Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

MACRO ATRAPALHA, MAS GERA OPORTUNIDADES

Fundos imobiliários sentem o “efeito Campos Neto” e Fed nos juros, mas queda abre oportunidade para comprar FIIs com desconto

O IFIX iniciou o segundo trimestre da forma exatamente oposta à que começou o ano: o índice registra queda de 1% em abril

Larissa Vitória
Larissa Vitória
30 de abril de 2024
6:02 - atualizado às 14:37
Montagem com miniaturas de prédios e casas em madeira, representando os fundos imobiliários, uma lupa e os presidentes dos bancos centrais brasileiros e norte-americano
As últimas falas dos presidentes dos BCs brasileiro e norte-americano azedaram o mercado de renda variável, incluindo o de FIIs - Imagem: Fotos: Divulgação e Canva/Montagem: Seu Dinheiro

Apoiados por três pilares — a queda dos juros, o desconto nas cotas e as mudanças regulatórias em títulos isentos —, os fundos imobiliários tiveram um primeiro trimestre positivo e com sucessivas quebras de recordes no IFIX, índice que reúne os principais FIIs da B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o primeiro desses pilares, o da política monetária, começou a rachar em meados de abril com a diminuição na expectativa de cortes nas taxas dos Estados Unidos.

E apresentou tantas trincas que deixou os investidores com medo de que a estrutura venha a ruir de vez, provocando uma fuga da classe que faz com que o IFIX inicie o segundo trimestre da forma exatamente oposta à que começou o ano: o índice registra queda de cerca de 1% em abril.

“Isso atrapalhou a política monetária de diversos países, entre eles o Brasil, pois não dá para o Banco Central continuar no mesmo ritmo”, afirma André Freitas, sócio-fundador e CEO da Hedge.

De fato, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, “desmanchou de vez” o forward guidance — sinalização de manutenção da magnitude dos cortes nos juros. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos primeiros reflexos foi a mudança radical na expectativa para o patamar da taxa Selic ao final deste ano: em apenas uma semana, os economistas consultados pelo Boletim Focus subiram as apostas de 9,13% para 9,50% ao ano. E os mais pessimistas já esperam que o BC encerre o atual ciclo de cortes com os juros ainda no patamar de dois dígitos.

Leia Também

Por que os juros atrapalham os fundos imobiliários?

A abertura da curva de juros inclui também as taxas mais longas, que foram afetadas pela decisão do governo de rever a meta fiscal de 2025. Taxas de longo prazo mais altas diminuem a atratividade para ativos de renda variável como um todo, não apenas dos FIIs.

Com os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação superando os 6% ao ano em rentabilidade — patamar alto e considerado uma barreira de entrada importante para os investidores —, muita gente não vê motivo para arriscar em outras classes.

Nos fundos imobiliários, produtos ligados a um setor com grande necessidade de capital e famosos por pagarem dividendos mensais isentos de Imposto de Renda, o efeito pode ser ainda mais negativo devido à forte correlação com os juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Hoje o título público está pagando IPCA + 6% ao ano, o que exige retornos maiores. Também tivemos um rali importante nos últimos meses e alguns players aproveitam para realizar lucro”, diz Caio Nabuco de Araújo, analista da Empiricus.

Outra consequência ruim do cenário é seu efeito sobre as emissões de cotas. Os fundos imobiliários movimentaram o mercado de ofertas no primeiro trimestre, captando R$ 12,8 bilhões entre janeiro e março — mais de um terço dos R$ 30 bilhões registrados no ano passado inteiro.

Projeção para captação em 2024 | Fonte: Santander e Hedge

Para Marcos Baroni, head de fundos imobiliários e analista CNPI da Suno Research, alguns gestores podem deixar de vir a mercado em meio ao turbilhão dos juros. “Os preços indo para baixo no mercado secundário, com alguns fundos negociando abaixo do valor patrimonial, desincentivam as novas emissões. Acredito que, se esse cenário se prolongar por mais tempo, podemos sentir uma redução no ritmo de crescimento do patrimônio da indústria."

VEJA TAMBÉM — O choque de realidade de CAMPOS NETO: como ficam BOLSA e RENDA FIXA? I TOUROS E URSOS

Fundos imobiliários mantêm bons fundamentos e dividendos atrativos

O analista da Suno destaca que, apesar das dificuldades macroeconômicas, os fundamentos dos FIIs estão mantidos: “Essa condição de juros impacta a precificação, mas os fundos estão estáveis, distribuindo seus rendimentos por cota e a estrutura está preservada.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, Baroni acredita que podemos dividir os investidores de FIIs em dois grupos. O primeiro, formado pelos conservadores, ficará mais retraído em meio à volatilidade. “Já quem tem um horizonte de investimentos mais longo olhará isso como uma oportunidade.”

André Freitas, CEO da Hedge Investments, também acredita que há boas opções e espaço no mercado, mesmo considerando que a taxa Selic termine o ano em um patamar mais elevado do que o inicialmente previsto.

“No tijolo, por exemplo, temos vários FIIs de shopping e logística que registram um dividend yield de 9,5%. É uma taxa bastante competitiva, levando em conta a qualidade dos ativos e o fato de não ter tributação.”

