Efeito Moody´s passa e dólar sobe a R$ 5,4735; Ibovespa renova série de mínimas no dia e cai 1,38%, aos 131.671,51 pontos
Lá fora, as bolsas em Nova York e na Europa operaram no vermelho, pressionadas pela escalada dos conflitos no Oriente Médio

Se o que é bom dura pouco, o efeito da elevação do rating do Brasil pela Moody´s passou e nesta quinta-feira (03) o Ibovespa renova uma série de mínimas intradia, enquanto o dólar volta à casa dos R$ 5,50 na máxima do dia.
Além da atenção ao exterior com a escalada do conflito no Oriente Médio — que também pesa sobre as bolsas norte-americanas — por aqui, os mercados voltaram a se concentrar nas questões fiscais diante da possibilidade de descumprimento do arcabouço fiscal.
Ao comentar o resultado deficitário do governo central em agosto, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse nesta manhã que o segundo semestre será marcado por uma acomodação do crescimento das despesas que deixará a dinâmica de 2024 mais compatível com o arcabouço fiscal, na comparação com o primeiro semestre.
Em agosto, a alta real dos gastos foi de 2%, enquanto as receitas cresceram quase 10%, segundo Ceron, "corroborando o processo bem consolidado" de recuperação da base de receitas.
Já a economia brasileira segue dando sinais de aquecimento. O índice de gerente de compras (PMI) sobre a atividade do setor de serviços do Brasil subiu para 55,8 pontos em setembro, de 54,2 em agosto, de acordo com dados divulgados pela S&P Global.
O Ibovespa acabou encerrando o dia com baixa de 1,38%, aos 131.671,51 pontos, depois de chegar na mínima de131.176,49 pontos, ante máxima de abertura aos 133.513,79 pontos.
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Dólar avança na contramão do Ibovespa
O dólar à vista já começou o dia em alta, voltando passar de R$ 5,50. Na máxima intradia, a moeda norte-americana alcançou R$ 5,5113.
Além da questão fiscal brasileira, que voltou ao radar dos investidores, as tensões no Oriente Médio também mexem com o mercado de câmbio.
Segundo especialistas, a valorização externa do dólar reflete o risco de o conflito no Oriente Médio sair do escopo regional e se tornar mais amplo, com participação direta dos aliados de Israel, como EUA e França, e do Irã, como Rússia e China, nos confrontos.
O dólar à vista acabou encerrando o dia com alta de 0,53%, a R$ 5,4735.
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As bolsas lá fora
As bolsas lá fora seguiram tendo um início difícil em outubro, com as tensões crescentes no Oriente Médio diminuindo o entusiasmo dos investidores por ativos mais arriscados.
Depois que as ações caíram na terça-feira (01) com o Irã lançando uma chuva de mísseis contra Israel, os investidores agora estão se preparando para mais incertezas, pois Israel inicia uma operação terrestre no Líbano.
Assim como o Ibovespa, em Nova York, as bolsas fecharam no vermelho, com as preocupações sobre as tensões no Oriente Médio preocupando os investidores um dia antes da divulgação do payroll.
O principal relatório de emprego dos EUA referente a setembro será conhecido amanhã e tem potencial para mudar os rumos da política monetária norte-americana.
Na Europa, as principais bolsas da região também passaram o dia em baixa.
Os crescentes temores sobre a situação do Oriente Médio também elevam os preços do petróleo. Os futuros do WTI, referência nos EUA, e do Brent — a referência global — subiram mais de 5% hoje.
FUTURO NEBULOSO
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