Menos opções no cardápio: Netflix pretende lançar menos filmes originais em 2023
A empresa decidiu reestruturar o segmento de filmes, o que resultou na demissão de funcionários e na saída de dois dos executivos mais experientes da companhia

Só recentemente a Netflix (NFLX34) parece ter-se dado conta de que quantidade não é sinônimo de qualidade. A gigante do streaming lançou ao menos um filme por semana nos últimos dois anos. Só em abril deste ano foram anunciadas 16 estreias, mas sem nenhuma grande novidade reservada para o mês.
Após aumentar os investimentos em produção para acirrar a briga pelo streaming, a empresa decidiu reestruturar o segmento de filmes.
A mudança resultou na demissão de funcionários e na saída de dois dos executivos mais experientes da companhia, de acordo com a Bloomberg.
A Netflix informou ao site TechCrunch que a reestruturação foi feita para simplificar sua estrutura e preparar a empresa para a próxima fase de seu crescimento.
A área de filmes da Netflix
Na intenção de bater de frente com a concorrência em quantidade de títulos originais, a Netflix desembolsou uma grande quantia para desenvolver a área de criação.
A empresa abriu várias divisões responsáveis por filmes em diferentes faixas de preço e independentes entre si — e contratou diversos profissionais para as áreas.
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O grupo de filmes independentes fazia filmes com um orçamento menor, que chegava à média de US$ 30 milhões.
Ao mesmo tempo, uma outra equipe criava filmes de orçamento médio, que custavam entre US$ 30 milhões e US$ 80 milhões. Já a terceira unidade desenvolvia as produções de maior orçamento.
Como as áreas operavam com autonomia, os executivos tinham liberdade para fazer filmes sem consultar seus superiores.
Com isso, a plataforma de streaming lançou mais filmes originais do que qualquer outra empresa em Hollywood e produziu mais de 50 projetos por ano.
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Reestruturação no negócio
A intenção do chefe de cinema da Netflix, Scott Stuber, agora é diminuir a produção de títulos originais para garantir que mais projetos sejam de alta qualidade.
Ao que parece, a nova meta da plataforma de streaming já vem sendo implementada há algum tempo. A empresa pretende lançar 49 títulos originais em 2023, contra 85 produções autorais no ano passado.
A reestruturação anunciada pela empresa recentemente pretende centralizar as decisões sobre a área de filmes — e isso incluiu o corte de dois dos principais líderes do segmento.
A líder de filmes independentes e documentários de baixo orçamento, Lisa Nishimura, deixará a empresa depois de mais de 15 anos.
“Lisa Nishimura ingressou na Netflix na época do DVD e, à medida que a empresa mudou para o streaming, ela construiu nossas divisões de documentário original e comédia stand-up desde o início e estabeleceu a Netflix como uma potência em ambos os espaços”, disse Stuber à revista Variety.
Enquanto isso, Ian Bricke renunciou ao cargo de vice-presidente do grupo de filmes independentes após mais de uma década.
O chefe de cinema da Netflix, Scott Stuber, também agradeceu a Bricke por seus esforços “construindo e liderando nossa equipe de filmes independentes, atraindo cineastas como Tamara Jenkins, Nicole Holofcener e Mark e Jay Duplass”.
A empresa de streaming está programada para divulgar o balanço financeiro do primeiro trimestre em 18 de abril.
*Com informações de Variety, Bloomberg e TechCrunch
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