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O balanço mais forte que o esperado da Gerdau provocou uma forte alta nos papéis, enquanto a Alpargatas recuou mesmo após reportar resultados positivos no trimestre
A semana foi movimentada no mercado brasileiro e internacional. E dois dos principais eventos desta semana — a eleição presidencial nos Estados Unidos e a temporada de balanços local — impulsionaram as ações das campeãs de alta dos últimos cinco dias: Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e Gerdau (GGBR4).
Vale relembrar que a Metalúrgica Gerdau é a holding que controla Gerdau. Por isso, notícias boas para a siderúrgica costumam se refletir em ganhos para os papéis de ambas as companhias.
Foi exatamente ocorreu nesta semana, quando o balanço mais forte que o esperado da Gerdau provocou uma alta de dois dígitos em ambas as ações. Além disso, a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos é outro fator por trás da performance positiva.
A temporada de balanços também ajudou a definir outras posições no ranking de maiores altas do Ibovespa nesta semana. Confira a lista:
| Ação | Variação |
| Metalúrgica Gerdau (GOAU4) | +12,98% |
| Gerdau (GGBR4) | +12,42% |
| Embraer (EMBR3) | +10,98% |
| Magazine Luiza (MGLU3) | +8,35% |
| PetroRecôncavo (RECV3) | +6,85% |
Já na ponta negativa do índice, a leva de resultados do terceiro trimestre não foi suficiente para evitar quedas.
A Alpargatas (ALP4) liderou as perdas da semana mesmo após reverter prejuízo em lucro líquido no período. Os papéis foram negativamente afetados pela alta dos juros futuros, que também prejudicou outras ações de setores ligados ao consumo.
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Veja o ranking de maiores quedas do Ibovespa:
| Ação | Variação |
| Alpargatas (ALPA4) | -9,56% |
| Braskem (BRKM5) | -8,64% |
| Carrefour Brasil (CRFB3) | -7,82% |
| Hypera (HYPE3) | -7,79% |
| BRF (BRFS3) | -6,66 |
De volta ao topo do índice, a performance das ações da Gerdau e de sua controladora foi patrocinada pelo balanço do terceiro trimestre.
Os resultados da mineradora foram mais fortes do que as estimativas do Itaú BBA, segundo um relatório recente. O banco avalia a ação como outperform, o equivalente a uma recomendação de compra.
Na visão do BBA, o destaque ficou para o Ebitda ajustado, medida utilizada pelo mercado financeiro para avaliar a geração de caixa de uma empresa. O indicador atingiu os R$ 3 bilhões no período, com um aumento de quase 15% na comparação trimestral.
Outro fator que agradou os acionistas foi que o balanço veio acompanhado de um anúncio de proventos. Os conselhos de administração da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau aprovaram o pagamento R$ 619,3 e R$ 131,9 milhões, respectivamente. Confira aqui o valor por ação e quem terá direito ao depósito.
Por fim, as perspectivas para os papéis também foram beneficiadas pelo resultado das eleições nos EUA. Para os analistas do BTG Pactual, é possível vislumbrar um futuro promissor para a companhia com Trump à frente da presidência dos Estados Unidos.
Na visão dos analistas, a Gerdau já se posiciona de forma clara com um bom desempenho. As margens Ebitda estão em 17% e os esforços de redução nos custos já mostraram resultados “impressionantes”, diz o BTG, em relatório. O banco recomenda a compra das ações.
Com a geração de caixa mais forte, a expectativa é de que os retornos também cresçam no futuro. Vale ressaltar que a divisão da América do Norte da Gerdau correspondeu a 38% do resultado neste trimestre.
“O primeiro mandato de Trump definitivamente contribuiu para elevar a margen Ebitda da Gerdau nos EUA, de níveis medíocres, entre 7% e 10%, para algo acima de 20%”, dizem os analistas.
Trump já afirmou que pretende fortalecer o mercado interno, o que poderia elevar as tarifas de importação e reduzir as negociações indiretas de aço. Impostos mais baixos e o real mais fraco frente ao dólar tendem a ser positivos para a Gerdau.
Para o analista da Empiricus, Henrique Cavalcante, com as políticas comerciais protecionistas e uma história de apoio ao setor siderúrgico, a expectativa é que os números melhorem na operação da América do Norte. A casa de análise também recomenda a compra dos papéis da Gerdau.
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