Banco BMG (BMGB4) salta 17% na B3 com nova recompra de ações
A companhia anunciou um novo programa de recompra de ações que entrou em vigência hoje

O dia de volatilidade na bolsa brasileira e ações do setor bancário em tom negativo parecem não impactar o interesse e o apetite dos investidores de algumas instituições financeiras na B3 nesta segunda-feira (8).
As ações do Banco BMG (BMGB4), por exemplo, lideram os ganhos da B3 desde a abertura dos negócios e registram alta superior a 17% por volta das 15h (horário de Brasília) — e um ganho de cerca de R$ 105 milhões em valor de mercado em um único pregão.
A forte valorização dos papéis é uma reação do mercado à aprovação de um novo programa de recompra de ações de até 13.273.760 ações preferenciais de emissão própria, sem redução do valor do capital social, o que corresponde a até 10% dos papéis em circulação.
A operação foi anunciada pelo banco na última sexta-feira (5).
Vale lembrar que existem diversos motivos que podem levar uma empresa como o Banco BMG a aprovar um programa de recompra. Entre eles, estão:
- A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
- A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
- Ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
Segundo o banco, a recompra de ações não deve impactar a composição do controle acionário. Além disso, a companhia afirma que a operação não compromete o pagamento de dividendos.
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No primeiro momento, os papéis serão mantidos em tesouraria.
A operação deve acontecer no prazo máximo de 18 meses, entre hoje, 8 de janeiro, e 2 de julho de 2025.
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Além do BMG: outro destaque do setor bancário
Com a volatilidade do mercado e as ações dos bancos em queda em Nova York, em realização de ganhos com os investidores calibrando expectativas antes da temporada de balanços, não é apenas o Banco BMG que dribla a cautela e avança na bolsa.
O BTG Pactual (BPAC11) também se destaca no Ibovespa e opera entre as maiores altas do índice. Por volta das 15h10 (horário de Brasília), BPAC11 registrava avanço de 2,10%, a R$ 37,50. Acompanhe o que movimenta os mercados hoje.
A alta é impulsionada pela perspectiva de que o banco segue como uma das principais empresas financeiras do país, na avaliação do Itaú BBA.
Para os analistas do BBA, o banco oferece um “atraente crescimento de lucros de 22% em relação ao ano anterior e potencial aumento do múltiplo de preço sobre lucro (P/L) dos atuais 11x para os limites superiores históricos de 14x-16x”.
Além disso, na visão do banco, o BTG está entrando em um ciclo de juros mais baixos, “mais forte do que nunca em termos de balanço e plataformas de negócios”, com espaço para crescimento, inclusive com a retomada dos empréstimos de crédito corporativo.
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