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RESUMO DO DIA: O dia mais esperado do mês chegou e não é porque ele marca o fim de janeiro. Hoje era o dia da 'Super Quarta', aquele com decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil — e ela trouxe surpresas para o mercado.
Apesar da expectativa pelo Copom, a decisão do Federal Reserve (Fed) foi o grande destaque do pregão de hoje. O banco central norte-americano manteve os juros na faixa de 5,25% a 5,5% ao ano, o mais alto patamar em 22 anos, como era amplamente esperado.
Mas o comunicado pegou os gringos de surpresa ao sinalizar que o Fed "ainda não está pronto para cortar os juros". Durante a coletiva de imprensa, o presidente do BC dos EUA, Jerome Powell, injetou mais cautela ao afirmar que a redução em março é "improvável".
O resultado foi Wall Street em queda, com o Nasdaq recuando mais de 2% e o Dow Jones perdendo 300 pontos, enquanto o S&P 500 baixou mais de 1%.
Na B3, a história foi completamente diferente. A bolsa brasileira fechou o último pregão no azul, na tentativa de compensar as perdas do restante do mês.
O Ibovespa terminou o dia com alta de 0,28%, aos 127.752 pontos. Em janeiro, porém, o índice recuou 4,79%.
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Já o dólar fechou a sessão a R$ 4,9374, com baixa de 0,16%. No mês, a moeda norte-americana avançou 1,73%.
Os investidores aguardam agora a decisão do Copom, prevista para depois do fechamento dos mercados. A maioria do mercado aposta em uma nova redução de meio ponto percentual na Selic hoje, levando a taxa para o patamar de 11,25% ao ano.
Confira o que movimentou os mercados nesta quarta-feira (31):
Em janeiro, o Ibovespa acumulou queda de mais de 4%, na contramão do avanço das bolsas em Nova York. Sem fatos relevante ao longo do mês, os analistas afirmam que o tom negativo deve-se a uma realização após os fortes ganhos no último bimestre de 2023.
No mês, as ações da Petrobras (PETR4) se destacaram na liderança dos ganhos, na esteira da volatilidade do petróleo no mercado internacional em meio à escalada do conflito no Mar Vermelho.
Confira as maiores altas do Ibovespa em janeiro:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARMES |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 40,45 | 8,62% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 42,16 | 8,16% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 4,97 | 7,34% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 7,92 | 6,31% |
| UGPA3 | Ultrapar ON | R$ 28,17 | 6,26% |
Na ponta negativa, Gol liderou as perdas com o início da recuperação judicial da companhia nos Estados Unidos. Ontem (30), a B3 excluiu as ações da companhia nos principais índices, entre eles o Ibovespa, em meio à cautela e possibilidade de processo de reestruturação da empresa aérea também no Brasil.
Confira as maiores quedas do Ibovespa em janeiro:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARMES |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 2,83 | -68,45% |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 7,89 | -30,67% |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 7,88 | -29,83% |
| VAMO3 | Vamos ON | R$ 8,17 | -18,87% |
| BRKM5 | Braskem PN | R$ 17,81 | -18,53% |
O Ibovespa terminou o último pregão do mês em tom positivo.
Entre as maiores altas da sessão, Grupo Soma e Arezzo se destacaram com rumor de fusão das companhias. As conversas para eventual negócio foi confirmado pelo Soma durante a tarde.
Segundo o portal Neofeed, a Arezzo vai adquirir 100% das ações do Grupo Soma. Mas, até o momento não há confirmação e/ou previsão de conclusão da operação.
As ações cíclicas também ganharam força na esteira do fechamento da curva de juros brasileira.
Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 7,92 | 16,81% |
| ARZZ3 | Arezzo ON | R$ 62,59 | 12,09% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 2,10 | 6,06% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 4,97 | 5,07% |
| LWSA3 | LWSA ON | R$ 5,46 | 4,00% |
Na ponta negativa, Raia Drogasil liderou as perdas após o Citi rebaixar a recomendação neutra para a venda das ações.
Santander também ficou entre as baixas com a reação dos investidores aos
resultados do quarto trimestre e do acumulado do ano de 2023. O lucro trimestral ficou bem abaixo das estimativas do mercado.
No ano, o lucro do banco espanhol foi de R$ 9,383 bilhões, uma queda de 27,3% na comparação com o ano anterior.
Confira as maiores quedas do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 25,30 | -3,62% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 13,66 | -2,78% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 10,41 | -2,07% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 32,34 | -1,97% |
| SANB11 | Santander Brasil units | R$ 28,65 | -1,88% |
O Ibovespa encerrou o último pregão do mês com alta de 0,28%, aos 127.752,28 pontos.
Por aqui, as decisões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil concentraram as atenções dos investidores.
Os dados do mercado de trabalho brasileiro ficaram em segundo plano.
O desemprego no Brasil caiu e fechou 2023 no nível mais baixo desde 2014. A taxa de desocupação ficou em 7,4% no trimestre encerrado em dezembro. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Assim como o último dia do mês, o Ibovespa ficou na contramão de NY ao longo de janeiro. Enquanto os índices de Wall Street renovaram as máximas históricas, o principal índice da bolsa brasileira acumulou quedas.
Em janeiro, o Ibovespa recuou 4,79%.
