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A performance representa uma forte recuperação ante às perdas registradas pelo Pão de Açúcar nos últimos dias
Em um dia no qual os mercados globais amargaram duras perdas, as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) viveram uma realidade completamente oposta ao restante da bolsa brasileira nesta segunda-feira (5).
Os papéis registraram a maior alta do Ibovespa hoje com ganhos de 14,98%, a R$ 3,07.
Além de contrariar a sangria vista no restante do mercado — veja aqui o que causa o "terremoto financeiro de hoje —, a performance também representou uma recuperação ante às perdas registradas pelo Pão de Açúcar nos últimos dias.
As ações da companhia iniciaram agosto no vermelho e lideraram a ponta negativa do Ibovespa na semana passada, com uma queda acumulada de 13,39% no período.
Na ocasião, os papéis reagiram à frustração do mercado quanto às negociações envolvendo a venda de ações da companhia pelo grupo francês Casino para os chilenos da Cencosud — que, no Brasil, são donos do Giga Atacadão.
Na semana passada, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou que o Casino estaria em tratativas para vender sua participação de 22,5% no GPA.
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Mas na última terça-feira (16), o GPA negou que estivesse ciente da negociação com a rede chilena ou com qualquer outra empresa.
No domingo (4), um novo capítulo foi acrescentado à novela quando o colunista voltou a publicar a respeito do futuro das ações detidas pelo Casino.
De acordo com Lauro Jardim, não irá mais considerar ofertas pela fatia e decidiu vender os papéis "sem pressa" no mercado.
Se concretizado, o movimento deve transformar o Pão de Açúcar em uma corporation, como são chamadas as companhias sem um bloco de controle e de capital pulverizado.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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