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Mesmo com índice pressionado por riscos econômicos e valuations baixos, o banco estima que o lucro por ação da bolsa deve crescer 18%
Mesmo diante de incertezas como risco fiscal, eventos climáticos, precificação de commodities, os resultados das empresas têm sido resilientes em 2024. Esse fator, na visão dos analistas do Inter (INBR32), sustenta alguma confiança para o Ibovespa para o próximo ano.
Em relatório lançado nesta semana, o banco divulgou um novo preço-alvo para o principal índice da bolsa brasileira, que deve chegar aos 143.200 pontos em 2025. Para isso foi considerado o lucro por ação esperado para o ano que vem e a manutenção do múltiplo de 8x lucros.
Segundo o Inter, essa projeção reflete uma postura otimista em relação aos lucros, mas realista quanto aos desafios econômicos e ao cenário de “valuation comprimido” da bolsa.
O Inter espera um crescimento de 7,4% no lucro por ação este ano, chegando a cerca de R$ 15 mil. Para 2025, a projeção aponta um avanço mais expressivo, com lucro por ação estimado em R$ 17.900, um aumento de aproximadamente 18% em relação a 2024.
Os setores de maior peso no índice – financeiro, óleo e gás, siderurgia, mineração e utilities – serão os principais responsáveis por esses resultados. “Se comparado aos resultados de 2024, dentre os grandes, o setor de óleo e gás foi o único que manteve avanço da representatividade para 27% do lucro esperado total do Ibovespa”, diz.
Enquanto isso, setores menores, como varejo, indústria e telecomunicações, também registraram avanços, mas sua contribuição conjunta ainda representa apenas 4% do índice.
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De acordo com as estimativas do Inter, o Ibovespa tem negociado a múltiplos historicamente baixos nos últimos anos, com seu preço/lucro (P/L) girando em torno de 8 vezes os lucros esperados, abaixo da média histórica de 11 a 12 vezes.
O banco explica que, desde 2021, essa realidade tem sido influenciada por fatores como a desaceleração econômica da China, pressões da transição energética sobre empresas de commodities, e um setor financeiro afetado por maior competição e incertezas.
Esse novo padrão reflete uma combinação de mudanças estruturais e riscos macroeconômicos, como o fiscal. Mesmo assim, o valuation atual sugere que o mercado tem embutido um pessimismo elevado em relação ao ambiente de negócios no Brasil.
Olhando para 2025 e considerando o lucro esperado do consenso de mercado e os níveis de preços atuais, o Ibovespa negocia a cerca de 7x lucros, segundo a instituição financeira.
“Muito dessa precificação está embutindo o risco fiscal na conta. Portanto, neste final de ano, quando as coisas mudam de perspectiva, o mercado segue abaixo da média de 8x dos últimos três anos e nos agarramos a um cenário em que pode haver algum controle fiscal”.
Os analistas do banco estimam que as empresas devem seguir com lucros positivos para 2025, e por isso “travam a precificação em 8x como justa” para o cenário à frente.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
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