O Federal Reserve (Fed) fez um verdadeiro strike em Wall Street ao deixar claro que não tem confiança suficiente para começar a cortar os juros nos EUA agora. Como esperado, o banco central norte-americano manteve a taxa referencial na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Para piorar, o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, sinalizou em coletiva de imprensa que o afrouxamento monetário não deve começar em março, como os investidores especulam há algum tempo.
A combinação do comunicado de política monetária mais duro com a declaração de Powell derrubou as bolsas em Nova York, enquanto os yields (rendimentos) dos títulos de dívida do governo norte-americano, os chamados Treasurys, subiram e passaram a rondar a casa dos 4%.
Confira a variação e a pontuação, sujeitas a ajustes, dos principais índices de ações de Nova York após o fechamento turbulento de hoje:
Apesar do tom negativo no último dia do mês, os índices acumularam fortes ganhos nos primeiros 31 dias de 2024.
Em janeiro, o Dow Jones subiu 1,22%; o S&P 500 avançou 1,59% e o Nasdaq acumulou ganhos de 1,02%.
O dólar encerrou a sessão a R$ 4,9374, com queda de 0,16% no mercado à vista.
A moeda norte-americana foi pressionada pela decisão do Fed em manter os juros inalterados, na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, com a sinalização de que o BC dos Estados Unidos não "está pronto para iniciar os cortes" em breve.
Durante a entrevista coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que é "improvável" uma redução dos juros em março — na contramão do que o mercado já havia precificado.
Os contratos mais líquidos do petróleo fecharam em queda superior a 2% em reação ao aumento nos estoques do petróleo nos Estados Unidos na semana.
Os futuros do petróleo Brent para março terminaram o dia com baixa de 2,36%, a US$ 80,55 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Já os futuros do Brent caíram 2,53%, a US$ 75,85 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 1,234 milhão de barris na semana encerrada em 26 de janeiro, a 421.912 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia do país. A previsão era de queda de 800 mil barris.
O Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano nesta quarta-feira (31), mas foi o comunicado que trouxe a decisão que perturbou as bolsas em Nova York.
O banco central norte-americano disse no documento que não está pronto para começar a cortar os juros nos EUA.
“O Comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo dos juros até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%”, diz o comunicado.
A declaração caiu como um balde de água fria em Wall Street, que viu o S&P 500 e o Nasdaq caírem mais de 1% imediatamente após a divulgação da decisão sobre os juros, enquanto os yields (rendimentos) dos títulos de dívida do governo norte-americano, os chamados Treasurys, subiram. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Durante a entrevista coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, expôs a condição para que a porta do afrouxamento monetário seja aberta: o mercado de trabalho.
"Se víssemos uma inesperada fraqueza no mercado de trabalho, poderíamos cortar os juros mais cedo", disse Powell há pouco.
"Estamos em modo de gerenciamento de risco, entre mudar os juros muito cedo ou muito tarde."
Ainda de acordo com o dirigente, a economia ainda não atingiu o soft landing, "pouso suave" em inglês, que é quando a economia tem uma desaceleração lenta e gradual sem uma recessão.
O Ibovespa renovou a máxima há pouco a despeito do recuo das bolsas de Nova York após a decisão do Federal Reserve.
O principal índice da bolsa brasileira sobe 1,67%, aos 129.530 pontos.
Em meio à coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell, o dólar perdeu força ante moedas globais como euro e libra.
O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de divisas fortes como euro, iene e libra, cai 0,32%, aos 103.071 pontos.
Na comparação com o real, a moeda norte-americana acelera perdas com recuo de 0,36%, a R$ 4,9279, próximo da mínima intraday.
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, iniciou a coletiva de imprensa há pouco sobre a decisão do BC norte-americano manter os juros inalterados pela quarta vez consecutiva e sinalizar de que ainda "não está pronto" para reduzir a taxa em breve.
Nas falas iniciais, Powell afirmou que o colegiado tem visto os efeitos do aperto monetária na inflação, em desaceleração, mas ainda acima da meta de 2%.
"Precisamos ter mais confiança para garantir que inflação irá voltar à meta", disse Powell. Ele também afirmou que os juros "devem estar no pico deste ciclo".
"Mantido o quadro, será apropriado a começar a cortar os juros em algum momento do ano. Porém, ainda há incertezas."
Vale mencionar que o comunicado retirou o trecho de possível retomada de alta nos juros.
O Federal Reserve (Fed) entrou em campo nesta quarta-feira (31) com a partida definida antes mesmo de a bola rolar: 95% dos investidores esperavam a manutenção dos juros na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano — o maior patamar da taxa referencial em 22 anos nos EUA.
E foi o que aconteceu: os membros do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) terminaram a partida de hoje confirmando o placar dos juros inalterados, mas o comunicado trouxe aquela surpresinha que torna o campeonato mais emocionante.
"Ao considerar quaisquer ajustes no intervalo-alvo dos juros, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos. O Comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo dos juros até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%".
Comunicado do Fed de 31 de janeiro de 2024
Esse trecho torna mais explicito o entendimento do Fed de que o corte dos juros vai seguir no banco de reservas por enquanto: eles não devem cair até que o Fed tenha certeza de que a inflação está em uma trajetória sustentável de desaceleração na direção da meta de 2% ao ano.
