Altas temperaturas pegam a Lojas Renner (LREN3) desprevenida e provocam revisão para baixo pela XP
Os analistas destacam que as ações da varejista estão descontadas em relação aos níveis históricos, mas ainda não é hora de comprar os papéis

As roupas de frio têm ficado mais tempo no guarda-roupas e nas araras das lojas, com as mudanças climáticas, o fenômeno El Niño e a proximidade do La Niña. Com espaço para mais regatas e camisetas, o clima mais quente voltou a ser o inimigo das Lojas Renner (LREN3).
As altas temperaturas fora do verão têm persistido nas principais cidades do país e, para a XP, isso é um fator negativo considerável para a varejista de moda.
De olho no futuro e nos próximos resultados, a corretora rebaixou a recomendação da ação LREN3 de compra para neutro.
Os analistas da XP destacam que as ações das Lojas Renner estão descontadas em relação aos níveis históricos, mas ainda não é hora de comprar os papéis. Quem já os têm, não é hora de vender.
O preço-alvo também foi revisado para baixo, de R$ 19 para R$ 18, o que ainda representa uma potencial valorização de 23% em relação ao fechamento da última segunda-feira (20).
Em reação, as ações da Lojas Renner (LREN3) caíram de 3,95%, a R$ 14,11 na B3 nesta terça-feira (21). Confira a cobertura de mercados.
Leia Também
- [Relatório cortesia da Empiricus Research] Estrategista-chefe da casa libera conteúdo com recomendações de investimento e comentários sobre o cenário macro. Veja o que Felipe Miranda tem a dizer sobre Israel-Irã, dólar, juros nos EUA e meta fiscal, clicando AQUI.
Lojas Renner e os seus ‘inimigos’
As temperaturas acima da média devem continuar em junho e julho, quando a coleção de inverno é o carro-chefe das companhias de varejo de moda. O que, para a XP, representa um risco para a venda do Dia dos Namorados, após um Dia das Mães mais fraco.
“Contra as nossas expectativas iniciais, as tendências meteorológicas voltaram a ganhar destaque na definição do desempenho dos retalhistas, com tendências inesperadas de temperaturas a prejudicarem recentemente a procura dos consumidores por coleções de outono/inverno”, escrevem os analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Laryssa Sumer, que assinam o relatório.
O exemplo disso é o fenômeno La Niña — uma redução nas temperaturas das águas do Oceano Pacífico — que deve trazer um verão mais ameno no segundo trimestre, depois de quase um ano de efeitos do El Niño.
Por outro lado, o verão ‘mais frio’ também pode ser um risco para as coleções primavera/verão.
Mas o inimigo das Lojas Renner (LREN3) não é apenas o fator climático. Para os analistas da XP, o cenário macroeconômico forma a corrente de ventos contrários para a companhia.
Com um ciclo de cortes na taxa Selic mais lento, aumento da inflação de alimentos e um dólar mais forte pode dificultar a recuperação ‘mais robusta’ do consumo no segundo semestre deste ano.
A combinação de temperaturas elevadas e do cenário econômico impacta, negativamente, na rentabilidade — que está em risco, na visão dos analistas.
Isso porque a Lojas Renner já começou remarcar as etiquetas (SKUs) de inverno e combinar com um mix de produtos mais leves e mais baratos, o que deve limitar a expansão da margem bruta.
Além disso, um desempenho mais fraco da receita também é um desafio para a expansão da margem Ebitda, já que a diluição das despesas (SG&A) depende principalmente da alavancagem operacional.
Impacto do Rio Grande do Sul
No início de maio, a Lojas Renner foi uma das empresas que tiveram as operações impactadas pela crise climática no Rio Grande do Sul.
A companhia fechou temporariamente 4% do total de unidades, além do impacto no fornecimento de produtos de parceiros.
Ao todo, a empresa opera 72 lojas no estado (11% da presença total) em 35 cidades, das quais apenas duas cidades (Capão da Canoa e Carazinho, ambas com uma loja cada) não foram impactadas, segundo a Defesa Civil do estado.
Na avaliação da XP, os efeitos das enchentes no estado gaúcho podem representar um desafio adicional para o desempenho da companhia na segunda metade do ano. A estimativa é de que cerca de 10% das vendas brutas de 2024 estarão expostas a esse risco — que deve permanecer no restante do ano.
Vale lembrar que a Lojas Renner registrou um lucro de R$ 139,2 milhões no primeiro trimestre, quase o triplo dos R$ 46,8 milhões reportados um ano antes.
Na mesma base de comparação, as receitas subiram 5%, para R$ 2,91 bilhões.
Já o segundo trimestre tende a ser mais fraco, segundo a XP. Mas o efeito deve ser sentido no lucro líquido com maior intensidade em 2025.
- Já sabe onde investir agora que as empresas estão divulgando seus balanços do 1T24? Veja análises completas da Empiricus Research e saiba se você deve comprar, vender ou se manter neutro em cada uma das principais ações da bolsa. Clique aqui para receber os relatórios GRATUITOS.
DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG