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Para o banco, o comportamento recente da moeda americana tem demonstrado um espaço menor para fortalecimento do real à frente
Em meio a um ambiente macroeconômico local e global mais desafiador, o Banco do Brasil aumentou nesta segunda-feira (21) as projeções para a cotação do dólar ao final de 2024 e de 2025. A estimativa para este ano passou de R$ 5,20 para R$ 5,35, enquanto a do próximo no subiu de R$ 5,25 para R$ 5,30.
Para o banco, o comportamento recente da moeda americana tem demonstrado um espaço menor para fortalecimento do real à frente. O dólar acumula alta de 17,2% neste ano, de acordo com informações do Broadcast.
"A cotação da moeda brasileira tem seguido em um patamar relativamente alto nos últimos meses, o que pode ser explicado pela maior incerteza em relação ao desempenho da economia chinesa, do resultado das eleições nos Estados Unidos, do ambiente geopolítico global e das contas públicas domésticas", diz o BB, em relatório.
A estimativa leva em consideração três aumentos sequenciais de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic, nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) de novembro, dezembro e janeiro, até 12,25% no fim do ciclo.
O BB espera ainda um IPCA de 4,40% este ano, desacelerando a 3,60% no fim de 2025.
"Ainda que a perspectiva de aumento do diferencial de juros do Brasil ante os EUA favoreça a moeda brasileira os próximos meses, avaliamos que o espaço para apreciação do real se reduziu até o final do ano", diz o BB.
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Além das projeções do Banco do Brasil, a mediana do relatório Focus para o dólar no fim de 2024 subiu de R$ 5,40 para R$ 5,42, interrompendo uma sequência de três semanas de estabilidade. A publicação semanal do Banco Central compila as perspectivas dos economistas do mercado para indicadores macroeconômicos.
A estimativa intermediária para 2025 se manteve em R$ 5,40 pela segunda semana consecutiva, contra R$ 5,35 quatro semanas atrás.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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