Assaí (ASAI3) sobe quase de 5% após receber luz verde da Receita Federal que “libera” mais de R$ 1 bilhão em bens da rede
A decisão da Receita Federal vem à tona quase quatro anos depois da cisão das operações do GPA e do Assaí

A rede de atacarejo Assaí (ASAI3) figura na ponta positiva do Ibovespa nesta segunda-feira (14) após a publicação de um fato relevante da última sexta-feira (11) que “liberou” R$ 1,265 bilhão em bens da companhia.
O anúncio fez as ações subirem 4,91% por volta de 11h20 de hoje, com os papéis cotados a R$ 7,04 no mesmo horário.
Esse salto na bolsa segue um comunicado da Receita Federal sinalizando com o desbloqueio de bens do Assaí, quatro anos depois da cisão das operações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3).
No fim de setembro deste ano, o Leão estava de olho nos bens do Assaí, avaliados em R$ 1,265 bilhão, por contingências tributárias do GPA. O Seu Dinheiro relembra os detalhes do caso a partir de agora.
O caso Assaí X GPA
O arrolamento da Receita Federal abrange R$ 12,913 bilhões em contingências tributárias do GPA com fato gerador ocorrido até a data da cisão. Desse montante, a Receita Federal considera que R$ 1,265 bilhão são de responsabilidade do Assaí.
Por meio do arrolamento, as transferências de ativos das empresas envolvidas passam a ser monitoradas pela Receita.
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Vale dizer que a medida não representa um bloqueio de fato, apenas que, a partir de agora, o Assaí está obrigado a notificar o fisco sobre eventuais vendas de ativos — o que poderia acarretar em custos para a rede de atacarejo.
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Sem risco para ASAI3?
Apesar da admissão de responsabilidade do Grupo Pão de Açúcar e do salto de hoje das ações, o Goldman Sachs acredita que a notícia não será bem recebida pelos investidores.
Segundo os analistas do banco, o arrolamento dos bens piora a percepção de risco em relação a ASAI3.
"Embora não seja possível prever o resultado, entendemos a possibilidade de um cenário negativo no qual a Receita Federal sobre a fatura do Assaí", afirmam os analistas do Goldman Sachs.
Segundo eles, mesmo que o Pão de Açúcar tenha assumido o compromisso de reembolsar o Assaí, a rede de atacarejo estaria exposta ao risco de descumprimento do acordo.
Já em relação ao Pão de Açúcar, os analistas do Goldman afirmam que o risco já vinha sendo razoavelmente antecipado nos balanços.
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