Embora a decisão dos juros inalterados na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano já estava precificada pelo mercado, o comunicado do Federal Reserve (Fed) trouxe uma surpresa pouco agradável aos investidores e analistas do mercado financeiro.
O documento afirma que o Fed "ainda não está pronto para iniciar o ciclo de cortes" nos juros, o que frustra a expectativa do mercado — cujas apostas estavam divididas entre primeira redução em março ou em maio.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de o Fed manter os juros na faixa de 5,25% a 5,50% é de 52,8% em março após a decisão desta quarta-feira (31). Ontem (30), as apostas eram de 58,8%.
Por outro lado, a chance do Fed cortar os juros em março, em 25 pontos-base para o intervalo a 5,00% a 5,25% ao ano, teve leve alta de 40,4% (ontem) para 45,8% hoje.
Após a decisão do Federal Reserve, as bolsas de Nova York acentuaram queda, com destaque para S&P 500 que registrou recuo acima de 1% em reação imediata ao comunicado. Confira:
O Ibovespa, por sua vez, mantém o ritmo de alta próxima a 1%, aos 128 mil pontos. O dólar oscila na linha de estabilidade a R$ 4,94.
O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve os juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano.
A decisão vem em linha com a expectativa do mercado. Mas, para a surpresa dos investidores, o comunicado do Fed frustrou o início do afrouxamento monetário em breve. No documento, o Fomc afirma que a economia não "está pronta para o início de corte nos juros".
Os investidores agora aguardam a coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell, em busca de novas sinalizações.
Em fato relevante, o Grupo Soma (SOMA3) confirmou que há conversas em andamento sobre a eventual fusão com a Arezzo (ARZZ3).
Contudo, a companhia afirmou que a operação pode não ser concluída.
"Não há, no momento, qualquer documento vinculante firmado e, portanto, não se pode confirmar que a operação de fato se realizará", afirma o Soma em fato relevante divulgado na CVM há pouco.
Instantes antes da decisão do Federal Reserve, as bolsas de Nova York operam em queda.
A expectativa é que o Fed mantenha os juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. As atenções, por sua vez, devem estar nas nuances do comunicado e na entrevista coletiva de Jerome Powell na busca por pistas sobre o início do afrouxamento monetário.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro nos Estados Unidos operam em recuo também. Os juros projetados para a dívida de dois anos, mais sensível à política monetária, recua a 4,242%. Os juros para 10 e 30 anos, que são referências para o mercado, caem a 3,965% e 4,208%, respectivamente.
No Brasil, o Ibovespa ignora a cautela de Nova York e se mantém em alta de 1%, acima dos 128 mil pontos.
O dólar opera a nível de estabilidade, a R$ 4,9464 e os juros futuros (DIs) recuam em toda a curva, com destaque para as taxas de Depósitos Interfinanceiros com vencimentos para janeiro de 2025, 2026 e 2027 abaixo dos dois dígitos.
A divulgação de uma notícia sobre uma grande fusão no setor de varejo movimenta as ações hoje na B3. A Arezzo (ARZZ3) está perto de anunciar uma união com o Grupo Soma (SOMA3), de acordo com o portal NeoFeed.
O negócio já estava praticamente fechado desde o último sábado (27), mas ocorreram algumas divergências ao longo dos últimos dias. As conversas foram retomadas e faltam apenas alguns detalhes para que a operação seja feita, ainda segundo o site.
A proposta prevê que os acionistas da Arezzo ficariam com 56% da empresa combinada, e os acionistas do Soma, com 44%, de acordo com o site Brazil Journal.
Quem está cuidando da transação são os respectivos CEOs da Arezzo, Alexandre Birman, e do Grupo Soma, Roberto Jatahy.
As ações da Arezzo (ARZZ3) sobem 11%, a R$ 62 no Ibovespa, em reação a rumores de que a companhia irá anunciar em breve a incorporação do Grupo Soma (SOMA3). As informações são do portal Neofeed.
Os papéis SOMA3 avançam 15,19%, a R$ 7,81.
Ainda segundo o Neofeed, faltam apenas detalhes para que a operação, que será via troca de 100% das ações, seja concluída. Um dos impeditivos são os acionistas institucionais das duas empresas, que não foram consultados sobre os termos do negócios.
Negociadas fora do Ibovespa, as ações da Allos (ALOS3) registram alta de 3,20%, a R$ 24,84 na B3.
Hoje, a companhia reafirmou que as sinergias operacionais esperadas com a integração do negócio ficarão entre R$ 180 milhões e R$ 210 milhões até 2028. A companhia é um resultado da fusão entre a Aliansce e BrMalls.
Em reunião pública com investidores e analistas, o diretor comercial da Allos, Filipe Andrade, afirmou que a "crise as grandes varejistas foi oportunidade para incremento do aluguel". Ainda segundo o executivo, a alavancagem da companhia — ou seja, o endividamento — "está começando a cair e deve cair ainda mais".
"Todos os shoppings do portfólio têm potencial de expansão futura. [...] Vemos, agora, oportunidades de investimentos, como a compra de terrenos", disse Andrade.
As bolsas europeias encerram o dia em queda no aguardo da decisão sobre juros nos Estados Unidos.
Os investidores também reagiram a novos dados econômicos.
