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Mas vale destacar que, apesar da forte alta de hoje, os papéis GFSA3 ainda registram um recuo de mais de 63% neste ano
Nesta quarta-feira (7) boa parte do mercado repercute uma nova leva de balanços do segundo trimestre das construtoras. Mas são as ações da Gafisa (GFSA3), que ainda não divulgou os resultados, são o grande destaque positivo entre os papéis do setor imobiliário.
As ações chegaram a saltar mais de 12% mais cedo. Desde então, desaceleram um pouco e, por volta das 11h25, registravam avanço 7,61%, a R$ 2,97.
Mas, apesar da forte alta de hoje, os papéis GFSA3 ainda registram um recuo de mais de 63% neste ano.
No noticiário recente da companhia, um dos destaques é a aprovação de um novo aumento de capital milionário.
O conselho de administração aprovou na última segunda-feira (5) uma operação privada de, no mínimo, R$ 64 milhões e que pode chegar aos R$ 90 milhões a depender da demana.
De acordo com a Gafisa, o objetivo do aumento é capitalizar a companhia e reforçar o caixa para o pagamento de obrigações de curto e médio prazo, incluindo dívidas e "investimentos estratégicos" em novos empreendimentos.
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Quem optar por ficar de fora e não subscrever novas ações poderá ter uma diluição de 18,2% a 50,1% em sua participação na companhia, considerando a faixa de emissão prevista.
Vale destacar ainda que o anúncio do novo aumento de capital ocorre pouco mais de três meses após a Gafisa homologar outra operação do tipo que movimentou R$ 158 milhões. A incorporadora já passou por mais de uma dezena de capitalizações nos últimos três anos.
Outra novidade no noticiário da companhia é uma decisão favorável para Gafisa em uma das frentes da longa batalha que a empresa trava contra um de seus acionistas, a gestora Esh Capital — relembre o caso.
A Câmara de Arbitragem rejeitou um pedido da Esh para unificar dois processos atualmente em curso na CAM.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem, o presidente da CAM rejeitou a tese da gestora de que haveria conexão entre os procedimentos.
Por outro lado, aceitou os argumentos da Gafisa, que alegou que eles estão em fases distintas e "contêm partes e causas diversas". Com isso, os processos serão apurados e julgados de maneira independente.
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