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Empresa anunciou a prorrogação contrato de fornecimento de pás eólicas com a Vestas por mais dois anos e, assim, consegue maior previsibilidade nas receitas
A fabricante de pás eólicas Aeris Energy (AERI3) enfrentou uma série de ventos contrários desde que estreou na B3, em novembro de 2020. Mas um grande negócio anunciado pela companhia deu um sopro de ânimo aos investidores no pregão desta terça-feira.
Isso porque a empresa prorrogou o contrato de fornecimento com a Vestas Wind Systems, um de seus principais clientes, até o fim de 2028. O compromisso anterior entre as companhias valia até 2026.
O negócio faz as ações da Aeris (AERI3) dispararem 10,59% por volta das 11h40 na B3, a R$ 0,94. A empresa vale hoje pouco mais de R$ 1 bilhão na B3.
Com o contrato, a Aeris prevê um aumento no potencial de ordens de fornecimento de pás eólicas em capacidade equivalente a 8,8 gigawatts. Isso significa aumento líquido de receitas de até R$ 7,6 bilhões até o fim do prazo do contrato, de acordo com a Aeris.
Com sede na Dinamarca, a Vestas é uma das maiores fabricantes globais de turbinas eólicas, com projetos em 88 países.
A Aeris é fornecedora da companhia desde 2015 e já efetuou entregas de pás eólicas que resultam em mais de 8,5 gigawatts de potência, tanto para o mercado doméstico quanto para exportação.
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O negócio com a Vestas traz a perspectiva de uma maior previsibilidade nas receitas da Aeris. Ou seja, diminui o risco das ações, de acordo com o BTG Pactual.
"Mais importante ainda, diante dos níveis de valuation depreciados da Aeris, acreditamos que os investidores não estão dando o benefício da dúvida em relação à capacidade da empresa de prolongar a duração e a capacidade da carteira de pedidos", escreveram os analistas do banco, em relatório.
Mesmo com a disparada de hoje, as ações da Aeris acumulam uma perda de mais de 80% na B3 desde o IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês).
Lembrando que a empresa reforçou o caixa com uma nova oferta de ações no fim do ano passado. Aliás, foi o BTG quem garantiu a demanda pelos papéis na ocasião.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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