Vale destacar que os fundos de tijolo, assim conhecidos por comprarem ativos reais como escritórios, galpões e shoppings, são ainda mais sensíveis ao movimento dos juros e registram as maiores quedas do IFIX neste mês, superando a média do próprio índice. Veja abaixo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
SegmentoVariação em abril*
Híbrido-0,12%
Papel-0,81%
IFIX-0,97%
Fundos de fundos-1,05%
Shoppings-1,90%
Renda Urbana-1,96%
Logística-2,26%
Escritórios-2,86%
*Até às 12h30 de 29/04/2024

Um fundo imobiliário de tijolo e outro de papel descontados e com bons portfólios

Dentro dos segmentos campeões negativos do mês, Caio Araújo, da Empiricus, cita o BTG Pactual Logística (BTLG11) como um exemplo de FII que apresenta um recuo “exagerado”.

O fundo cai mais de 4% em abril apesar de ter concluído uma captação bilionária e alocado recursos recentemente. É um fundo que deve pagar um yield interessante na casa de 9%, vai ter reavaliação patrimonial em breve e nós prevemos uma valorização. Então, na nossa visão, essa queda é um pouco exagerada.”

Já os fundos de papel — que têm uma volatilidade menor em caso de abertura da curva de juros pois as carteiras são compostas por títulos de renda fixa — não sofreram um impacto tão forte.

Ou seja, não há tantas oportunidades no segmento, mas Araújo enxerga uma: outro FII que está caindo acima da média da indústria é o Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), que tem uma carteira de qualidade, majoritariamente indexada à inflação, e não deveria negociar com um desconto.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

GANHOS PARA O BOLSO

Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

13 de abril de 2026 - 18:10

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

FIIS HOJE

Este FII vende imóvel alugado à Caixa Econômica e coloca R$ 3,6 milhões no bolso do cotista; saiba qual e entenda a operação

13 de abril de 2026 - 17:32

Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira

RETORNO TURBINADO

Petrobras (PETR4) dobrou o capital do acionista em 5 anos — mas quadruplicou o dinheiro de quem reinvestiu os dividendos

13 de abril de 2026 - 16:39

Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%

CÂMBIO E BOLSA

Dólar ladeira abaixo: moeda fecha a R$ 4,99 pela 1ª vez em dois anos; Ibovespa supera inéditos 198 mil pontos

13 de abril de 2026 - 15:50

Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra

'ZERANDO' WALL STREET

De SpaceX a ‘herdeiro de Buffett’: BTG Pactual entra em outro IPO badalado em Wall Street como único representante brasileiro

13 de abril de 2026 - 15:23

Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.

RENDA PASSIVA

FII, FI-Infra e Fiagros: onde investir para garantir dividendos mensais, com isenção de imposto de renda, segundo o BTG

13 de abril de 2026 - 11:54

Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio

SOB NOVA PRESSÃO

Petróleo sobe, dólar avança, e Petrobras (PETR4) pega carona após Trump ameaçar Estreito de Ormuz; veja como os mercados reagem

13 de abril de 2026 - 10:45

A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade

PAPEL NA CARTEIRA

Esse fundo imobiliário é o favorito da XP para se proteger da inflação — e ainda conta com dividendo de 11,5%

12 de abril de 2026 - 13:09

A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação

IBOVESPA EM FESTA

Em semana euforia no Ibovespa, ações da Hapvida, C&A e Auren ‘fizeram a festa’, enquanto outras ficaram de ressaca; veja as maiores altas e baixas da bolsa

11 de abril de 2026 - 17:00

Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda

DANÇA DAS CADEIRAS NO ALTO ESCALÃO

Hapvida (HAPV3) tem a maior alta do Ibovespa na semana e lembra do ‘gostinho’ de ser querida pelo mercado. O que impulsionou as ações?

10 de abril de 2026 - 19:03

A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras

CÂMBIO

Dólar a R$ 5,00: oportunidade de ouro para investir lá fora ou armadilha antes das eleições?

10 de abril de 2026 - 18:24

Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio

VAI PINGAR NO BOLSO DO ACIONISTA

B3 (B3SA3) deve distribuir R$ 6,3 bilhões em proventos neste ano, segundo o Citi; banco eleva recomendação e preço-alvo

10 de abril de 2026 - 18:04

Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa

IGNORANDO A GRAVIDADE

Bolsa brasileira melhor que o S&P 500: Ibovespa faz história e analistas veem espaço para o rali continuar

10 de abril de 2026 - 12:23

Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos

MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

VEJA OS DESTAQUES DA PRÉVIA OPERACIONAL

Tenda (TEND3) ‘faz a festa’ fora do Ibovespa após prévia operacional, mas calcanhar de Aquiles segue o mesmo. O que fazer com as ações?

8 de abril de 2026 - 16:40

A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores

SEGURANÇA E DEFESA

O superciclo de investimento de US$ 2,6 trilhões que sobrevive à trégua de Trump com o Irã e está apenas começando

8 de abril de 2026 - 14:12

Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia