A torneira dos dividendos fechou: proibição de Trump ao setor de defesa pode pegar no Brasil e mexer com seu bolso?
Para que as empresas norte-americanas de defesa distribuam dividendos e recomprem ações, o republicano impôs condições; ele também defendeu um teto para a remuneração de executivos

O investidor que olhou para os EUA nesta quarta-feira (7) levou um susto: o presidente Donald Trump proibiu as empresas do setor de defesa de recomprarem ações ou distribuírem dividendos a menos que cumpram algumas condições.
Entre as exigências do republicano está a aceleração da produção de equipamentos militares. Em uma publicação na rede social The Truth Social, ele disse:
“A partir deste momento, esses executivos devem construir fábricas de produção novas e modernas, tanto para a entrega e manutenção deste importante equipamento, quanto para a construção dos modelos mais recentes de futuros equipamentos militares”.
- Vale lembrar que o caça F-35 da Lockheed, um dos programas de defesa mais caros dos EUA, tem sofrido com o aumento dos custos e atrasos. Porém, muitos grandes programas de defesa levam muito mais tempo para entregar um produto do que o prometido inicialmente e a um custo muito mais elevado.
Trump não especificou como pretende impor limites aos dividendos e à recompra de ações, mas os papéis do setor de defesa caíram após suas declarações, revertendo os ganhos recentes obtidos após o uso notório de equipamentos militares norte-americanos na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa.
As ações da General Dynamics e da Northrop Grumman, por exemplo, recuaram cerca de 3% após os comentários de Trump.
A proibição dos dividendos por chegar ao Brasil?
Se você investe em ações de olho na distribuição de proventos e ficou preocupado de a moda de Trump chegar ao Brasil, os analistas têm um recado para você: em alguns casos, o acionista brasileiro já paga esse "pedágio" antes de receber dividendos.
Leia Também
“De certa forma, isso já acontece com as estatais brasileiras, que às vezes são forçadas a investir em setores pouco rentáveis e que objetivam mais resultados sociais do que lucro para os acionistas”, afirma a fonte ouvida pelo Seu Dinheiro, que cita ainda empresas que não são estatais, como a Vale e os bancos.
"Por ora, não acho que essa seja uma preocupação entre os investidores brasileiros", acrescentou.
Não são só dividendos e recompras que estão na mira de Trump
A recompra de ações é comum entre as empresas de defesa, e várias delas pagam dividendos.
A Lockheed, por exemplo, aumentou a distribuição de dividendos pelo 23º ano consecutivo em outubro, para US$ 3,45 por ação. Ao mesmo tempo, autorizou a compra de até US$ 2 bilhões em suas próprias ações, elevando o valor total do programa a US$ 9,1 bilhões.
E embora, estejam na mira de Trump, essas recompras de ações e distribuição de proventos não foram as únicas críticas do presidente norte-americano.
Ele classificou os pacotes de remuneração de executivos na indústria de defesa como "exorbitantes e injustificáveis" e afirmou que deveriam ter um limite.
Até que essas empresas construam novas fábricas, “nenhum executivo deve ter permissão para ganhar mais de US$ 5 milhões”, afirmou Trump.
IA NO CONTROLE
“IA pode assumir controle da internet em até 12 meses”, alerta CEO da Anthropic
12 de setembro de 2026 - 15:18APONTA ESTUDO
País de escala continental, natureza exótica e praias paradisíacas é o melhor lugar do mundo para sobreviver a uma catástrofe global — e não é o Brasil
11 de setembro de 2026 - 10:30O ROTEIRO DO CHOQUE
Recessão à vista? Fitch diz o que acontece com a economia mundial se a inteligência artificial virar a vilã dos mercados
9 de setembro de 2026 - 19:01Conteúdo Empiricus
De olho em temas como Oriente Médio, petróleo e decisão de juros nos EUA, Empiricus traz recomendações de BDRs para setembro
9 de setembro de 2026 - 12:59VIRADA NO JOGO
Investidor estrangeiro volta para a bolsa brasileira, mas não compra qualquer coisa; veja o que está no radar do gringo
9 de setembro de 2026 - 12:41MUDANÇA NA ÁREA
Mapa-múndi vai mudar? Novo modelo é aprovado pela ONU e propõe uma nova representação dos continentes
8 de setembro de 2026 - 14:57FOI SEM QUERER
O ‘insuportável’ William Shockley, Prêmio Nobel que perdeu seus principais pesquisadores e criou o Vale do Silício por acidente
7 de setembro de 2026 - 7:14Conteúdo BTG Pactual
Dólar ou Selic: mesmo com juros em dois dígitos, títulos atrelados ao CDI ‘apanharam’ dos investimentos ‘gringos’; entenda
5 de setembro de 2026 - 11:00NOVA ROTA, MESMO DESTINO
A nova ameaça de Trump após o dado de emprego para forçar a queda de juros nos EUA
4 de setembro de 2026 - 12:26VALE FICAR DE OLHO
O cartão de crédito de Paris estourou: como a França virou a dor de cabeça dos mercados e o sinal de uma crise na Europa
2 de setembro de 2026 - 18:01CÂMBIO
O trade mais manjado e lucrativo da década está mudando de endereço — e o investidor brasileiro leva vantagem sem fazer esforço
2 de setembro de 2026 - 14:01BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
A receita de um dos maiores economistas do mundo para investir com juros altos, guerras e intervenções
31 de agosto de 2026 - 13:50O FIM DO SPOILER
De Wyoming para o seu bolso: o que Kevin Warsh disse no evento mais exclusivo do mundo que mudou os rumos do dólar e da bolsa
28 de agosto de 2026 - 13:04BARRADO DO BAILE
Nem os US$ 250 bilhões de Jeff Bezos garantem ao dono da Amazon um lugar no ‘clube dos bilionários’
27 de agosto de 2026 - 16:32DESFECHO
Bilionário na cadeia: como o colapso da Evergrande fez o ex-homem mais rico da China ser condenado à prisão perpétua
20 de agosto de 2026 - 8:28SEM GABARITO
Super Quarta com os dias contados? Nova proposta do presidente do Fed pode deixar investidor ainda mais no escuro
19 de agosto de 2026 - 16:38OPORTUNIDADE OU CILADA
Renda fixa nos EUA: vale a pena comprar Treasury com a disparada dos juros?
19 de agosto de 2026 - 15:33TOUROS E URSOS #283
O gringo está de saída do Ibovespa (de novo): confira o que afasta o estrangeiro do Brasil
14 de agosto de 2026 - 14:40BRASÍLIA X TIO SAM
A lei de reciprocidade vai incendiar a bolsa? Spoiler: o risco Brasil dá mais medo
14 de agosto de 2026 - 13:31ENTREVISTA EXCLUSIVA