Ação da Azul (AZUL4) já caiu 50% na B3 em 2024, mas os analistas deste banco ainda veem espaço para a aérea arremeter na B3
Embora mantenham a recomendação de compra, os analistas cortaram o preço-alvo para R$ 12,20 — bem abaixo da meta anterior, de R$ 20,10

Depois de uma sequência de prejuízos e uma derrocada de mais da metade do valor de mercado em 2024, a Azul parecia pronta para realizar um pouso forçado. Não à toa, o Goldman Sachs, um dos bancos que possuía visão otimista para as ações AZUL4, decidiu nesta sexta-feira (23) cortar em 40% o preço-alvo dos papéis da aérea.
Os analistas fixaram um novo target de R$ 12,20 para os próximos 12 meses — bem abaixo da meta anterior, de R$ 20,10. Mas mesmo com o corte no preço-alvo, a cifra ainda implica em um potencial de valorização de 57% em relação ao último fechamento.
- O céu é o limite? Ação que já subiu 142% desde setembro ainda tem upside de 73%, segundo a Empiricus; confira o ticker
No entanto, ainda que tenha realizado uma robusta revisão para baixo nas previsões, o Goldman ainda não acredita que é hora de aterrissar de vez — e manteve recomendação de compra para AZUL4.
Tempo fechado para a Azul (AZUL4)
Uma das principais turbulências para a Azul é o recente enfraquecimento do real, que acumula depreciação de quase 13% frente ao dólar em 2024.
Afinal, a maior parte da dívida e custos da Azul — e das empresas áreas de modo geral — é lastreada em dólar. Por esse motivo, uma depreciação da moeda local resulta em impactos diretos na companhia.
Mas no caso específico da Azul, esse movimento é ainda mais exacerbado devido ao elevado patamar de alavancagem da empresa.
Leia Também
O corte no preço-alvo das ações da Azul (AZUL4) pelo Goldman Sachs acontece em meio às expectativas menos otimistas para os números financeiros da aérea depois de mais um balanço negativo no segundo trimestre de 2024.
Veja os destaques do resultado:
- Prejuízo líquido: R$ 3,865 bilhões, contra lucro de R$ 497,9 milhões no mesmo intervalo de 2023;
- Ebitda: R$ 1,052 bilhão (-9% a/a);
- Receita líquida: R$ 4,172 bilhões (-2,3% a/a)
Além dos números menores no trimestre, a empresa revisou o guidance de 2024 para baixo. A nova previsão para o Ebitda foi de uma cifra superior a R$ 6 bilhões — abaixo da projeção anterior de R$ 6,5 bilhões.
Já a estimativa de alavancagem saltou de 3 vezes para 4,2 vezes, resultado do Ebitda atualizado e da desvalorização do real frente ao dólar, que impacta dívidas na moeda norte-americana.
Depois das revisões anunciadas pela própria companhia, o Goldman também decidiu cortar as estimativas para os indicadores da empresa em 2024, com a projeção do Ebitda encolhendo 8%, para R$ 6,3 bilhões no fim deste ano. Já para a receita líquida, a perspectiva caiu 6%.
Então por que o Goldman Sachs ainda recomenda a compra das ações?
À primeira vista, torna-se até estranho buscar os motivos pelos quais o Goldman continuaria a recomendar a compra das ações AZUL4 em meio a tantas perspectivas mais negativas para a Azul.
No entanto, o otimismo — mais conservador — dos analistas tem base em estimativas ainda “essencialmente inalteradas” para 2025.
- Bolsa barata? Veja de graça 10 ações para comprar e aproveitar o ponto de entrada, segundo analista da Empiricus
“Acreditamos que, em um ambiente de mercado racional, a empresa deve ser capaz de repassar custos mais altos para as tarifas e recuperar a lucratividade”, afirmaram os analistas.
Apesar das revisões para baixo, o Goldman manteve a meta de valuation para as ações da Azul a um múltiplo de 4,4 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) para os próximos 12 meses.
Para os analistas, ainda há riscos para a tese de investimento em Azul, como preços de petróleo mais altos do que o esperado, depreciação das moedas locais em relação ao dólar, menor demanda por viagens aéreas e uma competição irracional no setor.
FII DO MÊS
A Selic estacionou, e este é o fundo imobiliário mais indicado por analistas para surfar a pausa
6 de novembro de 2026 - 6:11MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS