De pote em pote: Tupperware busca salvação em novo acordo com credores para evitar falência, mas ações continuam a derreter em Nova York
Papéis da marca de utensílios de cozinha caem quase 50% nesta quarta-feira (23) após oferta de credores para comprar parte da empresa

Um dia após o anúncio do acordo que pode salvar a Tupperware da falência e dar um novo dono à icônica marca de potes, o mercado ainda não está muito otimista com as ações da companhia, que está em recuperação judicial desde o mês passado nos Estados Unidos.
No dia 17 de setembro, em meio aos rumores de falência da Tupperware, os papéis da companhia encerraram o pregão em queda de 57,51%, negociados a US$ 0,50 em Wall Street. Um mês depois, as ações caíam quase 50% nesta quarta-feira (23), a US$ 0,20.
Na terça-feira (22), a Tupperware anunciou que vai ser vendida para um grupo de credores. Além de livrar a empresa da falência, o acordo vai tirá-la da recuperação judicial e permitir à companhia preservar a marca e alguns de seus principais ativos.
Segundo os termos preliminares, os credores comprarão a Tupperware em dinheiro e crédito.
O grupo comprador, composto por credores como a Stonehill Capital Management, Alden Global Capital e uma mesa de operações do Bank of America, pagaria US$ 23,5 milhões em dinheiro e trocaria US$ 63,8 milhões em dívidas por participação acionária na Tupperware.
Vale lembrar que, no pedido de recuperação judicial, a empresa informou que possui ativos avaliados de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão e US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões em passivos. Já o número de credores da marca varia entre 50 mil e 100 mil.
Leia Também
“Após anos de luta com um balanço patrimonial alavancado e um modelo operacional desatualizado, a transação marcaria um novo dia para a marca icônica”, afirmou a empresa em comunicado.
“A transação está contemplada para ser estruturada como uma venda privada de toda a propriedade intelectual necessária para criar e comercializar a marca e os produtos premiados da Tupperware, além dos ativos operacionais nos Estados Unidos e outras subsidiárias estrangeiras”.
Segundo a companhia, o acordo deve ser concluído até o final deste mês e está sujeito à aprovação do Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito de Delaware. Após o fechamento da venda, a Tupperware será comandada pelo Lender Group.
Os próximos passos
Sob nova direção, a Tupperware será reconstruída com uma mentalidade de startup, usando uma metodologia ágil em fases dinâmicas, segundo o comunicado da empresa.
Na fase de reestruturação, o foco inicial será nos principais mercados globais da marca, incluindo Estados Unidos, Canadá, Brasil, China, Coreia, Índia e Malásia.
No entanto, algumas operações com “passivos pesados” serão encerradas, de acordo com a Tupperware. "Fechar partes da empresa será uma decisão difícil, mas necessária para proteger o futuro da marca Tupperware”, afirmou a CEO da empresa, Laurie Ann Goldman.
- “Preferimos estar concentrados em empresas de alta qualidade de execução”, diz a analista Larissa Quaresma; veja as 10 ações que compõem seu portfólio atual
A recuperação judicial da Tupperware
No mês passado, a Tupperware entrou com um pedido de recuperação judicial — Chapter 11 da lei de falências nos EUA — para facilitar o processo de venda do negócio enquanto continua operando.
Nos últimos anos, a empresa enfrentou diversos desafios, como a concorrência de outras marcas e a mudança nos hábitos de consumo, além da queda nas vendas.
Em outubro de 2023, a Tupperware anunciou formalmente uma reestruturação das dívidas com os credores e substituiu o CEO Miguel Fernandez e vários membros do conselho, nomeando Laurie Ann Goldman como nova diretora presidente da companhia.
Fundada em 1946, a marca de utensílios para cozinha viu sua popularidade explodir na década de 1950, quando as mulheres da geração pós-guerra realizavam "festas Tupperware" em suas casas para vender potes para armazenamento de alimentos.
*Com informações da Bloomberg
AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual