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A Berkshire Hathaway é avaliada em US$ 147,4 bilhões e se tornou um pouco mais valiosa que a gigante de mídia norte-americana
A estratégia de "buy and hold" do Oráculo de Omaha é uma referência no mundo dos negócios, visando lucros a longo prazo — e fez o megainvestidor acumular uma "montanha de dinheiro" que dá para comprar até a Disney.
A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, é avaliada em US$ 147,4 bilhões — entre ativos como dinheiro, títulos do Tesouro e outros papéis líquidos no final de junho, de acordo com os números do balanço do segundo trimestre.
Já o valor de mercado da Disney caiu para US$ 147 bilhões, após a queda das ações da gigante de mídia norte-americana na última quinta-feira (7). O recuo atingiu o nível o mais baixo em nove anos na bolsa de Nova York.
A dona do Mickey Mouse tem visto as suas ações caírem mais de 60% desde o pico em março de 2021, o que reduziu em mais de US$ 200 milhões em valor de mercado.
Um dos motivos foi a paralisação das atividades durante a pandemia, além da rotatividade significativa no comando da companhia no mesmo período — com a saída de Bob Iger da presidência da e empresa em 2020 e o retorno do executivo à cadeira de CEO no fim de 2021.
A desaceleração no crescimento da plataforma de streaming Disney+ também é um dos fatores preocupantes para a companhia — e os investidores.
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Não é apenas pela estratégia de investimentos a longo prazo. Buffett também é conhecido por ser um investidor que procura ações de empresas subvalorizadas para comprá-las a preços "promocionais".
As crescentes reservas de caixa da Berkshire provavelmente indicam que o Oráculo de Omaha está "lutando" para encontrar pechinhas — ou pelo menos ativos mais atraentes do que os títulos do Tesouro americano.
Para entender a trajetória bem-sucedida de Warren Buffett é preciso retornar ao cenário econômico global em 93 anos. O bilionário nasceu em 30 de agosto de 1930, em meio a uma das mais profundas crises financeiras do século XX, que ficou conhecida como a “Grande Depressão”.
Para contextualizar: naquele período, o mundo acabava de sair da Primeira Guerra Mundial e se afundava em crise econômica. Mas os EUA, até então, pareciam intactos: com a política do “american way of life”, os americanos viveram uma época de “boom” econômico e entrada de milhares de pequenos investidores na Bolsa de Valores de Nova York.
O ocidente, ao contrário do restante do planeta, vivia a prosperidade financeira e a superprodução, já que os EUA passaram a exportar produtos em larga escala. Mas a época de vacas gordas durou pouco: a “bolha” estourou e os americanos adentraram na “Grande Depressão”.
Pois Buffett nasceu nesse tempo de escassez no mercado financeiro, em Omaha, no estado de Nebraska.
Seu pai, Howard Buffett, que era um corretor de ações, perdeu o emprego durante a crise e decidiu abrir seu próprio negócio: uma corretora de investimentos.
Warren Buffett, então, teve a sorte de “ingressar” no universo das finanças ainda pequeno. Aos sete anos, pode-se dizer que ocorreu seu primeiro contato voluntário com o mundo dos negócios, por meio de livros.
*Com informações de Business Insider
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