Uma injeção inesperada: Gerdau (GGBR3) levanta R$ 1,77 bilhão em créditos tributários e agora tem um ‘bom problema’ para resolver
BTG Pactual qualificou anúncio da Gerdau como uma “surpresa bem-vinda” e espera reação positiva do mercado
Não é todo mundo que gosta de injeção, mas os acionistas da Gerdau (GGBR3) e da Gerdau Metalúrgica (GOAU3) têm hoje um motivo para não demonstrar medo de agulha.
Isso porque a Gerdau Aços Longos, subsidiária do grupo siderúrgico, levantou na quarta-feira (28) R$ 1,77 bilhão em créditos tributários.
O valor estava depositado em juízo, mas a empresa conseguiu acesso ao dinheiro por causa do trânsito em julgado de uma ação tributária bilionária.
- Ibovespa 137 mil pontos? Veja as 10 ações mais recomendadas para investir com a onda de otimismo da bolsa, segundo o BTG Pactual.
Uma decisão favorável à subsidiária da Gerdau determinou o cumprimento provisório de sentença relativo a um processo para excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS.
A Gerdau informou ainda que agora pedirá à Receita Federal a compensação de outro crédito tributário, este de R$ 786 milhões. O valor teria sido cobrado indevidamente ou pago a mais, informou a siderúrgica.
O ganho relativo aos créditos tributários já está reconhecido nas demonstrações financeiras da Gerdau e da Gerdau Metalúrgica, ainda de acordo com a companhia.
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Uma “surpresa bem-vinda” para a Gerdau
Ainda assim, o banco BTG Pactual qualificou o saque do crédito tributário como “uma surpresa bem-vinda”.
Além de inesperada, essa “injeção de caixa” equivale a aproximadamente 5% do valor de mercado da Gerdau, segundo o BTG.
Os analistas do bancão pontuam que a empresa reportou dívida líquida de R$ 5,9 bilhões no segundo trimestre de 2024. Isso representa uma alavancagem de aproximadamente 0,5x.
Desse modo, a siderúrgica passou a ter um “bom problema” para resolver, ou seja, ajustar a estrutura de capital a partir da entrada dos recursos.
Além de verem esse nível de endividamento como “bastante conservador”, os analistas do BTG consideram que o resgate do crédito tributário derrubará a alavancagem a níveis “subótimos”.
Diante disso, a expectativa do BTG é que a administração da Gerdau acelere seu atual programa de recompra, que abrange 5% das ações em circulação.
“Esperamos uma reação positiva a esse desenvolvimento e mantemos a Gerdau como nossa siderúrgica preferida em nosso universo de cobertura”, afirmam os analistas do BTG Pactual.
O banco mantém recomendação de compra para as ações da gigante da siderurgia.
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