A bipolaridade de Wall Street: bolsa de NY têm o melhor dia em mais de um ano e ajuda o Ibovespa — o responsável também é um dado de emprego
Depois que o payroll de julho lançou as bolsas globais a uma das liquidações mais fortes dos últimos anos, um outro dado do mercado de trabalho norte-americano trouxe um novo alívio aos investidores ao redor do mundo
O mesmo motivo que fez a Bolsa de Valores de Nova York fechar no pior patamar em dois anos no início da semana foi a razão para a alta desta quinta-feira (8): o mercado de trabalho norte-americano.
Na segunda-feira (5), as bolsas ao redor do mundo enfrentaram uma forte liquidação, com a fuga dos investidores para ativos considerados mais seguros com os títulos do Tesouro dos EUA e o dólar. O gatilho da venda em massa foi o temor de recessão da economia norte-americana depois do payroll de julho.
O principal relatório de emprego dos EUA mostrou um enfraquecimento do mercado de trabalho, preocupando investidores. Hoje (8), um outro dado de emprego foi o responsável pelo melhor dia de Wall Street em mais de um ano.
- VOCÊ JÁ DOLARIZOU SEU PATRIMÔNIO? A Empiricus Research está liberando uma carteira gratuita com 10 ações americanas pra comprar agora. Clique aqui e acesse.
Por lá, os principais índices fecharam em alta. O Dow Jones subiu1,76%, aos 39.446,49 pontos; o S&P 500 avançou 2,30%, aos 5.319,31 pontos e o Nasdaq teve alta de 2,87%, aos 16.660,02 pontos.
Aqui, o Ibovespa pegou carona nesses ganhos. O principal índice de ações da bolsa brasileira subiu 0,90%, aos 128.660,88 pontos. Já o dólar à vista terminou o dia cotado a R$ 5,5741, uma queda de 0,90%.
No mercado de dívida, o yield (rendimento) do Treasury de 10 anos, considerado um os títulos mais seguros do mundo, foi negociado acima de 4%.
Leia Também
O dado que animou a bolsa
O grande responsável por animar a bolsa aqui e lá foi o dado do seguro-desemprego — que veio abaixo das previsões, ajudando a acalmar algumas preocupações recentes sobre a força do mercado de trabalho.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA chegaram a 233.000 na semana passada, queda de 17.000 em relação à semana anterior e abaixo da estimativa do Dow Jones de 240.000, de acordo com o Departamento do Trabalho norte-americano.
- Quer saber qual é a carteira ideal para você? Ferramenta simula carteira de acordo com seu perfil, objetivo e valor inicial. Confira aqui
O dado vem depois que a abertura de vagas em julho desacelerou mais do que o esperado nos EUA, a 114 mil, e a taxa de desemprego, por sua vez, aumentou para 4,3%.
Esses números mais fracos do payroll de julho levaram muitos investidores a acreditar que talvez o Federal Reserve (Fed) devesse ter agido no mês passado, quando manteve os juros no maior patamar em 23 anos.
O temor é de que, com os juros tão altos — entre 5,25% e 5,50% ano — a economia dos EUA entre em recessão.
O que falta para a bolsa DESLANCHAR? Os 3 gatilhos para o IBOVESPA subir e as ações para AGOSTO
O iene também ajudou
Se a baixa de 12,4% do índice Nikkei — a maior da bolsa japonesa em número de pontos (4.451,28) em apenas um dia e o pior recuo desde o tombo de 14,9% em 20 de outubro de 1987 — foi um dos gatilhos para arrastar as bolsas globais para o vermelho na segunda-feira (5), hoje a história também foi outra na terra do sol nascente.
O iene mais fraco em relação ao dólar também deu suporte para os ganhos de hoje no mercado internacional.
Na segunda-feira(5), a alta da moeda japonesa causou o desmantelamento do chamado carry trade com fundos de hedge.
O carry trade, ou carrego, é a arbitragem conduzida por investidores internacionais de grande porte por meio da qual eles tomam dinheiro emprestado na moeda de um país com taxas de juros baixas e reinvestem o lucro em alguma divisa que permita uma taxa de retorno mais alta.
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas