🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

REPORTAGEM ESPECIAL

Exclusivo: Controladores da Méliuz (CASH3) montam posição em opções com ações da empresa, que quer apertar “pílula de veneno”

Ações da Méliuz (CASH3) dispararam mais de 15% após empresa divulgar que pessoas ligadas ao controle “venderam opções de venda” de ações da companhia

Ana Paula Ragazzi
12 de junho de 2024
15:22 - atualizado às 15:37
Aplicativo da Méliuz (CASH3) aberto num smartphone
Aplicativo da Méliuz (CASH3) aberto num smartphone - Imagem: Méliuz

As últimas semanas foram movimentadas na base acionária da Méliuz (CASH3). Isso porque os controladores da empresa de cashback montaram no mês passado uma posição em opções de ações, em uma operação que coincide com a entrada de dois investidores com perfil ativista no capital da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda como pano de fundo, o conselho da Méliuz tenta emplacar uma nova distribuição do caixa aos acionistas, além de mudanças no estatuto que podem dificultar ainda mais a tomada de controle da companhia em uma oferta hostil.

Nesta terça-feira (11), as ações da Méliuz ficaram entre as maiores altas de toda a B3, com uma disparada de mais de 15% e giro financeiro bem acima da média.

A alta ocorreu depois de a empresa divulgar que pessoas ligadas ao controle “venderam opções de venda” de ações da companhia em maio. O total da operação representa perto 1,5% do capital da Méliuz, nas contas de um analista.

Controladores otimistas?

A informação está em formulário publicado mensalmente por todas as companhias abertas e que deve detalhar as movimentações com ações da empresa de pessoas ligadas ao controle, conselho de administração e diretoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Em tese, a operação pode ser lida como uma sinalização de que o controlador está otimista com a empresa, já que ele ganha algum dinheiro se a put [opção de venda] virar pó, e isso acontece com a ação subindo”, disse um gestor. “Se a ação cair, ele estará obrigado a comprar ações.” 

Leia Também

No entanto, um analista observa que as quantidades das operações de venda são pequenas, e no meio delas ainda há uma “compra de opção de venda”.

“A operação daria um ganho marginal aos controladores talvez entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Se forem exercidos, o que nunca é bom para quem vende essas opções, o prejuízo pode ser maior.” As opções de CASH3 têm pouca liquidez.

Outro gestor observa que é raro ver controladores operando com ações da própria empresa. Um dos casos recentes foi o de Sergio Zimerman, fundador da Petz, que elevou a participação na empresa de 29,7% para 49% por meio de derivativos nos meses anteriores ao anúncio de fusão com a Cobasi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem manda na Méliuz (CASH3)

A Méliuz tem um bloco de acionistas de referência que detém 22,6% da companhia. Os dois fundadores têm as maiores posições nesse bloco: Israel Fernandes Salmen (15,4%); e Ofli Guimarães, através do veículo ORG investimentos, detém 5,1%.

Guimarães é presidente do conselho de administração da empresa; Salmen é vice-presidente do conselho e presidente da Méliuz.

Além deles, completam o bloco Lucas Figueiredo (1,7%) e André Amaral Ribeiro (0,5%), que também são do conselho e da diretoria estatutária da empresa. 

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Méliuz não respondeu ao pedido de entrevista até a publicação desta matéria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Redução de capital e novos acionistas

O formulário divulgado pela empresa não identifica qual ou quais controladores fizeram as opções de venda. Essas operações foram feitas entre os dias 17 e 31 de maio — dias depois de alguns eventos divulgados pela Méliuz.

No dia 13 de maio, a companhia informou que duas gestoras que vêm protagonizando disputas pelo comando de empresas nos últimos meses estão fazendo posições relevantes em seus papéis.

A ARC, de Sergio Firmeza Machado, declarou ter 5% da Méliuz. Vale lembra que a gestora, junto da Reag, se envolveu em eventos recentes que levaram ao afastamento do fundador da GetNinjas após uma proposta de redução de capital. Quem também alcançou participação semelhante foi a WNT.

Ambas disseram que as participações são apenas para investimento e não pretendem interferir no controle. Mas a ARC reforçou que pode avaliar a indicação de um conselheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mesmo dia 13, a Méliuz informou ao mercado que fará uma nova operação de redução de capital social. O anúncio aconteceu apenas um mês depois de ter devolvido R$ 210 milhões aos acionistas. A empresa estava com caixa acumulado depois da venda do Bankly, subsidiária de banking as a service (BaaS), para o Banco Votorantim.

Na divulgação de resultados do primeiro trimestre, a Méliuz informou que sua saúde financeira é sólida: “Estamos gerando caixa operacional, não temos dívidas e possuímos um caixa de R$ 466,7 milhões, mesmo após a redução de capital realizada em abril deste ano.”

A empresa convocou para o próximo dia 19 de junho uma assembleia que vai deliberar sobre a nova redução de capital, desta vez de R$ 220 milhões “por considerá-lo excessivo, sem prejuízo financeiro e estratégico para a continuidade da sua operação e estratégia”.

Méliuz (CASH3) quer pílula mais venenosa

Mas a proposta da assembleia também trouxe outro tema para apreciação dos acionistas, não mencionado no fato relevante. A convocação prevê a aprovação de uma alteração estatutária para ajustar o critério de precificação de uma eventual Oferta Pública (OPA) por Atingimento de Participação Relevante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A regra atual diz que o preço numa eventual OPA não pode ser inferior ao maior valor entre o valuation da companhia determinado por um avaliador especializado; ou 150% do preço das ações no mais recente aumento de capital.

A administração da Méliuz quer elevar esse percentual para 180%. O objetivo é “assegurar a continuidade das boas práticas de governança e preservar o valor da companhia para todos os acionistas”.

O estatuto prevê ainda que o acionista que atingir mais de 20% das ações deverá fazer uma OPA por toda a empresa.

A opção do Banco BV

Para completar o quadro, o Banco BV adquiriu uma participação minoritária de 3,85% da Méliuz quando fechou o negócio da compra do Bankly. Na ocasião, pagou R$ 1,50 por ação e ficou com a opção de comprar as ações do bloco de controle em 24 meses, corrigido pelo CDI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fechamento dessa transação como BV (dezembro 2022), a Méliuz valia R$ 1,02 bilhão. Mas vale lembrar que, no pico de julho de 2021, a companhia chegou a valer R$ 10 bilhões na B3.

A companhia chegou à bolsa na onda de IPOs de tecnologia durante a pandemia. Mas teve dificuldades de entregar resultados esperados e fez aquisições complexas, como o próprio Bankly. 

Mesmo com a alta de 15% de ontem, o valor de mercado da Méliuz chegou a R$ 535 milhões. Ou seja, praticamente empatava com o que ela tinha em caixa (R$ 466,7 milhões). De acordo com um gestor, o BV tem um waiver numa eventual OPA para ficar com o controle da companhia. Os controladores não estão sujeitos à poison pill.

LEIA TAMBÉM:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar