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Os ataques marcam a maior ofensiva com mísseis russos desde o final de janeiro, e coloca a usina nuclear de Zaporizhzhia de volta ao centro da guerra
O presidente russo, Vladimir Putin, colocou em ação nesta quinta-feira (9) um grande ataque contra a infraestrutura militar ucraniana — uma revanche depois que a região fronteiriça russa de Bryansk foi alvo de uma operação liderada por Kiev.
A capital e outras grandes cidades da Ucrânia, incluindo Lviv, Kharkiv e Odesa, foram atingidas por uma onda de drones russos e ataques com mísseis durante a madrugada, com alertas de ataques aéreos ativados em grande parte do país nas primeiras horas.
Esses ataques continuaram nesta manhã. O chefe das forças armadas da Ucrânia disse que a Rússia disparou 81 mísseis hoje, incluindo seis hipersônicos do tipo “kinzhal”, que a força aérea ucraniana não conseguiu interceptar.
A ofensiva marca o maior dia de ataques com mísseis russos na Ucrânia desde o final de janeiro, quando 11 pessoas morreram depois que dezenas de edifícios foram atingidos em várias regiões do país.
Os ataques, que causaram a morte de pelo menos nove pessoas, colocou novamente Zaporizhzhia — a energia da maior usina nuclear da Europa — no centro da guerra.
A operadora de energia nuclear Energoatom disse que o ataque a Zaporizhzhia significou que o "último elo" entre a instalação e o sistema de energia ucraniano.
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O diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) apelou ao compromisso de proteger a segurança da usina, dizendo-se "espantado com a complacência" em torno dos sucessivos ataques desde o início da invasão.
"Cada vez estamos jogando um dado. E se permitirmos que isso continue repetidamente, um dia nossa sorte acabará", disse Rafael Grossi.
A disputa pelo controle de Zaporizhzhia é uma batalha dentro da batalha.
A Rússia capturou a usina nuclear há mais de um ano. Desde então, Moscou fez duas coisas: estacionou unidades militares dentro do extenso complexo e tentou assumir o controle da eletricidade produzida lá.
Zaporizhzhia é a maior usina de energia da Europa, responsável por gerar 20% do fornecimento de eletricidade da Ucrânia antes da guerra — mas precisa de energia para funcionar corretamente.
A ofensiva de Putin de hoje marca a sexta vez que a energia de lá é cortada por conta do conflito.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que a capital sofreu uma série de explosões que danificaram a infraestrutura de energia e feriram vários civis.
Em um post no Telegram, Klitschko contou que, devido às quedas de energia de emergência após o ataque com mísseis, 40% dos consumidores da capital ficaram sem aquecimento. A Ucrânia ainda está no inverno.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que foi "uma madrugada difícil", depois que a Rússia retomou suas "táticas miseráveis".
*Com informações da BBC e da CNBC
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