A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da Alemanha ficou em 2,9% em janeiro, uma desaceleração na comparação mensal, de 3,7% em dezembro. Os dados preliminares foram divulgados hoje pela agência de estatística do país Destatis.
O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que esperavam uma taxa de 3,1% para o mês.
Confira o fechamento dos principais índices da Europa:
O Stoxx 600, que é um dos principais índices da região, encerrou janeiro com ganhos de 1,5%.
O Ibovespa sustenta alta de 1% e mira os 129 mil pontos antes de decisões sobre política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
Na ponta positiva do índice, as ações cíclicas ganham fôlego em meio ao fechamento da curva de juros futuros (DIs) após dados nos Estados Unidos.
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 2,12 | 7,07% |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 8,13 | 6,97% |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 8,06 | 5,50% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 4,99 | 5,50% |
| LWSA3 | LWSA ON | R$ 5,53 | 5,33% |
Na ponta negativa, Santander lidera as perdas em meio à reação dos investidores aos resultados do quarto trimestre e do acumulado do ano de 2023. O lucro trimestral ficou bem abaixo das estimativas do mercado.
Em 2023, o lucro do banco espanhol foi de R$ 9,383 bilhões, uma queda de 27,3% na comparação com o ano anterior.
Raia Drogasil também recua após o Citi rebaixar a recomendação neutra para a venda e Vale cai na esteira da baixa de minério de ferro na China.
Confira as maiores quedas do Ibovespa até agora:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| SANB11 | Santander Brasil units | R$ 28,36 | -2,88% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 25,60 | -2,48% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 13,82 | -1,64% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 68,37 | -0,60% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 21,18 | -0,42% |
Dizem que os melhores perfumes estão nos menores frascos e foi exatamente o que aconteceu com a Natura (NTCO3). A empresa se desfez da The Body Shop (TBS) em uma transação bilionária e a ação parece pronta para brilhar na bolsa este ano, segundo o Citi.
O banco norte-americano elevou a recomendação da Natura de neutra para compra/alto risco e subiu o preço-alvo de R$ 15 para R$ 21 — o que representa um potencial de valorização de 35,7% sobre o fechamento de terça-feira (30).
A mudança veio justamente da análise de que, após a venda da TBS, a Natura começa 2024 como uma empresa nova e mais enxuta, com um balanço patrimonial significativamente melhor, com um caixa líquido estimado em R$ 700 milhões em 2023.
"Com a complexidade reduzida, a gestão pode agora focar principalmente na integração da Natura e da Avon na América Latina”, diz o Citi em relatório.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência mundial, recuam quase 2% após dados de estoques semanal nos Estados Unidos. Os conflitos no Mar Vermelho seguem repercutindo sobre a commodity, mas em segundo plano hoje.
Os futuros do Brent para março caem 1,82%, a US$ 81 na Intercontinental Exchange (ICE).
Já os futuros do WTI, referência apenas para o mercado norte-americano, registram baixa de 2,22%, a US$ 76,08 o barril.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 1,234 milhão de barris na semana, ante a previsão de queda de 800 mil.
O Ibovespa sustenta alta de 1%, com apetite ao risco dos investidores antes das decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. O índice opera na contramão das bolsas de Nova York.
O dólar à vista opera em leve queda a R$ 4,9420, pressionada por novos dados de emprego.
Os juros futuros (DIs) aceleram o alívio em toda a curva acompanhando a baixa nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Mas, além do foco nos juros, o mercado reage a novos dados de emprego.
O desemprego no Brasil caiu e fechou 2023 no nível mais baixo desde 2014. A taxa de desocupação ficou em 7,4% no trimestre encerrado em dezembro. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já os Estados Unidos criaram 107 mil empregos no setor privado em janeiro, segundo o relatório ADP. Os números vieram abaixo do esperado. A estimativa da Dow Jones previa a abertura de 150 mil postos de trabalho para o mês.
No Giro do Mercado desta quarta-feira (31), Paula Comassetto recebe Larissa Quaresma, da Empiricus Research, e João Piccioni, CIO da Empiricus Gestão, para comentar quais foram as melhores e as piores ações de janeiro.
Ações como Petrobras (PETR4;PETR3), Gol (GOLL4), Casas Bahia (BHIA3) e outras entraram para a lista; O que puxou o desempenho positivo ou negativo destas empresas?
Os convidados também revelam quais são suas recomendações de ações que podem se destacar em fevereiro.
Acompanhe:
As bolsas de Nova York operam sem direção única após a abertura. Enquanto os investidores aguardam a decisão do Federal Reserve sobre os juros e a coletiva de imprensa de Jerome Powell, o mercado reage aos números dos balanços trimestrais.
Em destaque, as ações da Alphabet, dona do Google, caem mais de 5% após a receita do quarto trimestre ficar abaixo do esperado pelo mercado. O recuo da companhia derruba o Nasdaq na abertura.
Confira o desempenho de NY após a abertura:
Ibovespa renova máxima com alta de 1,11%, aos 128.812 pontos.
Na liderança dos ganhos da B3, Gafisa (GFSA3) dispara 12,09%, a R$ 15,21.
As ações ganham impulso após a companhia informar que a acionista Esh enviou um pedido de convocação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar, entre outros temas, a destituição dos atuais membros do conselho e a eleição de novos participantes do alto escalão.
