A vez da bolsa chegou? Ibovespa fecha no maior nível do ano após flertar com máxima histórica; dólar sobe a R$ 5,4693
Lá fora, as bolsas em Nova York fecharam o dia com ganhos depois de passar boa parte da sessão sem uma direção comum

Ainda não foi dessa vez, mas chegou perto. Apesar de ter acelerado os ganhos e renovado máximas intradiárias, o Ibovespa não conseguiu superar a marca histórica de 134.391 pontos atingida em dezembro de 2023 — mas o principal índice de ações da bolsa brasileira não fez feio e terminou a quarta-feira (14) no maior nível do ano. O dólar à vista acompanhou o movimento e também subiu.
Enquanto o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,69%, aos 133.316,99 pontos, a moeda norte-americana avançou 0,36% no mercado à vista, cotada a R$ 5,4693.
Esse desempenho foi alcançado no último dia da temporada de balanços do segundo trimestre — o Seu Dinheiro preparou uma especial com as grandes vencedoras e com as perdedoras do dia. Mas veio de fora a notícia que impulsionou o Ibovespa.
A força que o Ibovespa precisava
O Ibovespa recebeu apoio do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA de julho. O dado veio dentro do esperado e reforçou um ambiente positivo para ativos de riscos no cenário global, como é o caso dos países emergentes.
O CPI subiu 2,9% no mês passado em termos anuais, abaixo dos 3% em junho e a menor leitura desde 2021, segundo o Bureau of Labor Statistics. Mês a mês, os preços subiram 0,2%, em linha com as projeções. Confira os detalhes do indicador na especial do Seu Dinheiro.
“O CPI de julho é consistente com o início do ciclo de cortes em setembro. A discussão agora será sobre a intensidade e frequência desses cortes e, nesse caso, as atenções estarão voltadas aos dados de mercado de trabalho”, disse André Valério, economista sênior do Inter.
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Ele lembra que até a próxima reunião de política monetária do Fed, em 18 de setembro, teremos mais uma divulgação de dados do payroll.
“Caso venham tão fracos como os dados de julho, a chance do corte inicial de 50 pontos base aumenta consideravelmente. No momento, vemos o Fed cortando 75 pontos base até o fim do ano, 25 em cada reunião”, afirma Valério.
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O dólar no exterior
O dólar foi negociado perto da estabilidade no exterior no fim da tarde desta quarta-feira, depois que o mercado voltou colocar sobre a mesa a possibilidade de um início de afrouxamento monetário menos agressivo pelo Fed.
O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, fechou com variação de 0,01%, a 102,568 pontos.
No fim da tarde, a libra cedia a US$ 1,2832 e o euro avançava a US$ 1,1017. A moeda japonesa se depreciava, com o dólar em alta para 147,34 ienes.
A libra teve uma reação acentuada de queda após o CPI do Reino Unido subir 2,2% em julho, na comparação anual, levemente abaixo da previsão de analistas, o que pode manter a confiança do Banco da Inglaterra para cortar novamente os juros.
No caso do iene, o dólar ganhou terreno em meio a repercussões sobre a decisão do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, de não disputar a reeleição para líder do Partido Liberal Democrata (PLD) com a baixa popularidade de sua administração.
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Ibovespa em alta, Wall Street também?
Em Nova York, depois de passarem boa parte do dia operando sem uma direção definida, os três principais índices de ações terminaram o dia com ganhos.
O Dow Jones subiu 0,61%, aos 40.008,39 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,38% para fechar em 5.455,21 pontos — quinto dia consecutivo de alta. Já o Nasdaq Composite se recuperou de perdas anteriores e terminou a sessão com leve alta de 0,03%, aos 17.192,60 pontos.
Nesse patamar, os três índices estão agora acima do nível de fechamento de 2 de agosto, que foi a sessão anterior à liquidação do mercado global em 5 de agosto — aquela sessão marcada pela reversão do carry trade do iene e preocupações com o crescimento econômico norte-americano.
*Com informações do Money Times
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