“Início de uma bolha”: Ray Dalio alerta que boom da IA em Wall Street pode esconder riscos iminentes
Índices dos EUA viveram três anos de altas impulsionadas pela inteligência artificial, mas sinais de instabilidade e tensões geopolíticas aumentam o risco de uma correção brusca

Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa tecnológica para se tornar o motor que impulsiona os mercados financeiros. No entanto, esse cenário de otimismo pode estar chegando ao fim, segundo Ray Dalio, um dos maiores gestores do mundo.
O boom da IA, que impulsionou as ações de tecnologia norte-americanas, está “agora nos estágios iniciais de uma bolha”, alertou Dalio em uma publicação na rede social X nesta segunda-feira (5).
Os principais índices de Wall Street tiveram ganhos de dois dígitos em 2025, marcando um terceiro ano consecutivo de avanços, uma sequência vista pela última vez em 2019-2021. Os ganhos foram impulsionados pela forte demanda dos investidores por ações vinculadas à IA, o que levou os índices de referência das bolsas norte-americanas a recordes.
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O cofundador da Bridgewater Associates afirmou que as bolsas dos Estados Unidos tiveram um desempenho significativamente inferior ao das ações não americanas e do ouro em 2025.
O ouro subiu mais de 60% no ano passado, enquanto os mercados emergentes registraram um ano excepcional e o FTSE 100 do Reino Unido superou o desempenho dos principais mercados globais.
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“Claramente, os investidores preferem muito mais estar em ações de fora dos EUA, assim como preferem estar em títulos de fora dos EUA e dinheiro dos EUA”, escreveu Dalio.
Investidores temem bolha da inteligência artificial
A possível formação de uma bolha no mercado de IA pressionou a confiança dos investidores e aumentou o risco de uma liquidação de papéis.
Enquanto isso, as tensões geopolíticas no Oriente Médio e a incerteza sobre a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aumentaram a inquietação dos investidores.
“É claro que há grandes dúvidas sobre a política do Fed e o crescimento da produtividade à frente”, disse o gestor.
“Parece mais provável que o recém-nomeado presidente do Fed e o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sejam tendenciosos a empurrar as taxas de juros nominais e reais para baixo, o que daria suporte aos preços e inflaria as bolhas”, acrescentou.
Analistas dizem que os investidores globais buscarão ativamente oportunidades este ano em segmentos subvalorizados dos mercados financeiros, já que as preocupações crescentes com uma bolha de IA levam os investidores a olhar para além das ações de empresas do setor que estão altamente valorizadas.
*Com informações da Reuters
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