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O FII aluga quatro unidades do condomínio WT Morumbi, localizado na cidade de São Paulo, para a companhia, que atua no modelo de escritórios flexíveis
Pouco menos de um mês após informar o mercado sobre a inadimplência da WeWork, uma de suas locatárias, o fundo imobiliário Santander Renda de Aluguéis (SARE11) avisou que a empresa deixou de pagar o aluguel mais uma vez.
De acordo com o comunicado, o FII não recebeu o pagamento de junho, que deveria ter sido depositado neste mês. O SARE11 também já não havia recebido o aluguel de maio, assim como outros cinco fundos imobiliários da B3.
A notícia afeta o desempenho das cotas do Santander Renda de Aluguéis nesta quarta-feira (24). Por volta das 12h15, o FII registrava a segunda maior queda do IFIX hoje, com um recuo de 1,7%, a R$ 42,18.
Vale relembrar que o fundo aluga quatro unidades do condomínio WT Morumbi, localizado na cidade de São Paulo, para a companhia, que atua no modelo de escritórios flexíveis.
Considerando a distribuição da receita do fundo por inquilino, a WeWork é a quarta maior locatária do portfólio.
A gestora e a administradora do fundo afirmam que as "medidas judiciais cabíveis serão ajuizadas em breve, seguindo o contrato e a legislação vigente". Ambas tentam desde junho cobrar o aluguel devido e, segundo o último relatório gerencial do FII, avaliam retomar as áreas locadas para a WeWork caso ela siga inadimplente.
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Vale destacar que o impacto nos dividendos pagos aos mais de 40 mil cotistas do SARE11 não foi divulgado dessa vez. No mês passado, o FII calculava que haverá um efeito negativo de R$ 0,05 por cota nos proventos.
E a distribuição de fato caiu: o fundo pagou R$ 0,30 por cota em junho, cifra pouco mais de 9% inferior ao depósito feito aos investidores em maio. Confira abaixo o histórico de distribuição:

Procurada pelo Seu Dinheiro, a WeWork não enviou um posicionamento até a publicação desse texto, que será atualizado caso a companhia mande uma nota.
Vale relembrar que a empresa passa por um processo de recuperação judicial após enfrentar dificuldades financeiras durante a pandemia de covid-19.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o plano de RJ da companhia foi aprovado no final de maio e inclui uma reestruturação que deve transformá-la em uma empresa menor e privada. Não há detalhes, porém, sobre a situação da operação no Brasil.
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