanço de 6,7%.
Confira as dez maiores altas da semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| IRBR3 | IRB Re ON | R$ 42,35 | 13,39% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 3,97 | 7,30% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 34,40 | 4,27% |
| TIMS3 | Tim ON | R$ 18,52 | 4,04% |
| TRPL4 | Isa Cteep ON | R$ 25,76 | 3,79% |
| PRIO3 | PRIO ON | R$ 50,45 | 3,51% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 10,61 | 3,11% |
| CMIG4 | Cemig PN | R$ 12,87 | 2,47% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 22,74 | 2,43% |
| EGIE3 | Engie ON | R$ 41,16 | 2,24% |
Na ponta negativa do Ibovespa, Arezzo (ARZZ3) e Grupo Soma (SOMA3) — que já tiveram o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a fusão — lideraram as perdas da semana.
Pressionadas pela abertura da curva de juros brasileira, as companhias zeraram os ganhos do ano.
PetroReconconcavo despencou mais de 10% após ser "jogado de escanteio". Na segunda-feira (1º), a Enauta (ENAT3) anunciou a apresentação de uma proposta para fusão com a 3R Petroleum (RRRP3).
Do outro lado, a 3R informou o recebimento da proposta. De imediato, o Conselho da empresa afirmou que suspendeu momentaneamente os esforços para combinação de negócios com a PetroReconcavo (RECV3).
Confira as maiores quedas da semana no Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| ARZZ3 | Arezzo ON | R$ 56,58 | -11,97% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 6,70 | -11,96% |
| RECV3 | PetroReconcavo ON | R$ 21,05 | -10,62% |
| LWSA3 | LWSA ON | R$ 5,27 | -9,76% |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 2,68 | -9,46% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 3,95 | -9,20% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 16,65 | -8,06% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 15,09 | -7,42% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 13,73 | -6,66% |
| CYRE3 | Cyrela ON | R$ 23,43 | -6,05% |
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