Com a perda de força do dólar no mercado à vista e alívio nos juros dos Treasurys após dados mais fracos do que o esperado de empregos no setor privado dos Estados Unidos, os juros futuros (DIs) recuam em toda a curva.
Acompanhe:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 9,96% | 10,00% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 9,64% | 9,72% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 9,81% | 9,90% |
| DI1F28 | DI Jan/28 | 10,08% | 10,18% |
| DI1F29 | DI Jan/29 | 10,26% | 10,36% |
| DI1F30 | DI Jan/30 | 10,42% | 10,51% |
O movimento de recuo aumenta o apetite por ações cíclicas na B3, que são mais sensíveis aos juros. No radar estão as decisões de política monetária dos Estados Unidos e do Brasil.
O Ibovespa opera nas máximas com alta de 0,85%, aos 128.489 pontos.
O desemprego no Brasil caiu e fechou 2023 no nível mais baixo desde 2014.
A taxa de desocupação ficou em 7,4% no trimestre encerrado em dezembro.
O dado consta da mais recente edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, trata-se da menor taxa de desemprego para um quarto trimestre desde 2014 (6,6%).
O Ibovespa opera em alta, ainda que limitada pelas commodities, nesta quarta-feira (31), que deve ser marcada pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
Na ponta positiva, Natura se destaca com a elevação de recomendação de neutra para compra pelo Citi, com aumento do preço-alvo de R$ 15 para R$ 21, o que representa um potencial de valorização de 35,7% em relação ao fechamento de ontem (30).
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| NTCO3 | Natura ON | R$ 16,17 | 4,52% |
| HYPE3 | Hypera ON | R$ 32,53 | 4,20% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 2,98 | 3,83% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 6,98 | 2,95% |
| IRBR3 | IRB Brasil ON | R$ 40,55 | 2,79% |
Na ponta negativa, Santander lidera as perdas em meio à reação dos investidores aos resultados do quarto trimestre e do acumulado do ano de 2023 e teleconferência com analistas e investidores sobre os números.
Raia Drogasil também recua após o Citi rebaixar a recomendação neutra para a venda.
Confira as maiores quedas do Ibovespa após a abertura:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| SANB11 | Santander Brasil units | R$ 28,41 | -2,71% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 25,86 | -1,49% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 2,84 | -1,05% |
| EMBR3 | Embraer ON | R$ 22,69 | -0,79% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 68,38 | -0,58% |
Após os dados de emprego no setor privado abaixo do esperado para o mês de janeiro, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o dólar perderam força.
Os juros projetados para a dívida de 10 anos opera com baixa a 4,022%, enquanto para 30 anos recuam a 4,252%.
Na comparação com o real, o dólar reduziu os ganhos para alta de 0,18%, a R$ 4,9545. Antes do dado, a moeda norte-americana avançava mais de 0,40%, um pouco acima de R$ 4,96.
Os Estados Unidos criaram 107 mil empregos no setor privado em janeiro, segundo o relatório ADP divulgado há pouco.
Os números vieram abaixo do esperado. A estimativa da Dow Jones previa a abertura de 150 mil postos de trabalho para o mês.
Os dados de dezembro também foram revisados para baixo, de 164 para 158 mil vagas de emprego.
O Ibovespa opera em linha de estabilidade, com queda de 0,01%, aos 127.401 pontos, após a abertura.
Hoje, os investidores reagem aos dados de emprego no setor privado no Brasil, com a divulgação da Pnad, e nos Estados Unidos com o relatório ADP.
Mas, o destaque do dia são as decisões de política monetária. Por aqui, o Copom do Banco Central deve manter o ritmo de corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, levando os juros a 11,25% ao ano.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de o Fomc do Federal Reserve mantenha os juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, com alguma sinalização sobre quando o corte de juros se iniciará. As apostas de redução em março ou em maio estão divididas no mercado.
Os recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam em tom negativo no pré-mercado em Nova York.
Os papéis acompanham a cautela dos mercados antes da decisões sobre política monetária no Brasil e nos Estados Unidos e o desempenho fraco das commodities.
O mercado de commodities opera em tom negativo.
O minério de ferro encerrou as negociações em Dalian, na China, com queda de 3,08%, a US$ 133,83 a tonelada. A forte baixa repercutiu a contração do setor industrial chinês pelo quarto mês consecutivo.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent caem quase 1%, a US$ 81,78 o barril.
E A PRIMEIRA SUPER QUARTA DE 2024 CHEGOU… VOCÊ ESTÁ PREPARADO?
O tópico dominante de hoje inegavelmente gira em torno da política monetária, com os bancos centrais dos EUA e do Brasil anunciando suas decisões sobre as taxas de juros, marcando a primeira movimentação do ano neste sentido.
O Federal Reserve dos EUA revelará sua decisão na parte da tarde, enquanto o Banco Central do Brasil (BCB) fará sua comunicação após o fechamento do mercado local, por volta das 18h30.
O dia foi desafiador na Ásia, principalmente devido às preocupações com a China e os impactos da crise imobiliária no crescimento do PIB, refletidos no índice PMI, que permanece abaixo de 50 pontos, indicando contração.
Além disso, a China está realizando a maior consolidação do seu setor bancário, fundindo inúmeros bancos rurais em grandes entidades regionais, em meio a sinais crescentes de estresse financeiro.
Os mercados europeus também não tiveram um bom início nesta quarta-feira, seguindo a tendência dos futuros americanos, que estão em queda nesta manhã.
Há análises importantes a serem feitas hoje: os resultados da Alphabet (dona do Google) e da Microsoft não foram tão positivos quanto esperado, causando ajustes no pre-market. Similarmente, as ações da Tesla estão em correção após a decisão judicial que invalidou a remuneração de Elon Musk.
O dia será difícil para os nomes de tecnologia.
Na Europa, os investidores estão avaliando os números preliminares da inflação ao consumidor de janeiro em países como Portugal, Alemanha e França.
Ontem, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, indicou que o próximo ajuste nos juros básicos seria um corte, o que foi bem recebido pelos investidores.
O petróleo permanece volátil, negociado acima de US$ 80 por barril, em meio à rejeição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, às principais exigências do Hamas durante as negociações de cessar-fogo.
A ver…
00:57 — E vai continuar caindo
No cenário financeiro brasileiro, já estamos imersos na temporada de divulgação de resultados, com o Santander Brasil apresentando hoje seus números referentes ao quarto trimestre antes da abertura do mercado (foi pior do que o esperado).
No entanto, o foco principal do dia recai sobre a decisão de política monetária. A divulgação da Pnad, prevista para hoje e que deve apontar uma taxa de desemprego de 7,5% no último trimestre do ano passado, passa a ter uma relevância menor diante desse contexto.
Espera-se que o Banco Central do Brasil siga com sua política atual, reduzindo a taxa de juros em 50 pontos-base e sinalizando cortes futuros na mesma linha.
Entretanto, alterações no comunicado do Federal Reserve dos EUA podem ser um fator decisivo, pois cortes de juros por lá podem facilitar as ações das autoridades monetárias latino-americanas, aumentando as chances de encerrarmos o ano com taxas em torno de 9% por aqui.
Há expectativas de que os bancos centrais da América Latina intensifiquem o relaxamento monetário em 2024, se o progresso na desinflação possibilitar ciclos mais acentuados de redução nas taxas de juros.
Apesar disso, o mercado brasileiro ainda enfrenta dificuldades. A Petrobras é uma das exceções que vem se destacando positivamente este ano.
Em uma entrevista recente, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, projetou que o preço do petróleo deve se manter entre US$ 70 e US$ 90 o barril, um patamar similar ao do ano anterior.
Se essa previsão se concretizar, o resultado será positivo para o país. Prates também comentou que a Petrobras está atrasada em relação à transição energética, mas agora está em um processo de mudança.
Sobre o tema, no tocante à energia eólica, o setor tem registrado recordes de instalações, com mais de R$ 300 bilhões investidos.
Em 2023, a energia eólica foi responsável por quase 50% da expansão do setor elétrico, com planos de investir mais R$ 175 bilhões até 2030 (adicionar 25 GW de capacidade, alcançando um total de 55 GW).
Com a introdução da tecnologia eólica offshore na próxima década, a expectativa é de que os investimentos tripliquem, podendo dobrar a capacidade instalada total de energia elétrica do país, atualmente em torno de 200 GW.
Sem dúvida, a narrativa cola bem, em especial com o investidor gringo.
01:50 — O crescimento do Brasil e do mundo
Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima suas previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2024, de 2,9% para 3,1%.
As projeções de crescimento também foram elevadas para os Estados Unidos, indo para 2,1%, para a China, aumentando para 4,6%, e para o Brasil, subindo para 1,7%.
Esse ajuste nas estimativas ocorre em um contexto em que políticas mais rígidas contra a inflação e reduções nos gastos públicos em alguns países são vistas como fatores que contribuem para um crescimento mais moderado do que a média de 3,8% observada nas duas décadas anteriores à pandemia.
Contudo, o FMI destaca que o cenário poderia ser pior.
No caso do Brasil, a melhoria nas condições do setor externo tem sido um ponto de destaque.
Na análise do Boletim Focus desta semana, por exemplo, observa-se um aumento na projeção para a balança comercial, com a expectativa de quase US$ 80 bilhões de superávit neste ano, um resultado considerado muito positivo.
Outro aspecto notável do Boletim Focus é a queda nas expectativas para a dívida líquida em relação ao PIB para todos os anos até 2027, embora seja necessário acompanhar se isso se concretizará na prática.
É importante ressaltar que os dados recentes não foram animadores, com o déficit do Governo Central brasileiro atingindo R$ 230,5 bilhões no ano passado.
Esse valor é o segundo maior da série histórica iniciada em 1997, superado apenas pelo déficit de R$ 230,7 bilhões em 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff (excluindo o ano de 2020 com seu déficit de R$ 940 bilhões devido à pandemia).
Mesmo sem considerar os precatórios de R$ 92,4 bilhões e a questão do ICMS junto aos governadores, o déficit ainda teria sido de R$ 138,2 bilhões, equivalente a 1,27% do PIB (igualmente ruim).
Diante desse cenário complexo, torna-se essencial que o governo brasileiro apresente um plano claro e eficiente o mais rápido possível, mesmo que isso implique revisar a meta fiscal. Agir prontamente nessa direção será fundamental.
02:46 — O peso das Big Techs
As ações de tecnologia nos Estados Unidos continuam a exibir um desempenho notavelmente melhor em 2025 do que no ano anterior, mantendo-se como líderes do mercado.
No entanto, o foco de ontem foi direcionado aos bancos americanos, impulsionado por um relatório do Morgan Stanley que sugeriu a possibilidade de uma redução nas atuais exigências de capital estabelecidas pelas regras da Basileia 3.
Paralelamente, havia uma expectativa considerável em torno dos gigantes da tecnologia, especialmente devido a uma semana repleta de divulgações relevantes.
Microsoft e Alphabet, a empresa-mãe do Google, reportaram resultados bons, mas suas ações enfrentaram quedas nas negociações pós-expediente, o que pode resultar em um dia desafiador hoje.
No calendário financeiro, aguardamos a divulgação de mais resultados empresariais, com destaque para empresas como Boeing, Mastercard, MetLife, Nasdaq, Novartis, Novo Nordisk e Qualcomm.
O ponto alto do dia, contudo, será a decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto.
A expectativa é que o FOMC mantenha inalterada a taxa de fundos federais, entre 5,25% e 5,50%. A principal incógnita é sobre a comunicação acerca de quando ocorrerá o primeiro corte de juros.
Nas últimas semanas, os investidores descartaram a possibilidade de um corte já em março, projetando que ocorra em maio ou junho.
Outro aspecto relevante do dia é o relatório ADP de emprego de janeiro. Resultados mais robustos do que o esperado podem influenciar negativamente o ânimo dos investidores.
03:32 — E a geopolítica da América Latina?
Comumente, a atenção em geopolítica se concentra em áreas como China, Europa, Estados Unidos e Oriente Médio. No entanto, é um equívoco pensar que essas são as únicas regiões enfrentando tensões.
Por exemplo, já mencionei as questões envolvendo Equador e Guiana.
Agora, surge um novo desafio com o Brasil ameaçando anular o acordo que o obriga a comprar o excedente de energia elétrica de Itaipu não utilizado pelo Paraguai.
Conforme o Tratado de Itaipu, cada país tem direito a 50% da energia produzida pela usina hidrelétrica, mas o Paraguai nunca consumiu essa totalidade (usa cerca de 17% do total gerado).
Assim, o Brasil comprometeu-se a comprar toda a energia excedente paraguaia, garantindo a sustentabilidade financeira da usina. A controvérsia, no entanto, gira em torno da tarifa.
O governo brasileiro defende que a tarifa deve ser reduzida após o término do pagamento da dívida pela construção da usina, que ocorreu no final de 2023.
Caso não obtenha o resultado desejado, o Brasil ameaça cancelar o acordo, uma medida sem precedentes. Isso teria consequências drásticas para o Paraguai, forçando-os provavelmente a ceder.
Além disso, os Estados Unidos consideram restabelecer as sanções ao petróleo venezuelano se o país persistir na proibição de uma candidata da oposição se candidatar à presidência.
Maduro, supostamente comprometido a realizar eleições "mais justas" este ano, tem feito esforços contínuos para manter sua posição autoritária.
Uma retaliação dos EUA esfriaria as recentes tentativas de melhorar as relações bilaterais, além de outras medidas punitivas que estão sendo avaliadas pelos americanos contra a Venezuela.
É claro que, se Donald Trump retornar à presidência, qualquer progresso na relação com a Venezuela pode ser desfeito. A tensão não está limitada apenas às regiões historicamente mais turbulentas; até mesmo a América Latina, tradicionalmente mais pacífica, está envolvida nessas dinâmicas geopolíticas. 2024 poderá ser, de fato, um ano marcado por intensos debates geopolíticos, com a América Latina figurando como um ator central nesse cenário.
04:29 — O problema chinês
Há algum tempo, a visão global em relação à China tem se tornado mais pessimista.
Essa tendência começou com a Guerra Comercial iniciada durante a administração Trump e se estendeu aos ataques contínuos da administração Biden.
Adicionando complexidade à situação estão as questões envolvendo Taiwan, os bancos regionais, o setor imobiliário e a desaceleração do crescimento econômico que afetam a nação asiática.
Contudo, parece improvável que a China enfrente uma crise do calibre daquela provocada pelo colapso do Lehman Brothers em 2008.
Embora seja esperada uma desaceleração no crescimento, que deverá se tornar mais evidente nos próximos anos, a China continuará a ser um ator global crucial, independentemente dos esforços para posicionar a Índia como um concorrente de destaque.
A balança comercial chinesa, por exemplo, permanece robusta, evidenciada pela exportação de bens de alto valor agregado não apenas para os EUA, mas também para mercados emergentes e a Rússia.
Portanto, as preocupações sobre um declínio estrutural no crescimento da China, que se intensificaram ontem com a liquidação da Evergrande, uma gigante do setor imobiliário, parecem ser exageradas.
Sim, existem desafios estruturais, especialmente demográficos, mas isso não invalida o fato de que há uma narrativa predominantemente anti-China nos mercados financeiros, tendendo a conferir um tom mais negativo às notícias.
Ainda assim, um país que mantém uma taxa de crescimento entre 4% e 5% nos próximos 10 a 15 anos permanece sendo de grande relevância para a economia mundial.
O trimestre encerrado em dezembro de 2023 teve uma geração de 612 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em setembro (+1,6%).
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mesmo trimestre de 2022, 1,1 milhão de vagas com carteira assinada foram criadas no setor privado até dezembro, alta de 3,0%. (Estadão Conteúdo)
O Ibovespa futuro começou o dia em queda de 0,05%, aos 127.600 pontos. Já o dólar à vista abriu em alta de 0,10%, cotado a R$ 4,9504.
O estrago do calote bilionário da Americanas ainda deixa marcas no Santander (SANB11). A unidade brasileira do banco espanhol registrou lucro líquido de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre de 2023 (4T23).
O resultado foi 30% superior ao do mesmo período do ano anterior, o que à primeira vista pode soar positivo. Mas o crescimento vem justamente da base de comparação fraca em razão das provisões que o banco teve de fazer para cobrir perdas no crédito, incluindo o da varejista.
De todo modo, o lucro trimestral ficou bem abaixo das estimativas do mercado, que apontavam para R$ 2,926 bilhões no quarto trimestre, de acordo com as projeções que o Seu Dinheiro compilou.
Em 2023 como um todo, o lucro do Santander foi de R$ 9,383 bilhões, uma queda de 27,3% na comparação com o ano anterior.
Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram de lado nesta quarta-feira.
A exceção é o Nasdaq futuro, que está em queda firme na esteira do resultado da Alphabet.
A dona do Google tomba no pré-mercado depois de reportar receitas com publicidade aquém das expectativas.
Os demais índices oscilam entre leves altas e baixas à espera da decisão de política monetária do Fed.
Confira:
As principais bolsas de valores da Europa abriram sem uma direção clara nesta quarta-feira.
Os índices da região oscilam entre leves altas e baixas enquanto os investidores aguardam a decisão do Fed, programada para a tarde de hoje.
Confira:
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira em queda, refletindo os fracos dados da manufatura chinesa.
Ao mesmo tempo, os investidores demonstraram aversão ao risco antes da decisão de juros do Federal Reserve.
Confira:
Ninguém esperava uma retração nas vendas no varejo da Alemanha na passagem de novembro para dezembro.
O indicador recuou 1,6% no período. A expectativa dos investidores era de uma alta de 0,8%.
Na comparação anual, as vendas no setor varejista alemão caíram 1,7% em dezembro.
No acumulado de 2023, o varejo da maior economia da Europa diminuiu 3,3% em relação a 2022.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou suas projeções para o crescimento econômico conjunto da Ásia.
A entidade elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto da Ásia de 4,6% para 4,7% em 2023. A projeção para 2024 foi elevada de 4,2% para 4,5%. Já em 2025, a economia asiática deve desacelerar para 4,3%.
As estimativas foram atualizadas hoje pelo diretor do Departamento de Ásia e Pacífico do FMI, Krishna Srinivasan.
De acordo com ele, o crescimento econômico deve ser sustentado pela atividade robusta da China e da Índia.
A atividade econômica da China “despiorou” em janeiro. É o que sugerem os índices oficiais de gerentes de compras dos setores de indústria e serviços.
Conhecido pela sigla PMI, o indicador industrial subiu de 49,0 em dezembro para 49,2 em janeiro. Vale lembrar que, abaixo de 50, o indicador sugere contração; acima, expansão.
Já o PMI de serviços avançou de 50,4 em dezembro para 50,7 em janeiro.
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira. Sem direção única nas bolsas do exterior, o principal índice da B3 sentiu o recuo das commodities metálicas e caiu 0,86%, aos 127.401 pontos..
Já o dólar à vista, que inverteu o sinal algumas vezes ao longo do dia, fechou a sessão próximo à estabilidade, com leve recuo de 0,01% e cotado em R$ 4,9454.
Na Ásia, os investidores reagiram negativamente aos problemas envolvendo a ordem de liquidação da gigante incorporadora Evergrande em Hong Kong.
Já na Europa, a bateria de resultados do PIB dos países da Zona do Euro sustentou o apetite dos investidores. Na Alemanha, onde os dados mostraram que a maior economia da região entrou em recessão técnica, os ganhos foram limitados. Ainda assim, todas as principais bolsas do continente fecharam em alta.
Os Estados Unidos seguiram de olho tanto na temporada de balanços quanto na véspera da decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Os investidores repercutiram ainda a divulgações de dados importantes sobre o mercado de trabalho.
Enquanto os analistas previam que a abertura de postos de trabalho recuasse para 8,7 milhões em dezembro, contra 8,925 milhões no mês anterior, o relatório Jolts — publicado pelo Departamento do Trabalho — mostrou a criação de pouco mais de 9 milhões de vagas no país no período.
Os números, junto com um dado também mais forte que o esperado de confiança do consumidor, reduziram as apostas de que o Fed deve cortar juros ainda no primeiro trimestre e seguraram a cotação das bolsas.
O Dow Jones conseguiu recuperar o terreno positivo com o apoio do setor bancário norte-americano, enquanto S&P 500 e Nasdaq seguiram em queda e encerraram a sessão no vermelho.
Nos destaques corporativos, a ação da Gol caiu quase 27% hoje mesmo após entrar em leilão mais de uma dezena de vezes ao longo do pregão. A queda brusca ocorreu pelo segundo dia consecutivo e marcou o último pregão dos papéis GOLL4 no Ibovespa — amanhã ele serão excluídos de todos os índices da B3.
Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (30).
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